“Eis aqui a serva do Senhor”

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Em toda a história cristã existem vários exemplos de fé e oração a serem seguidos por nós, cristãos e filhos amados do Divino Pai Eterno. Podemos dizer que Maria foi o maior deles, pois ela foi uma mulher de muita fé. Essa é uma das principais características que devemos guardar de Nossa Senhora, que foi uma mulher que viveu toda sua vida incentivada pela sua fé.

Pela fé, Maria se dispôs a servir a Deus. Com seu coração bondoso e humilde, mesmo antes de receber o anúncio de que seria a Mãe de Deus, ela já sabia que era especial, que era filha amada do Pai Eterno e que Ele tinha um plano para a sua vida. E quando esse plano veio, foi muito além de suas expectativas comuns, assim como acontece muitas vezes em nossas vidas.

O que tornou aquela jovem moça de Nazaré grandiosa foi dizer “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1,38). A partir daquele momento, em toda a sua vida, ela viveu momentos de tensão, angústias e sofrimentos causados pelo peso da responsabilidade que ela havia assumido ao dar o seu “sim”. Mas, no meio de todos os sofrimentos e angústias que ela viveu, também houve muitas alegrias e a certeza de que o Senhor estava com ela e honraria a sua obediência.

Apesar das dores e tristezas pelas quais Nossa Senhora passou ao ver tudo o que seu Filho Jesus passou, ao se entregar, morrer na Cruz e ser sepultado; ela rezou e confiou nas promessas de Deus. Por isso, seu coração ficou vibrante de alegria, quando soube da notícia da ressurreição de Cristo. E, por toda sua fé e seu exemplo de Mãe e de serva do Senhor, ela viu toda sua vida ser coroada com a dignidade de ser proclamada Rainha dos filhos amados do Divino Pai Eterno.

Em nossa Mãezinha do Céu reside a dor, mas também o júbilo e o louvor, porque ela era uma mulher de esperança e ela nos ensina que nós também, em nossas dores, nunca devemos perder a esperança. Se passamos pelos problemas da vida sem fé no coração, tudo o que nós vivenciamos é vão. Não nos leva a nada. Não nos ensina nada, nem nos faz crescer.

Hoje, podemos contar com a intercessão de Maria para nossas vidas, nossas famílias, nosso trabalho. Ela não é maior que Deus, nem quer ser. O desejo de Maria é apenas que todos nós possamos entender que Jesus deve ser o Senhor de nossas vidas e de nossas histórias. E que, compreendendo essa verdade, possamos nos abrir ao amor Dele e deixar que Ele nos guie pelo caminho que nos leva ao Reino dos Céus.

E é pela força de nossa oração que conseguiremos estar em comunhão com Deus. O poder da nossa oração é o que age em nossa vida. A oração é uma maneira importante de nos ajudar em nossa comunicação com Deus. É o que nos ensina a ouvir o Senhor, a escutar a voz do Divino Pai Eterno que quer se comunicar com cada um de nós. O próprio Jesus orava, falava com o Pai Eterno, tinha uma intimidade muito grande com Deus. “Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus” (Lc 6,12).

Assim como falou com Maria e com Seu Filho, o Pai quer falar com você. Ele quer que você o ouça, que abra o seu coração e abra também as possibilidades para que o Seu amor entre na sua vida e transborde dentro de você. O Senhor quer fazer de você uma pessoa diferente deste mundo, diferente das pessoas que não acolhem Sua Palavra e Seus ensinamentos. Diferente daqueles que não oram, que não buscam a Ele com alegria e com o desejo profundo de uma comunhão eterna.

Todos nós, que somos filhos amados do Pai Eterno, somos convidados a realizar boas obras e a estar em comunhão com Deus. E a seguir o exemplo de Nossa Senhora que se fez serva do Senhor, por meio da sua fé e oração. E é por meio da oração que somos capazes de estar em sintonia com Maria, com Jesus e com o próprio Deus. Essa comunhão é o que muda nossa mentalidade, nosso jeito de ser, nossas atitudes, nosso modo de julgar, de entender e nos reportar às pessoas. Comunhão que nos faz reconhecer quem somos realmente e a entender qual é a missão que Deus tem para nós, neste mundo.

Quando observamos a nossa vida, somos capazes de perceber nossa pequenez e nossa miséria humana e a grandeza do amor de Deus que, mesmo em nossas dores, fraquezas e dificuldades, abraça a nossa vida. Confiemos a nossa vida nas mãos do Senhor, por intercessão da Virgem Santíssima e reconheçamos que nada somos sem a presença de Deus em nossas vidas.

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

“Acreditam na vida antes da morte?”

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Muito desconcertante a pergunta, não? José Tolentino Mendonça (presbítero, poeta e teólogo), em seu livro: “Nenhum caminho será longo – para uma teologia da amizade”, relata ter sentido “um baque” ao vê-la “grafitada num muro”. Ao ler tal pergunta, confesso não ter entendido muita coisa também. Instigado, quis aprofundar em sua compreensão uma vez que o autor pouco discorre sobre ela. Terá sido escrita por algum ateu cujo objetivo principal era opor-se ao cristianismo que acredita na Ressurreição e na Vida Eterna, ou afirmar que existe vida somente neste mundo?

Depois de muito refletir sobre o assunto, aplicando à pergunta um sentido cristão, cheguei à conclusão de que é tão bom quanto necessário crer na vida antes de morte. Com o objetivo de ouvir outras opiniões, fiz a mesma pergunta a várias pessoas. Algumas ficaram surpresas. Outras, em silêncio. Apenas o Seu. Vivaldino de Souza Canêdo, num sorriso largo, quase que sem pensar disse-me: “Claro que sim. Senão eu não plantava, eu não criava o meu gado, eu não tinha construído uma família”. E, finaliza: “É muito bom acreditar na vida após a morte, mas eu tenho que acreditar na vida também enquanto estou vivo senão eu não faço nada e fico parado só aguardando o meu dia de morrer”. Verdade, pois “quem não quer trabalhar, não coma” (2Ts 3,10a).

Nossa fé nos leva a crer que a vida é um grande dom recebido de Deus através do qual tudo foi criado por iniciativa d’Ele e tudo converge-se para Ele na pessoa de seu Filho Jesus com quem precisamos urgentemente aprender a viver. Pagola acentua que “a vida de um cristão começa a mudar no dia em que descobre que Jesus é alguém que pode ensiná-lo a viver”. Sendo assim, desde o primeiro milagre nas Bodas de Caná (Jo 2,1-11), à ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-45) e sua entrega no alto da Cruz (Mt 27, 45-55), Jesus nos mostra claramente que tudo fez para devolver a vida à pessoa humana ferida em sua condição frágil, limitada e pecadora.

Deus criou a vida antes da morte. Ela, a morte, só entrou no mundo após a desobediência (o pecado) de Adão e Eva. E, quando tudo parecia perdido, enviou Seu Filho Jesus ao mundo para dar vida nova a quem estava morto, pois “assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho do Homem também dá a vida a quem Ele quer dar” (Jo 5,21). A mãe que espera o nascimento do seu filhinho, o semeador que sai pelos campos a semear, a professora a ensinar, o pai a amar, instruir e educar, o médico a tratar o paciente, o pregador a espalhar a Boa Notícia de Jesus… São apenas alguns exemplos de pessoas que acreditam na vida antes de morte.

O Pai Eterno não se cansa de nos chamar à construção de um mundo novo pautado nas coisas simples, puras, verdadeiras e despojadas de quaisquer interesses que não sejam os de sua própria vontade. Para realizar essa vontade de Deus em nossa vida é preciso crer e aprender a amar na liberdade que Cristo nos propõe, à qual é antes de tudo, a libertação da cegueira espiritual. Desde já possuímos a vida eterna. No entanto, não haverá vida futura caso ela não seja bem construída no tempo presente como consequência das boas ações solidárias que realizamos em favor dos irmãos e irmãs menos favorecidos através dos carismas, talentos e dons recebidos de Deus (Mt 25, 14-30).

O amor é a base de tudo. Ele nos faz livres e felizes. Quem acredita na vida faz as coisas acontecerem. Água de chuva que cai do céu e escorre veloz sobre a calçada não pode molhar a terra. Vida que não se permite renascer a todo o momento permanece apenas em seu estado potencial de vida sem nunca vir a ser. Jesus veio ao mundo para reconduzir de volta ao aconchego paterno àqueles que perderam o sentido de viver e estando no mundo vivem como se não vivessem: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10a).

A condição básica, então, para alcançar a Vida Eterna (a Páscoa e Ressurreição de Jesus) antes mesmo de morrer? Mendonça diz que, “alarga infinitamente acreditar que há vida depois da morte. Porém, se eu, por algum motivo, desistir de confiar que existe vida (isto é, possibilidade de vida verdadeira) antes da minha morte, tudo fica estranho, escuro e perdido”. O caminho é aprender a viver com “Jesus, o Mestre do gratuito”. Segundo ele, o “ato gratuito” que Jesus nos ensina com sua morte de Cruz “é um gesto que nos salva e subtrai-nos à ditadura das finalidades que acabam por desviar-nos de um viver autêntico e nos faz mergulhar no Ser que nos dá acesso à polifonia da vida, na sua variedade, nos seus contrastes, na sua realidade densa, na sua inteireza”!

Pe. Edinisio Pereira 

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Ressuscitou, aleluia!

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A ressurreição de Cristo trouxe algo novo ao mundo. A partir deste acontecimento podemos dizer com sinceridade que para Deus nada é impossível, pois até na morte Ele deu jeito. O homem encontra neste acontecimento a “esperança” necessária para nunca desistir e sempre seguir em frente.

Alguns exemplos humanos, como diz Raniero Cantalamessa, podem nos ajudar. Uma pessoa passa por uma doença grave ou o temor de ter uma doença grave. Depois dos exames lhe é revelado que os temores são infundados e imediatamente ela retoma o seu trabalho e a vida quotidiana. E dizemos: ressuscitou! Um político, um atleta, sofre uma derrota desconcertante. Todos o dão por acabado. Mas eis que volta e com uma vitória estrondeante. E dizemos também dele: ressuscitou!

Cada uma dessas situações humanas nos ajuda a entender alguma coisa da ressurreição de Cristo. Seja o retorno à vida, a vitória sobre os inimigos, o triunfo do amor, mas sabemos que a ressurreição de Jesus é infinitamente mais do que tudo isso. E se existem tantas pequenas ressurreições na vida – e também na nossa –, é porque temos a ressurreição de Cristo. Essa é a causa de todas as ressurreições.

Maria Madalena quando viu o túmulo de Jesus vazio tinham pensado que alguém o roubara. Não lhe veio na mente que Ele poderia ter ressuscitado (cf. Jo 20,13). Quando os discípulos de Emaús desciam de Jerusalém para Jericó, eles estavam decepcionados, pois esperavam que Ele fosse restaurar Israel, mas já era o terceiro dia que tudo aquilo acontecera. Estavam decepcionados, desiludidos e desanimados (cf. Lc 24,21). Voltavam para casa para esquecer tudo o que acontecera. Mas, quando João, o discípulo amado, entrou no túmulo vazio diz a escritura que ele viu e creu (cf. Jo 20,8). Viu e creu porque o amava. Porque caminhou perto do Senhor por todo o tempo e Deus lhe deu o dom de acreditar. Lembremos que ele permaneceu aos pés da cruz do Senhor no momento da crucificação.

A ressurreição de Cristo nos chama a caminhar com Ele na nossa vida quotidiana, na oração pessoal e comunitária, na vivência dos sacramentos, na plena comunhão com Ele, pois se com Ele morremos com Ele também ressuscitaremos (cf. Rm 6,8). João era muito próximo do Senhor e bastou um pequeno sinal para ele entender que estava se realizando tudo quanto o Senhor havia anunciado. Ele viu e creu. Os outros encontraram outras respostas, todas erradas. João encontrou a resposta certa.

É uma exortação a caminharmos unidos ao Senhor na oração, pois é Ele quem nos dá a graça de, nas pequenas coisas, encontrar grandes respostas. Os outros viam sinal de desaparecimento, de roubo, de desânimo e de morte. Ele viu sinal da esperança e de vida. Algo novo brotou no seu coração e ninguém mais tirou isso dele. Que a ressurreição de Cristo neste ano de 2017 aumente em nós também a certeza, para que nas pequenas coisas do dia a dia saibamos ver sinais de ressurreição. E que digamos sempre e juntos: “Cristo Ressuscitou! Aleluia, aleluia!”

Feliz Ressurreição a você.

Pe. Dilmo Franco de Campos

Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney e Seminário Propedêutico Santa Cruz

 

A plenitude do amor e a doação de si mesmo

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A Quaresma é um período em que a Igreja nos convida a intensificar nossa vivência do amor de Deus, contemplando os mistérios e os ensinamentos deixados por nosso Senhor Jesus Cristo. A experiência de viver uma vida pautada e guiada pelo Pai Eterno deve acontecer durante todo o ano. Mas, o Calendário Litúrgico da nossa Igreja tem uma maneira didática e especial de nos ajudar a relembrar o quanto o Pai Eterno nos ama a ponto de enviar Seu Filho, que passou por tantas provações e sofrimentos, para nos redimir dos nossos pecados.

E é justamente neste tempo em que estamos agora, da Quaresma, que temos a oportunidade de refletir profundamente sobre a vida, paixão e morte de Jesus. Isso acontece porque somos convidados a colocar em prática os Seus ensinamentos, e todo aquele que se assume cristão tem a incumbência de dar continuidade à missão de Jesus.

Desde a encarnação até a ressurreição, o Pai Eterno operou as Suas maravilhas na vida de Cristo e daqueles que o seguiam, para revelar todo o Seu amor pela humanidade. Em Jesus, está a plenitude de todas as promessas de Deus para a vida daqueles que se fundamentam no amor maior, que é Deus Pai.

Através de Seu Filho, Jesus Cristo, Deus se fez homem, carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, história da nossa história, com o objetivo de nos salvar a partir da nossa condição existencial. Com Suas atitudes de amor ao próximo, com as curas e o acolhimento aos pobres e aos doentes; e Sua proximidade com Deus, por meio do jejum e da oração; Jesus nos mostra como devemos agir para estar no caminho que leva ao Pai. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6).

Nesse sentido, devemos ser como Jesus buscar vivenciar o jejum, a caridade e a oração, especialmente neste quaresmal. Neste período, Igreja nos ajuda a viver essa plena conversão que não está relacionada somente ao meu próprio ser, mas a como eu me posiciono e ajo em comunidade, fazendo o bem aos irmãos e irmãs.

Não podemos discriminar as pessoas por seus pecados, ou por suas limitações. Ao contrário, temos que acolhê-las de forma plena, amorosa, humilde e verdadeira. É justamente por isso, que a Igreja propõe aos cristãos que vivenciem, durante os 40 dias, a oração, o jejum e a caridade. Pois, essas são formas de dar continuidade à missão iniciada por Ele aqui na Terra. Devemos pedir ao Pai Eterno que nos dê o dom da sabedoria para que não façamos nada com o sentido de envaidecer o nosso coração, mas, somente, para agradar o coração de Deus.

Na Liturgia deste tempo, Jesus nos ensina que nossas ações não devem ser para engrandecimento pessoal, mas, para a glorificação de Deus. “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu” (Mt 6,1).

Entre Jesus e a pessoa humana não há um troca de papéis ou uma inversão de valores, mas, sobretudo, uma entrega cotidiana de duas vidas, que se unem e se assumem em um único caminho rumo ao Coração do Pai Eterno. É esse o grande desafio que assumimos ao escolher a vida cristã, o de amar. Enxergar Jesus no irmão e ser Jesus para ele.

Cristo é a fonte do amor mais pleno e é Nele que devemos nos abastecer. Ele não foi um simples mensageiro. Ele é a própria mensagem de amor que o Pai Eterno nos enviou e que se mantém viva em nossos corações, por meio do Espírito Santo. Somente por meio da experiência da fé vinculada à razão, é que seremos capazes de enxergar Jesus no outro. A partir do momento que aceitamos viver e entender o Seu amor, se torna mais fácil agir conforme os ensinamentos Dele.

Tenhamos a firmeza da fé para mergulhar nessa fonte do mais puro amor, que são os exemplos deixados pelo próprio Jesus: fé, amor, oração e caridade. Reflitamos sobre a vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré e aprendamos com Ele a viver como filhos queridos e amados do Pai Eterno!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás

Quaresma: um convite à conversão

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A vida oferece tempo e espaço para tudo e para todos. Neste sentido, nós Cristãos Católicos estamos vivenciando neste mês de março o Tempo Litúrgico da Quaresma. Ocasião oportuna para a prática da oração, do jejum e da caridade.  Um verdadeiro convite à conversão. Para que isso aconteça de modo satisfatório como a Igreja nos propõe, é preciso um profundo exame de consciência, uma corajosa revisão de vida e coração para celebrar dignamente a Páscoa de Jesus que também é nossa Páscoa e Ressurreição.

Existem situações nesta vida que não valem a pena insistir nelas. Inicialmente, por mais agradáveis que sejam, só nos causam dores, sofrimentos e amarguras. A tomada de consciência dos fracassos, erros, tropeços, quedas e pecados que cometemos dia a dia é o ponto de partida para uma sincera conversão de vida e coração. Cada um de nós somos conhecedores de nós mesmos. Por isso, sabedores do que é que nos pesa a consciência mediante situações faladas, praticadas ou omitidas para conosco mesmos, para com nossos irmãos e irmãs, e especialmente para com o Divino Pai Eterno.

Estradas retas construídas em relevos altos e planos quase sempre são perigosas e traiçoeiras. Aparentemente, dispensam atenção e cuidados para uma boa direção defensiva. Na vida, não é diferente. Aquilo que por hora se nos apresentam como realidades atraentes e prazerosas, em sua maioria são seduções enganadoras que nos conduzem à emboscadas fatais, às quais dificilmente sairemos delas ilesos, sem ranhuras, machucões ou fraturas.

Um objeto qualquer adquirido na condição de ouro, após revelar seu verdadeiro estado de bijuteria, escurece. Ao escurecer, gera no coração de quem o adquiriu um profundo sentimento de desilusão, pesar e frustração.  Seu fim último é o desprezo. O descarte total como se faz com um pedaço de pano usado que é jogado fora no fundo de um quintal, que com o passar dos tempos desaparece sem deixar vestígios, marcas ou sinais de que um dia existiu ou fez parte de história alguma.

Converter-se é mudar de um estado de vida para outro. É crer que o Pai Eterno não se cansa de nós nem de nos perdoar. É crer, confiar e aguardar pacientemente o julgamento final após nossa partida desta vida. Julgamento que não existe para nossa pronta, imediata e irrevogável condenação. Mas, para nos curar, redimir, libertar e salvar. É saber que uma vez absolvidos de nossas antigas culpas, somos conduzidos por Deus e seus anjos à Pátria Celeste, meta fundamental e esperança feliz de todos nós. É saber ainda que a condenação parte justamente do coração empedernido que rejeita e recusa o resgate da mansão triste dos mortos pelo Sangue do Cordeiro imolado na Cruz.

A conversão é condição interior que tem início nos acontecimentos simples, pequenos e diários da vida. Começa dentro de nós até alcançar o coração de Deus. Agora, se para uma transformação radical de vida for necessário mudança de casa, bairro, cidade, estado ou país, que assim o procedamos. No entanto, que deixemos para trás o objeto que nos oprime, escraviza e nos faz pecar e sofrer.  Do contrário, de nada adiantará tal esforço se ele for levado conosco. Terá sido uma luta em vão. Conforme o ditado popular, teremos apenas “mudado cebola de lugar”.

A chave que abre passagem para uma vida nova?  O perdão dado e recebido: o de Deus e dos irmãos e irmãs. Não há muros nem barreiras que resistem à força do perdão. Uma vez ao chão, o amor se encarrega de limpar definitivamente os escombros produzidos por elas. E elimina, de uma vez por todas, quaisquer sombras de vestígios, sinais, dúvidas ou cicatrizes deixadas em nossos corações. Perdoar não é fácil. É tarefa lenta, demorada e para poucos. Somente quem muito ama e vive conforme os ensinamentos de Jesus conseguem fazê-lo.

O perdão salva duas vezes. Ao que sofreu a ofensa e a quem ofendeu. Olhemos para a parábola do Pai Misericordioso do Evangelho de Lucas (Lc 15,11-32). Nela, percebemos nitidamente que o perdão do Pai Eterno devolveu a Ele a chance de ser Pai. E, ao filho arrependido a possibilidade de novamente vir a ser filho. No perdão dado e recebido, Pai e filho voltaram a ser família. Os dois juntos, igualmente se salvaram.

Procedendo-nos de tal modo, iremos perceber que em face às agitações, tribulações, tentações e aflições desta vida, haverá tempo e espaço suficientes para ouvir os apelos de Deus à conversão, e acolher a salvação gratuita que Ele tem reservada a cada um de nós desde toda a eternidade!

Pe. Edinisio Pereira

Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno

Trabalho, princípio ordenador da sociedade

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O Papa Francisco desde o início do seu pontificado teve a preocupação de que os católicos conhecessem mais sobre a Doutrina Social da Igreja. Pediu, apoiou e divulgou o “Docat”, uma obra muito interessante para que os jovens tivessem acesso a estes assuntos. Nesta linha, apresentamos hoje algumas reflexões sobre o trabalho humano e a sociedade.

O trabalho de um homem se entrelaça naturalmente com o de outros homens: “Mais do que nunca, trabalhar é uma ação com os outros e um tarefa para os outros: torna-se cada vez mais um fazer qualquer coisa para alguém” (São João Paulo II, Centesimus annus, 31).

O trabalho, portanto, é o princípio ordenador da sociedade. Também os frutos dele oferecem ocasião de intercâmbio, de relações e de encontro. O trabalho não pode ser avaliado equitativamente, se não se leva em conta a sua natureza social. Essa noção de trabalho se encontra hoje em perigo, porque existe uma corrente de pensamento economicista que pensa que ele deve produzir somente renda.

O economicismo, ao colocar o imperativo do crescimento econômico como finalidade absoluta, subverteu as finalidades do trabalho. Fez do progresso econômico a “lei suprema”.

A sociedade, ao afastar-se de Deus, caiu nessa perspectiva economicista, na qual o trabalho é visto apenas como força e aparece subordinado exclusivamente à sua finalidade econômica. Nesse ponto de vista, o trabalho humano tem até menos valor que uma máquina. O trabalho, na perspectiva do economicismo, degrada.

“Cristo não aprovará jamais que o homem seja considerado – ou que se considere a si próprio – unicamente como instrumento de produção; que seja apreciado, estimado e avaliado apenas segundo esse princípio. Cristo não o aprovará jamais! Por isso mesmo, deixou-se pregar na Cruz (…) para opor-se a qualquer degradação realizada mediante o trabalho. Cristo permanece perante os nossos olhos na sua Cruz para que todo homem seja consciente da força que Ele lhe deu: “Deu-lhes o poder de vir a ser filhos de Deus” (Jo 1, 12. Cf. São João Paulo II, Homilia aos operários de Nova Huta, 9-VI- 1979).

São João Paulo II, na encíclica Laborem Exercens, denunciou o economicismo, condenando ao mesmo tempo o liberalismo capitalista e o coletivismo marxista. Este último seria apenas mais radical, pois tem a audácia de dizer-nos que é precisamente o trabalho entendido apenas como fator de produção, o que é o homem e o que haverá de realizar para sua libertação.

O economicismo defende a economia pela economia e, ao fazê-lo, reduz o homem a suas relações econômicas. Mas a Doutrina Social da Igreja ensina que o trabalho não somente procede da pessoa, mas é também ordenado a ela e a tem por finalidade.

O trabalho deve ser sempre orientado para o sujeito que o realiza, pois, a finalidade do trabalho, de qualquer trabalho, permanece sempre o homem. Não se pode negar que existam componentes objetivos do trabalho, mas tudo isso deve estar subordinado à realização do homem.

Portanto, é possível afirmar que o trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho, e que a finalidade do labor, de todo e qualquer que seja ele realizado pelo homem – ainda que seja o mais humilde, o mais monótono na escala do modo comum de apreciação e até o mais marginalizado – permanece sempre o próprio homem. (São João Paulo II, Carta enc. Laborem Exercens, 6)

A prova disso para nós católicos é a famosa cena da Última Ceia do Senhor, em que Jesus lava os pés dos seus Apóstolos para ensinar que o trabalho, desde o mais humilde ao mais especializado, é antes e acima de tudo um serviço ao nosso próximo. (Jo 13, e ss).

 

Dom Levi Bonatto

Bispo auxiliar de Goiânia

Equilíbrio físico e espiritual

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Em fevereiro, dia 11, a Igreja celebra a Virgem Santíssima sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Neste mesmo dia, é também o Dia Mundial do Enfermo. Quando rezamos por alguém que precisa de saúde, não podemos nos limitar somente a pensar naqueles que possuem doenças no corpo, precisamos também pedir por aquelas pessoas que necessitam da saúde na alma.

Resumindo, estou falando do equilíbrio físico e do equilíbrio espiritual. Duas coisas fundamentais para que consigamos ter uma vida tranquila, feliz e saudável. Isso, porque um está ligado ao outro. Ou seja, quando estamos doentes no corpo, ficamos tristes, abatidos. Existem vários casos de pessoas que, quando ficam doentes fisicamente, tendem a ficar pessimistas, depressivas.

Não é por acaso que o Dia Mundial do Enfermo é no mesmo dia em que celebramos a memória de Nossa Senhora de Lourdes. Ela é a padroeira dos enfermos. Conta a história que, em 1858, em uma tarde muito úmida e muito fria, no interior da França, Nossa Senhora fez uma visita agraciada a uma menina muito humilde, frágil e pura, chamada Bernadette Soubirous.

A menina saiu com uma irmã e uma amiga para procurar lenha, gravetos para aquecer o lar, que era um costume muito frequente na Europa, naquele período. Elas estavam em um local um pouco afastado da cidade e Bernadette foi atraída por uma luz saindo de uma gruta. Foi então que ela viu uma linda mulher de branco, com uma faixa azul e um terço na mão. E esta mulher linda e admirável convidava à oração. A jovem começou a rezar e quando terminou a oração, a senhora desapareceu. Bernadette ficou cheia do Espírito Santo e muito feliz com aquele acontecimento que encheu seu coração de paz, amor e esperança.

As aparições foram se repetindo nos dias seguintes, até que em um dos momentos a Virgem pediu à menina que cavasse o chão da gruta e naquele exato local, brotou uma fonte que jorra águas abençoadas até os dias de hoje. A própria Bernadette, que era uma jovem doente, foi curada ali. São milhões de peregrinos que visitam Lourdes todos os anos em busca de bênçãos, curas e verdadeiros milagres. Ali é um marco do amor do Divino Pai eterno, por intermédio de Maria Santíssima.

Além das curas, que deram a Nossa Senhora de Lourdes o título de padroeira dos enfermos, a mensagem trazida ao mundo, por meio da visita a Bernadette, consistia, principalmente, no convite à conversão e à oração do terço. Outro ponto fundamental da aparição no interior da França foi quando a Virgem se identificou como a Imaculada Conceição, o que se tornou motivo da confirmação desse dogma que havia sido proclamado quatro anos antes pela Igreja.

Nossa senhora é a Imaculada Conceição e, por meio de sua santa intercessão ao Divino Pai Eterno, conseguimos alcançar graças infinitas em nossas vidas. Devemos ter uma certeza: sem Deus, nada somos. Por isso, meu irmão, minha irmão, busque viver em uma comunhão com Deus. Saiba que nós não somos merecedores da graça de Deus e, mesmo assim, Ele nos concede e nos permite viver como verdadeiros abençoados, verdadeiros miraculados, como pessoas que são libertas de todos os males que possam vir a nos atingir.

Muitos são os que estão distantes, não participam, não rezam e não buscam a Deus. Busquemos o Senhor, porque nosso tempo é curto neste mundo e nós dependemos de Deus para sermos verdadeiros filhos amados, verdadeiros cristãos neste mundo, e não somente criaturas que caminham sobre a terra.

Peçamos, então, a intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos enfermos, por todas aquelas pessoas que estão doentes, debilitadas na saúde do corpo, para que tenham a capacidade levantar a cabeça diante das cruzes que carrega. Rezemos também por aqueles que necessitam da saúde da alma, pedindo ao Senhor que dê força e ânimo aos corações decaídos, às pessoas com depressão, para que não se sintam acabados, nem fracassados por causa de problemas em suas vidas.

Que, pela nossa fé e oração, o Senhor possa nos reerguer para que possamos caminhar na alegria de estar em Sua presença. Que nós sejamos pessoas saudáveis no corpo e na alma e que o Senhor coloque Sua mão misericordiosa sobre todos os que sofrem, para que alcancem aquilo que necessitam. Amém!

 

Pe. Robson de Oliveira

Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás e presidente-fundador da Afipe

 

A Solidariedade

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Ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança no amor, Deus o constituiu portador de direitos, deveres e liberdades que lhe asseguram uma vida livre, digna, justa, solidária, fraterna e feliz. Criou também todas as coisas e as disponibilizou gratuitamente a todos.

No início tudo era de todos. E, todos tinham acesso a tudo. Além do mais, tudo o que dispunham para a sobrevivência era partilhado em direitos iguais de acordo com a necessidade de cada um. Com o passar dos tempos, o ser humano desenvolveu o sentimento de posse: “isto é meu”. Com a apropriação do bem comum gerou, como consequência deste princípio, a desigualdade social. Situação que coloca alguns em condição de privilégio em detrimento a outros.

Imbuída, mesmo que implicitamente do espírito cristão, no dia 10 de dezembro de 1948, foi assinada a Resolução nº 217, da Assembleia Geral das Nações Unidas. O Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos declara: “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”. Uma tentativa de corrigir a humanidade dessa grande injustiça social criada ao longo do seu caminhar existencial.

A Igreja por sua vez, consciente desta realidade, tocada pelos ensinamentos, atitudes e ações de Jesus, sempre se mostrou atenta, preocupada e solidária com as necessidades mais urgentes da humanidade e com as desigualdades advindas da apropriação indevida dos bens comuns. E denuncia: ” Há iníquas desigualdades econômicas e sociais, que ferem milhões de seres humanos; elas estão em contradição aberta com o Evangelho, são contrárias à justiça, à dignidade das pessoas e à paz (CIC nº. 413). Assim, estimula a todos a desenvolverem ações que visam manifestar a solidariedade como uma exigência da fraternidade cristã.

Ao encarnar-se no seio da humanidade Jesus fez sua opção preferencial pelos pobres e abandonados. Tudo o que Jesus expressa em sua mensagem reflete claramente o amor bondoso e misericordioso do Pai Eterno para com cada um de nós. Movida pelo Espírito de Jesus, a Igreja Católica seguiu este mesmo exemplo. Ou seja, se fez pobre para os pobres buscando socorrê-los em todas as suas necessidades.

O Papa Francisco diz que: “para a Igreja a opção pelos pobres é mais uma categoria teológica que cultural, sociológica, política ou filosófica”. A esperança é deles, “pois sufocados no seu anseio pelos valores que a sociedade injusta rejeita, esses pobres estão profundamente convictos de que eles têm necessidade de Deus, pois só com Deus esses valores podem vigorar, surgindo assim uma nova sociedade”, Bíblia Pastoral.

Desprovida da compreensão e sentimentos cristãos a solidariedade restringe-se a um mero assistencialismo social. Quem busca ser solidário com os mais necessitados, assume na própria vida o esvaziamento interior que Jesus nos deixou como exemplo de vida inteiramente doada em favor da remissão de todos os seres humanos.

Quem é cheio de si mesmo não abre espaço para Deus em sua vida nem para seus irmãos e irmãs fugindo da lógica proposta pelas Bem-aventuranças de Jesus (Mt 5, 1-12). Pagola diz que: “quem escuta o coração de Deus começa a privilegiar em sua vida os mais necessitados”.

O que vem a ser, então a solidariedade? O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa a define como: “qualidade do que é solidário, dependência mútua, reciprocidade de obrigações e interesses”. São João Paulo II aprofunda esse conceito em sua encíclica Solicitudo Rei Socialis (38), afirmando que: “a solidariedade não é um sentimento de compaixão vago ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes. Pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos”. Ou seja, um forte apelo a que voltemos urgentemente às nossas origens.

Pe. Edinisio Pereira 

Reitor do Santuário Basílica de Trindade

Ano Vocacional Mariano

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O Regional Centro Oeste da CNBB esta celebrando no ano de 2017, o Ano Vocacional Mariano, que foi assumido desde a XIX Assembleia do Povo de Deus, realizado em setembro de 2015, onde iluminados pelas cinco urgências nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil se viu a necessidade de ressaltar o aspecto Vocacional, tendo como inspiração a figura de Maria, mãe e rainha da Igreja e das vocações.

A Pastoral Vocacional tem uma forte dimensão mariana que não se resume em apresentar a jovem Virgem de Nazaré como modelo de vocação, mas sobretudo porque ela nos inspira na realização desta missão. Maria é o melhor referencial para o serviço vocacional que desenvolvemos nas comunidades.

A jovem vocacionada de Nazaré é símbolo da humanidade chamada à comunhão com Deus, mediante a abertura ao Espírito que produz vida e ilumina o caminho dos vocacionados. E ainda, com Maria, também aprendemos que o chamado vocacional implica uma missão. Símbolo da Igreja em saída, Maria se coloca a serviço de quem mais necessita. Se faz preciso um serviço evangelizador e vocacional aberto a outras realidades, vocações e ministérios na Igreja.

O Ano Vocacional Mariano é um momento propício para intensificar a oração pelas vocações e convocar nossas comunidades para que juntas promovam a cultura vocacional. Como nos pede o Documento de Aparecida em seu número 314: “É necessário intensificar de diversas maneiras a oração pelas vocações, com a qual também se contribui para criar maior sensibilidade e receptividade diante do chamado do Senhor; assim como promover e coordenar diversas iniciativas vocacionais”. Como momento comum teremos a Jornada Vocacional Regional, que acontecerá em Brasília nos dias 06 e 07 de maio, com a presença de todas as (Arqui)Dioceses de nosso regional e pastorais, onde todo o povo de Deus é convidado para juntos louvar a Deus pelas vocações e pedir que envie mais santas vocações ao nosso regional.

Apresentamos, para a vivência do Ano Vocacional Mariano, algumas sugestões, que podem ser promovidas pelas comunidades, paroquias e grupos:

– Desenvolver reflexões sobre o papel de Maria na Igreja, ressaltando uma correta devoção mariana;

– Em comunhão com a Igreja no Brasil, celebrar o jubileu de 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida;

– Aproveitar os momentos e encontros já existentes para se meditar sobre o Ano Vocacional Mariano;

– Incentivar e colaborar para que todas as pastorais, movimentos e arqui(dioceses) do nosso regional estejam representadas na Jornada Regional da Pastoral Vocacional, em Brasília, dia 06 e 07 de maio de 2017;

– Valorizar, no nível diocesano e paroquial, o Dia Mundial de Oração pelas vocações que será no dia 07 de maio de 2017;

– Aproveitar para promover a Oração pelas vocações;

– Na medida do possível, utilizar o tema vocacional Mariano nas formações e celebrações;

– Incentivar a oração oficial do Ano Vocacional Mariano nas comunidades, paróquias, pastorais e grupos eclesiais;

Enfim, é preciso fazer com que este nosso Ano Vocacional Mariano seja vivido em cada realidade particular, ressaltando assim, nossa comunhão regional. E que não seja apenas mais um tema de pastoral, mas sim um espírito que anima toda as ações e pastorais. Reconhecendo assim, que Maria leva Deus a cada um dos vocacionados, que somos todos nós e nos eleva até o autor da nossa vocação.

 

Pe. Elias Aparecido da Silva

Diocese de Uruaçu – GO

Coordenador Regional e
Nacional da Pastoral Vocacional – CNBB

 

 

 

Perspectivas da Arquidiocese de Goiânia para 2017

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Depois da Sua paixão, morte e ressurreição e antes de ascender aos céus, Jesus disse aos Apóstolos: “Não cabe a vós saber os tempos ou momentos que o Pai determinou com a sua autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (At 1,8). A Igreja primitiva, que ainda era uma pequena comunidade constituída em torno dos Doze, era então enviada, por todo orbe conhecido, a dar testemunho do que viu e ouviu (cf. 1Jo 1,1-4), anunciando Jesus Cristo a fim de que o verdadeiro Reino de Deus fosse construído.

Os caminhos da providência divina fizeram com que a Igreja, conduzida pelo Espírito do Senhor, de fato chegasse até os confins da Terra e, ao longo desses quase dois mil anos, pouco a pouco, fosse testemunhando Jesus, fazendo aumentar o Seu rebanho e pastoreando-o em Seu nome. Nós, que somos a Igreja particular de Goiânia, nos reconhecemos destinatários desse mesmo envio, por isso, nos vemos interpelados a continuar, em 2017, nosso caminho de testemunho de Jesus e de cuidado do Seu rebanho.

A chegada providencial de Dom Moacir como bispo auxiliar, além de nos encher de alegria, nos dá a possibilidade de aprofundar e expandir a cura pastoral direta do Bispo às diversas comunidades e necessidades de nossa Arquidiocese. Os desafios são inúmeros e requerem uma presença qualificada do Pastor a quem foi confiada esta porção do rebanho do Senhor. Assim, o bispo diocesano, com seus auxiliares, torna presente o cuidado de Jesus por Sua Igreja e manifesta o amor do Pai pela humanidade.

Uma vez que os bispos precisam da colaboração dos sacerdotes no exercício do seu ministério episcopal de pastor, desejamos continuar a incrementar o trabalho da Pastoral Vocacional em vista do crescimento do número e da santidade das vocações ao ministério ordenado. A ordenação de três novos padres em dezembro de 2016 e, em fevereiro de 2017, de três novos diáconos, traz alento e esperança. Desejamos seguir adiante preparando com cuidado os nossos seminaristas, investindo na qualidade dos nossos seminários: o Centro Vocacional São João Paulo II, o Seminário Propedêutico Santa Cruz e o Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney. Com alegria, neste ano de 2017, inauguraremos o novo Centro Vocacional, nas dependências do Centro Pastoral Dom Fernando.

Como as cidades que fazem parte de nossa Igreja particular crescem em ritmo acelerado, reconhecemos a necessidade de expandir a presença e a Missão Evangelizadora da Igreja por meio da criação de novas comunidades que possam atender as necessidades espirituais dos nossos irmãos residentes nesses novos locais. Como a Igreja primitiva, sentimo-nos enviados a testemunhar Jesus até os confins e, por isso, desejamos estar presentes, por todos os meios e pessoas possíveis, na vida quotidiana das famílias e pessoas a fim de oferecer a elas a possibilidade de conhecerem o Senhor e viverem a Sua Palavra.

A vida de uma Igreja particular se dá na história e, por isso, respeita tempos e processos dentro dos quais o passado serve de fundamento, e o presente, como espaço do exercício da responsabilidade que nos foi confiada pelo Senhor em vista da futura instauração definitiva do Seu Reino. Essas perspectivas salientadas e tantas outras não enumeradas são o horizonte que se abre diante de nós no ano de 2017, que queremos viver como mais um passo desse caminho com Jesus e no serviço aos irmãos, acolhendo tudo o que já foi feito e nos lançando para o futuro. Com São Paulo queremos dizer: “Lanço-me em direção à meta, para conquistar o prêmio que, do alto, Deus me chama a receber no Cristo Jesus. (…) No entanto, qualquer que seja o ponto a que tenhamos chegado, continuemos na mesma direção” (Fl 3,14.16).

 Dom Washington Cruz, CP

Arcebispo Metropolitano de Goiânia

 

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