Dia: 23 de novembro de 2007

UMA CULTURA DE MORTE CONTRA OS PEQUENINOS DE DEUS!

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A vida é dom do céu e participação efetiva no existir do próprio Deus! Viver é vocação suprema e absoluta da natureza do Pai Eterno em nós! Dele viemos, Nele somos, nos movemos e existimos (At 17,28). E para Ele haveremos de voltar. A verdade cristã da vida está tanto em sua origem divina quanto em seu fim último: o Coração de Deus. Portanto, ao falarmos da vida humana estamos, ao mesmo tempo, falando da vida de Deus! Cada grito pela existência se apresenta como o clamor da criatura pelo seu Criador. É assim que a vida torna-se a manifestação sagrada do amor do Pai por nós. Por outro lado, o assassinato de crianças inocentes é a manifestação mais clara e cruenta de que uma cultura de morte está se estabelecendo dia após dia em nossa sociedade. Vivemos em uma realidade que aborta o maior dom que Deus nos deu: a vida!

Muitos são aqueles que conspiram contra a vida e acabam se esquecendo de que a promoção, a defesa, a veneração e o amor pelo dom da existência é um serviço confiado a todos nós. Independente de nascida ou não, a vida da criança já é digna em si mesma, uma vez que foi plasmada no existir de Deus e do homem. Na vida em gestação está o encontro do divino com o humano e do humano com o divino. Não se trata de um trocadilho de palavras, mas, sobretudo, de uma fusão de amor entre o dom do céu e o dom da terra, entre a eternidade e o tempo. Justamente por isso, que a vida, germinada no coração de Deus, não pode ser assassinada pelos tiranos da história. Ficamos boquiabertos quando o aborto passa a ser defendido pelas pessoas que por ora tem a obrigação de salvar vidas, tal como se observa em alguns ex-profissionais da saúde ou, então, naqueles que compõem a Comissão Tripartite, criada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Estamos diante de uma questão existencial em que legalizar o aborto é o mesmo que legalizar a morte.

As leis que autetificam o aborto são contra o bem comum e carecem de validade jurídica, pois esta última tem a função de defender a vida. Legalizar o aborto é deixar de acreditar na lei civil. É um crime que lei alguma pode legitimar como prática lícita e natural, pois a vida é o fundamento da sociedade e matá-la é ir contra a ordem social. A morte dos inocentes não pode ser sancionada pela lei.

O aborto provocado é um crime abominável aos olhos de Deus, autor e consumador da vida. Aceitar o aborto nas consciências, nas culturas ou nas leis é sinal de uma crise moral e social. O aborto é um homicídio, pois se trata de interromper a vida de alguém que pede uma chance para nascer e continuar a viver! Muitas são as técnicas utilizadas para o aborto, que vão desde a curetagem até o esquartejamento. Contudo, está se tornando algo tão natural que muitos fetos já estão sendo comercializados para empresas de sabonetes e cosméticos devido à gordura natural, muito utilizada para a confecção de tais produtos. Vejamos bem se não estamos construindo uma sociedade em que até mesmo a vida virou mercadoria e passou a ser comercializada pelos lobistas industriais.

Em um contexto de crise, em que o dom da existência passa a ser algo relativo, aparece a Igreja, Mãe e Mestra da vida. A Tradição e o Magistério católicos ao longo do tempo sempre condenaram a prática do aborto. No nosso tempo, essa realidade ficou mais evidente em dois documentos: Humanae Vitae (da vida humana) de Paulo VI e Evangelium Vitae (Evangelho da Vida) de João Paulo II. Ambos condenam a prática do aborto como “crime abominável” e afirmam que a vida é sagrada por natureza, uma vez que se apresenta como ação criadora de Deus. Por sua origem divina a vida deve ser valorizada desde a concepção até a morte natural.

Diante deste contexto não podemos ficar inertes ou insensíveis. Somos chamados a assumir nossa missão de servidores da vida e lutar pela dignidade de cada criança que anseia por uma existência mais humanizada em contraposição ao desumano aborto. O sentido genuíno da vida precisa ser resgatado e não penhorado por interesses escusos e sanguinários! Acima da legalização do aborto está a legalização da vida, já tutelada por Deus desde o momento que passamos a existir. E é o Deus da vida e o sangue dos inocentes que clamam por nós! Defender o dom da existência não é missão somente dos cristãos, mas envolve a todos os homens e mulheres de boa vontade. Não é uma questão de credo, mas uma profissão de fé no valor da vida como manifestação primária e absoluta do amor de Deus.

Que sejamos testemunhas da esperança nestes tempos em que a vida perde sua característica de sacralidade. Que neste domingo dedicando a família, possamos manter os olhos fixos no Cristo, para que a vida tenha um norte e a esperança tenha um sentido. No coração de Deus, santuário da vida, busquemos forças para ouvir os inocentes que continuam a bradar: Deixem-me nascer! Dêem-me uma chance para existir!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

www.paieterno.com.br

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