Dia: 25 de novembro de 2007

Segurança é tudo na vida

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Segurança é tudo na vida! Parece óbvio falarmos assim. Mas é o óbvio mais complexo que desafia o ser humano em quase todos os seus limites do cotidiano. Ser e estar seguro enquanto pessoa faz depender uma série de possibilidades e sucessos na vida. Na verdade, nossa natureza tende normalmente ao outro lado: a insegurança. Todo ser humano carrega consigo grande carga de insegurança. Aqueles que fazem uso da palavra em público, mesmo o que aparenta saber muito bem do que fala e se porta com toda autoconfiança, é inseguro. Inseguro nos resultados de seu discurso e na conseqüência de sua decisão ou atitude. Quem manda e quem obedece, quem chefia e quem é subordinado, em tudo o que somos e fazemos acabamos por experimentar níveis maiores ou menores de insegurança. Não existe exceção a esta regra.

Por que somos assim? Por que a segurança depende do outro, do diferente; depende da reação. Foge definitivamente ao nosso controle. Ela não pode ser conquistada de forma definitiva, mas paulatina, temporária e situacional. Vamos nos tornando seguros. Vamos vencendo desafios, conquistando espaços, rompendo nossos limites. É uma luta constante que promove ou depõe uma pessoa.

Falando assim, poderia gerar uma impressão nostálgica da vida e da condição humana. Mas é isso mesmo! Na verdade, é preciso lutar constantemente contra a insegurança, através do autoconhecimento. Quem se conhece em seus valores, capacidades, possibilidades e desejos tem todas as armas que precisa para ser mais seguro. É uma atitude de dentro para fora, em primeiro lugar. Mesmo que dependamos das reações alheias e dos resultados exteriores para nos confirmar, é importante buscar a serenidade de estar pensando o melhor e inclinado para o bem de nós mesmos, do outro e da comunidade humana.

Existem pessoas, poucas, diga-se de passagem, que conseguem superar as barreiras da insegurança, passando adiante e se tornando verdadeiras promotoras de paradigmas. São homens e mulheres que sentem um impulso interior diferente de todas as opiniões dos outros. Conseguem ver mais longe, pensar adiante, enxergar melhor os resultados de suas atitudes e conduta de vida, mesmo que no momento todos reprovem. Enquanto os outros estão temerosos em atravessar um rio desconhecido e perigoso, esta pessoa aceita enfrentar o desafio de ir primeiro. Quando consegue, grita bem alto aos outros que ficaram: “Podem vir, não há perigo, é seguro!” Num primeiro momento, são vistas como loucas! Logo depois, seguem a sua trilha.

Na história, vemos uma boa quantidade de promotores de paradigmas: santos, profetas, cientistas, chefes de Estado, líderes, escritores, poetas, empresários, enfim, pessoas que mostraram novos modelos, novos rumos para que outros pudessem seguir. Enfrentaram seus próprios medos, superaram suas inseguranças, foram guiadas por uma força maior que potencializou suas vidas, deu-lhes asas e as fez enxergar além do horizonte. Venceram o limite do consenso das pessoas. Foram capazes de sair da mesmice. Tiveram coragem. Foram adiante.

Pessoas assim fizeram a diferença na história de seu tempo e continuam a existir nos dias de hoje. Muitas delas só serão reconhecidas realmente depois que forem ceifadas deste mundo. Estão por aí, entre nós ou aparecendo como verdadeiros monumentos de um novo jeito de ser, viver e atuar. Por não seguirem os padrões estabelecidos, são tantas vezes malvistas pelos seus “pares” e pelos “analistas críticos de plantão”. Quando atravessam o rio, convidando os outros a virem pelo mesmo caminho, escutam normalmente frases do tipo: “Eu já iria fazer isto” ou mesmo: “Quando eu quis atravessar a correnteza, estava muito mais alta” ou até mesmo: “O que ele fez qualquer um faria.” É o grande hino dos covardes!

O promotor de paradigma é uma pessoa motivada a ser alguém diferente e a fazer algo diferente. Sua motivação também é confirmada. Existem aqueles que o incentivam, que acreditam nas suas atitudes e no desenrolar de suas atitudes, que o reforçam para que continuem atravessando o rio perigoso e desconhecido que ninguém até então ousou tentar. Muitos foram e são motivados pela fé ou por pessoas de fé. Enfim, existe sempre um outro ou o Outro Absoluto que o impulsiona a arriscar e vencer suas inseguranças e tomar a grande decisão de começar algo diferente, inusitado.

Todos nós somos desafiados a vencer nossas inseguranças pessoais. Precisamos começar a fazer isso de dentro para fora, numa atitude de busca constante. Esta é a diferença que traz sentido para a vida. Confie mais em suas capacidades. Rodeie-se de pessoas que edificam a sua vida e lhe motivam a crescer e pensar oportunidades. Faça o mesmo, confirmando as boas idéias e os ideais nobres dos outros. Elogie à franquia! Critique para o bem real do outro, ajudando-o a crescer. Exercite-se no acolhimento e reconhecimento sincero daquilo que o outro tem de melhor. Confie na força de sua fé e dê saltos de qualidade, alçando vôos nunca antes imaginados e enxergando mais adiante. E… em tudo tenha Deus como meta maior a se chegar.

Pe. Robson de Oliveira Pereira
Missionário Redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

www.paieterno.com.br

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