Dia: 29 de novembro de 2007

Igreja “Plena”!

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No dia 29 de junho, por ocasião da Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, foi assinado no Vaticano, pelo papa Bento XVI, um documento que chama a atenção dos fiéis para que entendam a Igreja Católica como aquela que possui inteiramente a qualidade de promover, para o cristão, o caminho da salvação.

O título do documento é extenso justamente para oferecer um detalhamento sobre o que ele entende propor: “Respostas a quesitos relativos a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja”. O documento retoma alguns textos do Concilio Vaticano II, sendo curto e de fácil compreensão. Ratifica e esclarece ainda mais a missão da Igreja de oferecer aos fiéis os fundamentos mais concretos e favoráveis para viverem plenamente o cristianismo, desafio de todos nós que cremos. De outro lado, este texto poderá não ser muito bem aceito por aqueles que não comungam do pensamento da Igreja Católica e mesmo aqueles que poderão não compreender muito bem o teor daquilo que se apresenta no texto, fazendo abordagens e conclusões tendenciosas.

A Igreja tem o múnus e missão de ensinar seus fiéis e mostrar a todos o caminho seguro da fé e do aprofundamento da mesma através da prática cotidiana das virtudes evangélicas. Neste sentido, busca orientar os cristãos católicos para uma vida coerente com sua fé e aos não-católicos procura convidar e, algumas vezes, admoestar para que comecem um caminho que propicie estarem mais próximos daquilo que o Cristo ensinou.

De modo algum a Igreja pretende dizer que fora dela não há salvação. Num fragmento do texto temos a seguinte afirmação tirada do próprio Concílio Vaticano II: “… as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica” (Decr. Unitatis redintegratio).

A polêmica acontece porque existe uma certa “malícia” carregada de tendências anticatólicas e até mesmo proselitistas, em fazer entender que a Igreja acena aquilo que não acenou. Não existe erro ou exclusivismo em afirmar que ela possui os “elementos completos” do legado deixado por Cristo desde o início do cristianismo. A sucessão apostólica continua até os dias de hoje na Igreja Católica. O Papa é Pedro hoje! Sua missão continua a mesma e a Igreja foi experimentada ao longo dos séculos mantendo sua unidade, apesar das diversidades de tempos, pensamentos e culturas. Não creio, portanto, que haja brecha para críticas ou idéias de autoritarismo, exclusivismo ou fechamento como li por aí.

Os elementos essenciais para a salvação do homem se condensam numa única e dinâmica palavra: amar. Quem ama promove o bem, não deseja o mal do outro e possui o olhar amoroso e misericordioso do Pai sobre si mesmo. A Igreja entende muito bem que sua força e missão de promover uma compreensão adequada do verbo amar está arraigada em sua doutrina e pregação. Portanto, ela se vê completa nesta missão não impedindo nenhum diálogo sério e inteligente com outras formas de crer e viver o amor.

Ninguém é e nem pode se considerar igual a todos. Todos temos riquezas em vários níveis e sentidos. A unidade na diversidade da fé em Cristo ou no desejo de viver e promover plenamente o amor e a vida aqui na terra pode gerar para todos a salvação que vem de Deus.

Vivemos num mundo fragmentado por opiniões as mais diversas e formas de conduta complexas. Não é possível ficarmos com meias palavras. Podemos acabar ficando reféns ou escravos do relativismo e da insegurança. O tema do aborto, por exemplo, está em discussão no Congresso e poderá ser votado em breve. Para defender e aprovar este assunto encontra-se argumentos de todos os tipos. Um assunto como este merece nosso grito de indignação não somente como cristãos, mas como seres humanos que somos. A Igreja está empenhada profeticamente neste sentido em dizer que não se deve caminhar por esta estrada tenebrosa.

Realidades como esta e outras saltam aos nossos olhos nos tempos atuais e se tornam uma montanha de ensinamentos ditos “cristãos”, mas sem fundamento bíblico ou teológico que lhes sustentem. Dão-se “tiros” para todos os lados! Muitos resolvem pensar que são “bispos” ou “apóstolos” e criam denominações do nada. Outros pensam que Jesus foi desta ou daquela forma e saem por aí falando como se tivessem autoridade para tal. Uma verdadeira Babel! Não é brincadeira falar de Deus! Em meio a esta realidade é que a Igreja se apresenta, como um caminho seguro para viver o bem e eternizá-lo para a vida.

Percebe-se que no mais íntimo do ensinamento da maioria das outras igrejas cristãs o amor é o foco mais forte apresentado. A Igreja respeita e reconhece isso quando percebe a seriedade deste ou daquele seguimento. No referido texto da Congregação para a Doutrina da Fé ressalta-se sua autoridade em falar sobre o Caminho da Vida e da Salvação do ser humano.

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica do Divino Pai Eterno e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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