Amar é deixar-se amar!

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De Deus viemos. Nele somos e existimos e para Ele haveremos de voltar: Nossa vida precisa ser uma expressão de louvor ao Pai Eterno. Na finitude da nossa humanidade, somos convidados a olhar para o nosso interior, reconhecendo que o Deus do Cristianismo é Amor: Misericórdia na Gratuidade, Bondade no Perdão, Caridade no sofrimento… O que dizer desse Deus? Não será Ele muito relapso ou extremamente permissivo? Não parece que Ele tudo crê, tudo espera e tudo suporta? Tudo desculpa…? Tudo perdoa? Mas, em função de quê tanto amor? Para que criar um Deus que parece mais um pedinte? Um carente? Um necessitado de amor e afeto?! “Povo meu, que te fiz eu? Em que te contristei? Responde-me” (Mq 6,3). Na verdade, precisamos concordar que o Deus do Cristianismo é um mendigo que esmola o nosso coração… É um Deus pobre e frágil, necessitado e abandonado, louco e enamorado de amor pela humanidade até o ponto de se fazer um de nós: humano, “porque eterno é seu amor por nós” (Cf. Salmo 136).

E nós quem somos? Não somos nós relapsos e permissivos diante da vida e das pessoas? Mesmo com as dificuldades interiores e sociais, continuamos crendo, esperando, suportando, desculpando e perdoando em função do amor. Na realidade, acabamos concordando com as nossas petições e com as nossas carências afetivas. Quantas vezes saímos por aí mendigando o amor das pessoas? Será que as cobranças nas relações, o ciúme como medo de perder, a necessidade de ser visto e amado, a vontade de aparecer com plumas e paetês diante dos outros não são pedidos de amor?! E até quando vamos continuar exigindo o amor das pessoas e penhorando a nossa própria vida? Inclusive continuando a buscar em outras fontes aquilo que somente Deus pode nos conceder? Olhemos para a nossa vida e reconheçamos que:

É tudo uma questão de empatia, não de simbiose. Na relação experiencial com o Pai Eterno, a pessoa continua sendo pessoa, Deus continua sendo Deus. Nenhum adota o lugar do outro, pois, do contrário, estaríamos assumindo um personagem e servindo a um deus mascarado. Quando se fala em empatia, nos remetemos ao endereço do amor, ou seja, ao coração de Deus! Adentramos à escola do Evangelho para aprendermos a olhar tanto a vida quanto as pessoas com os olhos misericordiosos do Pai. Assim sendo, somos impulsionados a calçar as sandálias do céu para descobrir a escola do amor. Para amar e ser amor são necessários alguns requisitos que descobrimos, paulatinamente, através da oração.

São muitas as definições do que é orar. Alguns irão defini-lo como cumprir ritos, rezar fórmulas prescritas, reproduzir idéias de outrem, entre outras. Contudo, a oração se coloca acima de todas as pré-definições, uma vez que ela é experiência de encontro, não com Deus diretamente, mas conosco mesmo em Deus. Por meio da oração nos encontramos com o nosso próprio eu, segundo os critérios do Pai Eterno. Justamente por isso que a primeira ordem do amor nos motiva a perguntar: Quem sou eu? E como é difícil responder a tal questionamento! Somente os mais fracos são capazes de respondê-lo, pois aqueles que se dizem fortes se debandam para o caminho da fuga do próprio ser. Têm medo de se olhar no espelho da vida e descobrir o monstro com o qual estavam lutando a vida inteira. Não conseguem nem mesmo sentar na cadeira da consciência para averiguar quão corroboradas estão suas vidas. Portanto, não é de se estranhar que a ausência de oração supõe o vazio existencial. Quando deixamos a oração para o escanteio, ocamos a nossa razão de ser e de existir em Deus. Deixamos de amar! Fraudalamos o amor e acabamos falseando o caminho rumo a Deus. Seja cristã, budista, hinduísta, maometana ou judaica, a oração nunca pode perder a sua característica peculiar de encontro consigo mesmo no Coração de Deus.

Assim sendo, enganam-se os que defendem que o gênero humano é escravo do pecado. Nunca fomos nem o seremos. A nossa única e maior escravidão é fugir do amor e o meio mais concreto para não fugir é embrenhar-se no caminho do encontro da oração intrapessoal. Por que temer tirar as sandálias dos pés e pisar nas sendas fecundas da vida? Não é a história pessoal um solo sagrado cuja sarça é o próprio Deus? Por que fugir da oração se não é ela uma experiência na qual desobstruímos a própria vida, para imprimir nela as marcas do Deus comunhão no Amor? Oração é encontro consigo por meio do Deus-conosco! É ouvir tudo aquilo que preferimos manter em silêncio, é deixar rolar a pedra de todos os assuntos que abafamos ao longo da vida, é desnudar-se diante do amor e deixar-se amar!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

www.paieterno.com.br

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