Educados para o amor

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Os cristãos hodiernos precisam renovar a paixão pela pessoa de Jesus de Nazaré. Muitas vezes a vida cristã se apresenta como um caminho de rugas e envelhecimento precoce, no qual esquecemos a jovialidade do amor e do evangelho. Quando estamos enamorados por alguém, procuramos sempre agradar, ser útil, para tal vestimos a melhor roupa, nunca chegamos atrasados, em hipótese alguma demonstramos raiva, concedemos o melhor de nós e até nos sacrificamos em função do (a) outro (a). É isso que acontece com os apaixonados. Da mesma forma, precisamos recuperar o “enamorar-se por Deus”, fazendo dEle a razão e o centro convergente da existência. Ao nos enamorarmos pela pessoa do Pai Eterno saímos de nós mesmos para irmos ao encontro do outro, aceitando-o em sua totalidade, não fazendo dele uma extensão de nós. Portanto, sem demagogias, a oração é cuidar do nosso caso de amor com Deus até nos transformarmos nAquele que amamos. “A meta de toda oração é a transformação do homem em Jesus Cristo. Qualquer relação com Deus que não conduz a esta meta é inconfundivelmente fuga alienante. Certamente a meta nunca se atinge. Mas a vida deverá ser um processo de transfiguração: a troca de uma figura por outra […]. Repetir outra vez em nós os sentimentos, atitudes, reações, reflexos mentais e vitais, a conduta geral de Jesus”(Inácio Larrañaga).

Todos os grandes místicos da Igreja, por meio da oração, descobriram o que é ser pessoa em Deus. A oração os tornou integrados, centrados, afetivos, sexualizados e não-assexuados. Na escola da oração, homens e mulheres santos aprenderam a resgatar sua respectiva masculinidade e feminilidade. E aqui falamos do segundo aprendizado na escola do amor, a saber: conversão. A conversão é lutar para ser aquilo que se é, ou seja, um retorno fiel e constante às verdadeiras raízes do existir. Conversão é tornar-se pessoa, é construir-se a partir dos próprios limites e feridas que a vida não nos poupou.

Atualmente é modismo permear a vida cristã de slogans teológicos, enfatizando, principalmente, as informações sobre a pessoa de Jesus. Só que o Cristianismo não vive somente de informações. A proposta de Jesus e de seu Evangelho vão muito além de informações, uma vez que está ligada ao campo da experiência. Destarte, no momento em que valorizamos demasiadamente as informações, nos esquecemos da experiência. Já é fato palpável nos determos com pessoas que anunciam com profetismo o nome do Senhor Jesus, que escrevem “sumas teológicas” sobre o Messias, que operam curas, milagres e prodígios e que, infelizmente, não conhecem a pessoa de Jesus de Nazaré.
Dessa forma, aqueles que assumem a conversão como um vir-a-ser na pessoa de Jesus acabam por deixar de lado os extremismos da fé, para equiprobabilizar a informação e a experiência. Precisamos da doutrina, das verdades da fé e do evangelho, da teologia, mas, sobretudo, precisamos também experimentar todos esses fatos na individualidade da experiência da fé.

Assim sendo, há algumas palavras-chaves e motoras no itinerário cristão, são elas: renovar-se, examinar-se à luz do amor e pedir perdão. Ao mesmo tempo, aparecem outras um tanto diferentes das supracitadas, como: queda, fracasso, descontentamento, injúria, ruína, derrota e, por fim, covardia. Esta última é o antônimo da conversão. Os covardes não conhecem o Reino de Deus, pois se fecharam dentro de si. Não possuem o endereço da casa do amor. Não sabem o que é conversão, uma vez que não conseguem ir ao encontro do outro para encontrar o próprio eu. Diante dos desafios da vida, eles cruzam os braços e atribuem todas as controvérsias a Deus: Ele é o culpado, Ele que castigou, que tirou a vida. E é da covardia que nasce a pergunta: o que eu fiz para merecer isso?

Na escola do amor não existem merecimentos nem retribuições. Tudo é benevolência! Valemos por aquilo que somos e não pelo que temos ou fazemos. Cada sujeito é pessoa e não um mero objeto. Educados ao amor aprendemos a amar, a perdoar a nós mesmos, a compreender a vida na ótica de Deus: isso é conversão! Contudo, enquanto nos mantermos atados às nossas mazelas e feridas continuaremos a reproduzir na vida do outro tudo aquilo que sofremos. O outro passa a ser a projeção daquilo que não aceitamos em nossa história de vida, e por isso ele incomoda tanto. Mas, na verdade, somos nós que não nos aceitamos e decidimos não assumir o itinerário da conversão, pois preferimos reproduzir os monstros que ainda existem dentro de nós. Precisamos encarar nossos monstros e fazer as pazes com eles, para cessar a guerrilha interior e entregar todas as nossas armas diante de Deus. Quantas pessoas estão em guerra dentro de si! Tristemente, em determinados acontecimentos, não permitimos que o amor visite os nossos corações, mas somente por hoje permitamos que Deus mesmo nos diga: “Homem, considera que fui Eu o primeiro a amar-te. Não estavas ainda no mundo e eu já te amava, mundo nem mesmo era. Amo-te desde que amei a mim mesmo. Amo-te desde que sou Deus” (Santo Afonso).

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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