Mês: Março 2008

Tortura Nunca Mais!

Comentários: 0

Nos últimos dias a inocência infantil transformou-se em ferida existencial, quando fomos pegos de surpresa com as cenas chocantes de tortura física e psicológica, emanadas de um apartamento luxuoso em Goiânia. Trata-se do caso “Sílvia Calabresi”: empresária de quarenta e dois anos, mui renomada no campo têxtil e construtor civil, que há anos vinha transformando histórias em cativeiro de crueldades. Pertence à sua última vítima a seguinte frase: “Ela me afogava no tanque, apertava a minha língua com alicate, enforcava-me com fio, e me deixava amarrada na área de serviço”. Estamos defrontes a uma situação que nos deixa boquiabertos, pois é resultante do drama de uma criança com apenas doze anos de idade! Mas o que motiva uma pessoa a utilizar métodos de tortura como forma de pseudo-educação? Paranóia? Demência? Dissociação psíquica de esquizofrenia ou uma alienação mental? Deixemos as interpretações para os profissionais da área. O que nos interessa é adentrar as conseqüências deste tipo de realidade para aqueles que utilizam da tortura pelo simples prazer de torturar.

De acordo com a etimologia o vocábulo “tortura” é proveniente do latim e significa “tormento que se aplica a um acusado”. Na tortura encontramos a dor por intimidação, coerção, chantagem e repressão utilizada como meio de adquirir informações ou então, como processo de violência físico-mental. O caso da menor de doze anos é apenas a ponto do iceberg de inúmeros tipos de tortura raramente noticiadas pela impressa. Ainda existem outros tormentos que acontecem na calada da noite quando a sociedade assume a sua boemia e a justiça se emudece nos grutões da vida. Analisemos, portanto, alguns deles.

Muito se fala sobre os crimes de guerra nos pós-guerra e pouquíssimas vezes durante a guerra, a isso damos o nome de tortura bélica. Pesquisadores já comprovaram que a tortura psicológica utilizada nestes conflitos tem o mesmo efeito que a tortura física. A única diferença é que são evidenciados em longo prazo. Por tortura bélica compreende-se a privação do sono, a penúria da prisão, as posições físicas desumanas e amuadas, os olhos tapados com venda por difusos dias, o rosto encapuzado, a alimentação minguada e o desnudamento humilhante de pessoas. Tais circunstâncias aconteceram nas Ilhas Bálcãs na década de 90 e continuam sendo repetidas pelos Estados Unidos no Iraque e na base norte-americana de Guantánamo em Cuba. Algo muito distante das comissões internacionais dos direitos humanos.

Ademais, não podemos nos esquecer da tortura social. Esta acontece de forma mais presente e menos percebida. São torturados socialmente os milhares de brasileiros que não têm o que comer, o que vestir nem onde morar. A tortura acontece no cotidiano de pessoas flageladas pelo desemprego e consideradas fenômenos marginais do capitalismo. Não possuem poder de compra, não são formadas dentro de uma consciência crítica, não são educadas para viver em sociedade e a única herança que têm é esperança de dias melhores muitas vezes corroídos pela dor de fome em nível zero. A conseqüência é a morte cotidiana de famílias, sem nome e sem história, sacrificadas pela ganância do sistema vigente.

Camuflada nos grandes pólos rurais está também a tortura provocada pelo trabalho escravo. A história do Brasil, desde a época da dominação portuguesa e espanhola até os dias atuais, é marcada pelo trabalho escravo, principalmente de mulheres e crianças. Para muitos a Lei Áurea de 1888, sancionada pela Princesa Imperial Isabel Leopoldina, ainda não foi assinada. No silêncio das fazendas muitas matas são derribadas para a viabilização de novas pastagens e carvoarias são construídas para metalúrgicas de ferro e aço à custa do escravismo. São situações de exploração alicerçadas à distância das grandes metrópoles. O Nordeste é a testemunha ocular desta realidade cruel e inumana de maus tratos e violência!

Mais adiante e em situações limítrofes encontramos a tortura da mulher provocada pela brutalidade de seus respectivos companheiros. Além do respeito perde-se também a própria dignidade. Os maridos tornem-se proprietários de suas esposas. A relação apresenta-se, agora, como coisificada, na qual a mulher é posse do homem. Segundo o Centro de Estudos e Pesquisas do Desenvolvimento da Sexualidade Humana, o espancamento de mulheres acontece por problemas psicóticos dos maridos, pela falta de diálogo no lar, pelo alcoolismo masculino, pela insatisfação sexual do comparsa e pela auto-imagem fragilizada do homem. A insegurança pessoal somada ao ciúme obsessivo compõe um quadro dramático, no qual a vítima assume o sentimento de culpa, admitindo a situação como predestinação e dificilmente procurando a ajuda da família, de um psicólogo ou de um advogado.

Finalizemos com a frase lúcida e inteligente de quem consegue avaliar a sociedade sob o crivo da crítica, da fé e da razão quando se fala de tortura política no séc. XXI: “No Brasil, a difusão do medo, do caos e da desordem tem sempre servido para detonar estratégias de neutralização e disciplinamento planejado do povo brasileiro. Sociedades rigidamente hierarquizadas precisam do cerimonial da morte como espetáculo de lei e ordem. O medo é a porta de entrada para políticas genocidas de controle social” (Vera Malaguti Batista).

Na verdade não existe situação que justifique o estabelecimento da tortura como algo instituído. Que junto ao movimento carioca de defesa dos direitos humanos possamos dizer e lutar: pela Vida, pela paz, tortura nunca mais!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Minha “política” é o Evangelho!

Comentários: 0

“Aqueles que não gostam da política são governados por aqueles que gostam.” Trata-se de um pensamento que expressa a realidade deturpada daquilo que chamamos de “política”. Palavras como corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, desvio de verbas públicas, cargos comissionados, nepotismo parecem estar associadas ao exercício do poder tantos são os escândalos que vemos todos os dias. No exercício da política, muitos são aqueles que trocam os interesses do povo pelos negócios escusos e sorrateiros dos partidos ou mesmo pessoais. Infelizmente, muitos daqueles que deveriam defender a causa dos pobres acabam traindo-os, quando afugentam dinheiro público em benefício próprio. Compram-se casas, adquirem-se carros, pagam-se viagens, constroem-se hospitais, aumentam-se alqueires de fazendas, inauguram-se contas no exterior “financiadas” por nós, contribuintes. De eleitores, nos transformamos em mantenedores do luxo, das frivolidades e da vida fácil na política, desde a federal à municipal. É triste avaliar, mas, em vários setores governamentais, a política tornou-se sinônimo de corrupção.

Assumir a verdadeira política é uma vocação humana e social visando o bem comum. Antes de pertencer a um determinado partido, muitos políticos deveriam pertencer ao povo que os confia e delega um mandato. Ele é outorgado pela população civil. A história comprova que não poucas vezes por detrás dos títulos de presidente, senador, governador, deputado, prefeito e vereador estão as histórias de tantos Joãos e Marias oprimidos pela fábula do poder, ludibriados pela esperança nas promessas feitas em palanques e massacrados pela pobreza cotidiana que perdura e cresce. Trair a estes pequeninos e se enriquecer às suas custas são o mesmo que ferir o coração do Pai Eterno.

O atual sistema tem feito os ricos cada vez mais ricos e os pobres infinitamente mais pobres, tanto é que, abaixo dos pobres, já existem os “miseráveis”, uma, por assim dizer, “sub-raça” de homens que matam a fome e acabam não vivendo como merecem: pessoas que não têm o que comer, o que vestir nem onde morar. Estes últimos são os filhos diretos da miséria imerecida e das doenças negligenciadas pelo poder público: dengue, febre amarela, cólera, leptospirose, diarréia, desnutrição e malária, capazes de matar 226 brasileiros por dia. Um total de 82,5 mil mortes por ano como conseqüência explícita do abandono e do descaso público em relação à saúde. Muitas das pessoas mais próximas de mim já contraíram dengue. Estou na fila dos que em breve vão começar a sentir estes sintomas do descaso público.

No exercício presbiteral, tenho sofrido com o sofrimento do povo. Pessoas acorrem ao Santuário e partilham suas experiências de dor e de indignação política. Candidatos que tiram o último centavo para fazer um concurso público já previamente definido antes mesmo das provas serem realizadas; usuários vexados com o descaso do transporte coletivo tanto na qualidade quanto na segurança; romeiros que pagam impostos e não têm direito a um ônibus direto para o Santuário; mães e pais de família que suam durante o dia para serem baleados após um dia de serviço. Onde está a segurança pública, a educação, a assistência social, a saúde de qualidade?

No meio disso tudo, me resta uma fresta de esperança. Que as pessoas pensem nas outras! Que o egoísmo seja deixado de lado! Que o bem comum seja colocado como centro das atenções do poder público! Que ninguém aproveite das oportunidades mais sutis para se colocar como “bonzinho” usando a imagem dos que lutam pelo bem comum!

Vamos rezar pelos nossos políticos. A tentação do poder que corrompe e não se traduz em serviço está na alma de todo ser que respira. Até o Cristo foi tentado pelo Diabo! Como não seria com aqueles que estão diante dos oásis financeiros das oportunidades de se enriquecerem facilmente?! Rezemos e não fiquemos calados diante deste mundo sem Deus! Digo com clareza que O EVANGELHO É A MINHA POLÍTICA!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Inferno: Castigo Divino?

Comentários: 0

Conhecido por Sheol na cultura hebraica e por Hades na mitologia grega, o inferno tem sido tema de profundos questionamentos e contundentes distorções ao longo da história. Em alguns casos, por detrás da doutrina do inferno estão escondidas as maldades humanas projetadas em Deus, sendo resultado de: “agressões não trabalhadas ou não vencidas, supremacia do superego, fantasias sobre vingança e desejos de onipotência, tudo isso se deixa legitimar, recorrendo a interpretações fundamentalistas de textos bíblicos. Reações psicóticas de pânico e desejos de aniquilação se apresentam como causas macrocósmicas” (Herbert Vorgrimler).

Antes de condenar, Deus deseja salvar. Sua atuação é em vista da salvação e não da condenação eterna. Em vez de gerar a perdição, a atitude divina gera a sadia liberdade. Anterior à punição está o resgate da pessoa humana. Antes de ser juiz, Deus é Pai! Meus irmãos, estejamos convencidos de que a Mão que cria e salva, não pode ser a mesma que aniquila e castiga! E é o Evangelho que nos orienta em não conceber esta atitude divina como relapsa ou laxista: “Não vim para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” (Jo 12,47). Mas então o que é o inferno? É um lugar ou um estado da alma? Vejamos, portanto, quais são as atuais considerações da Igreja em seu magistério e da teologia em sua racionalidade crítica sobre este “enigma” da caminhada rumo ao coração de Deus.

A partir da concepção grega do mundo e, por conseguinte, da Divina Comédia: poema narrativo de Dante Alighieri, a Idade Média formulou a visão tradicional do inferno. Em primeiro lugar, há o diabo e os seres inferiores, chamados demônios. Todos têm aparência grotesca e corpo avermelhado. Sabemos que na literatura a cor vermelha simboliza a traição. O diabo também possui tridente: um cetro de três dentes simbolizando o domínio que exerce. Há ainda outros símbolos como: enxofre, choro, caldeirão, mar de fogo, entre outros. Vale ainda ressaltar que quanto mais símbolos têm uma determinada realidade, menos conhecimento possuímos dela. O símbolo é ausência de conhecimento.

Partindo da fé bíblica podemos crer da seguinte forma:

1. O inferno é a total desolação da pessoa humana após a morte (clínica e real) e se consuma como a ausência de toda a graça e não-salvação;

2. Muitas vezes e das mais variadas formas, o inferno foi utilizado e, continua sendo, por algumas denominações “ditas cristãs”, somente para submeter e amedrontar;

3. Deus não quer e não envia ninguém para o inferno. Na verdade, este é o resultado da amargura eterna de não viver ao Seu lado. A maior dor da criatura é estar longe do Pai-Criador;

4. O inferno é conseqüência direta da “limitação ou maldade da própria liberdade: é porque nós escolhemos” (Queiruga);

5. Deus nos sonhou dentro de um projeto belo e de vida e não monstruoso e de morte, como se apresenta no inferno;

6. No inferno temos a associação da morte como uma experiência de encontro com as nossas misérias e a nossa limitação humana. O Pai Eterno, rico em bondade, faz a sua proposta de amor à pessoa, convidando à mudança de vida: “a aceitação dessa proposta exigirá conversão total de tudo aquilo que dentro da pessoa ainda é oposto ao amor de Deus. Teoricamente, é possível que alguém, até na morte, se negue a mudar” (Renold Blank). A negação de tamanho amor é uma escolha da pessoa e não uma opção de Deus. Justamente por isso, aquele que nega está se afastando totalmente do Amor e assumindo uma morte eterna e consciente – isso é o que se pode denominar “inferno”. Existe inferno pior que este? Acredito que não;

7. O inferno é a negação a Deus. É não aceitar Seu projeto! Nega-se em vida e agora se nega na morte ao amor de Alguém que faz tudo pela felicidade humana;

Por fim, vale ainda ressaltar que a maior esperança do Cristianismo é o próprio Cristo! Ele é a razão da nossa esperança tanto na vida quanto na morte!“Baseados nessa esperança, somos capazes não só de superar as nossas angústias, frente a uma possível situação de inferno: seremos capazes, também, de começar a superar toda e qualquer situação de inferno, aqui na terra. E a gente se pergunta se haverá pessoas no inferno. Não sabemos. É possível. Esperamos que não” (Renold Blank).

Por fim, não brinquemos com o inferno e nem fiquemos inculcando-o na vida das pessoas! Deus precisa de filhos e não de escravos! Ele é Pai e não um tirano do além! Quantas consciências já foram deformadas ao terem medo de Deus em vez de servi-lo por amor!? Estejamos atentos para não nos transformarmos em profetas de catástrofes na vida de um povo que vive na calamidade do cotidiano e no desastre da pobreza. Cuidado para não oprimirmos em vez de libertar! Aprendamos com Wittgenstein: “Sobre aquilo que não se pode falar, deve-se calar”. O mesmo vale para os pregadores da possessão no neo-pentecostalismo: Daquilo que vocês não sabem, é melhor se calarem para não destruírem histórias e não criarem doenças psicológicas!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Vale a pena Amar!

Comentários: 0

Vivemos na época dos mais variados tipos de messianismo. Uns prometem a felicidade perene, outros a vida fácil na ausência de problemas, outros ainda são mais imprudentes ao anunciar uma existência totalmente desprovida de sofrimentos. A ideologia da prosperidade não é algo presente só na história do Antigo Israel, mas também nos dias atuais. Infelizmente, uma grande parte das pessoas acaba se esquecendo de que o Evangelho de Jesus de Nazaré foi marcado pela cruz. Não falamos do sofrimento pelo sofrimento nem da dor pela dor. Contudo, não nos esqueçamos que a divina humanidade do Filho de Deus foi chagada pela tirania dos déspotas deste mundo. Por isso Evangelho que prega ausência de dificuldades não é Evangelho de Jesus Cristo!

Vamos voltar, num momento, nossa atenção para o Jesus Histórico, que viveu na cidade de Nazaré, morou em uma vila interiorana, considerada insignificante para o Império. Nosso olhar se detém na vida de um Deus que quis aprender a andar, a se alimentar, a chorar e a ser pessoa. Um Deus capaz de esvaziar de si mesmo para assumir a vivência de filho de Maria e José. Um Deus que não interpretou um personagem, mas assumiu uma profissão: carpir a madeira de sua terra para só depois lapidar os corações de seus seguidores. Jesus não falava as grandes línguas da época: o grego e o hebraico. Pronunciava um dialeto: o aramaico. Nasceu pobre, viveu como pobre e morreu pobre. No entanto, a pobreza de Jesus significou a riqueza da verdade e da graça de Deus. Justamente por isso, Ele teve grandes conflitos com as figuras pagãs e religiosas da época. Ser verdadeiro em uma sociedade fundamentada na mentira é criar complicações para si mesmo. Comportar-se com sinceridade absoluta em um mundo dominado pela prática falseadora da exploração é atrair problemas.

Jesus não era um político, nem um filósofo e muito menos um sábio do Oriente. Antes mesmo de ser considerado mestre ou guru de um grupo religioso, seu objetivo maior era fazer com que as pessoas pudessem participar de sua missão: ao abraçar o Amor do Pai e instaurar o Reino dos céus na concretude da história. Jesus era uma pessoa integrada à vida humana, mas com as raízes fincadas no coração de Deus. Sua pátria eram os desprezados e os abandonados da sociedade. A vida do Filho de Deus foi a expressão mais concreta de dizer que “fora dos pobres não há salvação”, pois Ele viera para os desvalidos deste mundo.

Se quisermos ser fiéis a Jesus precisamos existir para aqueles que Ele existiu: órfãos, crianças, viúvas, leprosos, mulheres, prostitutas e cobradores de impostos. Por meio de um olhar compassivo e de uma atitude misericordiosa, esses supracitados abandonavam o caminho errante para assumirem a vida de peregrinos-discípulos do Filho de Deus. Neste sentido, o converter-se não era somente a exclusão do pecado, mas, além disso, era a transformação da realidade mais profunda do humano.

Jesus não veio ao mundo para pregar uma doutrina, não trouxe uma revolução política ou uma reforma no sistema. Pelo contrário, sua pregação era o testemunho de vida: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). Não possuía verdade a inculcar ou idéia a propor senão a existência de um Deus apaixonado pela pessoa humana: “porque Deus é amor!” (I Jo 4,8). Contagiava as pessoas pela simplicidade de sua palavra e vida. Qualquer um que passasse pelo Seu caminho acabava seguindo-o: “fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: ‘Vem e segue-me’” (Mc 10,21). Jesus de Nazaré atraía as pessoas para Deus e justamente por isso elas eram capazes de abandonar casa, pessoas e trabalho: “E, deixando logo as suas redes, o seguiram” (Mc 1,18). Os religiosos da época eram repressores, moralistas ao extremo e puritanos. Viviam da lei pela lei: “Eles colocam pesados fardos e com eles sobrecarregam os ombros dos homens. Fazem todas as suas ações para serem vistos” (Mt 23,4-5a). A única lei de Jesus é apresentada pelo Evangelho: “Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Respondeu-lhe Jesus: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas’” (Mt 22,36-40).

Jesus foi e continua sendo um divisor de águas na história da humanidade. É respeitado e reverenciado pelas grandes religiões monoteístas: cristãos, judeus e muçulmanos. Infelizmente, muitos daqueles que falam de Jesus ainda não o conhecem de fato. Tantos são até capazes de elaborar bonitas pregações, de escrever esplêndidos textos sobre o Filho de Deus, de conceder as mais requintadas investigações referentes a Jesus e não O conhecerem em profundidade. A verdade é que existem muitas informações e pouquíssima experiência de fé em Jesus. Falamos demais de leis e corremos o risco de esquecermos da força redentora do amor. Não poucos são os que afirmam: “Se você segue a lei, será bem-sucedido. Se vive por amor, será um fracassado. É uma pena, mas é assim: no mundo, a lei tem êxito, o amor fracassa. Por outro lado, em Deus o amor tem êxito, a lei fracassa. Mas quem se preocupa com Deus?” (Osho Rajneesh).

É preciso renovar nosso compromisso com o Cristo que morreu por amor de nós e ressuscitou para nos salvar. Devemos experimentar esse amor encontrando ali o fundamento e sentido maior de nosso ser e existir nesse mundo. Devemos deixar o exemplo de Jesus tranformar nosso coração e nos fazer ainda mais criaturas solidárias, principalmente com os “pobres de Deus”, aqueles desprovidos de tudo e que não podem nos oferecer nada em troca de nossa ajuda e solidariedade.

Amar do jeito de Jesus vale a pena!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h