Dia: 3 de Março de 2008

Vale a pena Amar!

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Vivemos na época dos mais variados tipos de messianismo. Uns prometem a felicidade perene, outros a vida fácil na ausência de problemas, outros ainda são mais imprudentes ao anunciar uma existência totalmente desprovida de sofrimentos. A ideologia da prosperidade não é algo presente só na história do Antigo Israel, mas também nos dias atuais. Infelizmente, uma grande parte das pessoas acaba se esquecendo de que o Evangelho de Jesus de Nazaré foi marcado pela cruz. Não falamos do sofrimento pelo sofrimento nem da dor pela dor. Contudo, não nos esqueçamos que a divina humanidade do Filho de Deus foi chagada pela tirania dos déspotas deste mundo. Por isso Evangelho que prega ausência de dificuldades não é Evangelho de Jesus Cristo!

Vamos voltar, num momento, nossa atenção para o Jesus Histórico, que viveu na cidade de Nazaré, morou em uma vila interiorana, considerada insignificante para o Império. Nosso olhar se detém na vida de um Deus que quis aprender a andar, a se alimentar, a chorar e a ser pessoa. Um Deus capaz de esvaziar de si mesmo para assumir a vivência de filho de Maria e José. Um Deus que não interpretou um personagem, mas assumiu uma profissão: carpir a madeira de sua terra para só depois lapidar os corações de seus seguidores. Jesus não falava as grandes línguas da época: o grego e o hebraico. Pronunciava um dialeto: o aramaico. Nasceu pobre, viveu como pobre e morreu pobre. No entanto, a pobreza de Jesus significou a riqueza da verdade e da graça de Deus. Justamente por isso, Ele teve grandes conflitos com as figuras pagãs e religiosas da época. Ser verdadeiro em uma sociedade fundamentada na mentira é criar complicações para si mesmo. Comportar-se com sinceridade absoluta em um mundo dominado pela prática falseadora da exploração é atrair problemas.

Jesus não era um político, nem um filósofo e muito menos um sábio do Oriente. Antes mesmo de ser considerado mestre ou guru de um grupo religioso, seu objetivo maior era fazer com que as pessoas pudessem participar de sua missão: ao abraçar o Amor do Pai e instaurar o Reino dos céus na concretude da história. Jesus era uma pessoa integrada à vida humana, mas com as raízes fincadas no coração de Deus. Sua pátria eram os desprezados e os abandonados da sociedade. A vida do Filho de Deus foi a expressão mais concreta de dizer que “fora dos pobres não há salvação”, pois Ele viera para os desvalidos deste mundo.

Se quisermos ser fiéis a Jesus precisamos existir para aqueles que Ele existiu: órfãos, crianças, viúvas, leprosos, mulheres, prostitutas e cobradores de impostos. Por meio de um olhar compassivo e de uma atitude misericordiosa, esses supracitados abandonavam o caminho errante para assumirem a vida de peregrinos-discípulos do Filho de Deus. Neste sentido, o converter-se não era somente a exclusão do pecado, mas, além disso, era a transformação da realidade mais profunda do humano.

Jesus não veio ao mundo para pregar uma doutrina, não trouxe uma revolução política ou uma reforma no sistema. Pelo contrário, sua pregação era o testemunho de vida: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9). Não possuía verdade a inculcar ou idéia a propor senão a existência de um Deus apaixonado pela pessoa humana: “porque Deus é amor!” (I Jo 4,8). Contagiava as pessoas pela simplicidade de sua palavra e vida. Qualquer um que passasse pelo Seu caminho acabava seguindo-o: “fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: ‘Vem e segue-me’” (Mc 10,21). Jesus de Nazaré atraía as pessoas para Deus e justamente por isso elas eram capazes de abandonar casa, pessoas e trabalho: “E, deixando logo as suas redes, o seguiram” (Mc 1,18). Os religiosos da época eram repressores, moralistas ao extremo e puritanos. Viviam da lei pela lei: “Eles colocam pesados fardos e com eles sobrecarregam os ombros dos homens. Fazem todas as suas ações para serem vistos” (Mt 23,4-5a). A única lei de Jesus é apresentada pelo Evangelho: “Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Respondeu-lhe Jesus: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas’” (Mt 22,36-40).

Jesus foi e continua sendo um divisor de águas na história da humanidade. É respeitado e reverenciado pelas grandes religiões monoteístas: cristãos, judeus e muçulmanos. Infelizmente, muitos daqueles que falam de Jesus ainda não o conhecem de fato. Tantos são até capazes de elaborar bonitas pregações, de escrever esplêndidos textos sobre o Filho de Deus, de conceder as mais requintadas investigações referentes a Jesus e não O conhecerem em profundidade. A verdade é que existem muitas informações e pouquíssima experiência de fé em Jesus. Falamos demais de leis e corremos o risco de esquecermos da força redentora do amor. Não poucos são os que afirmam: “Se você segue a lei, será bem-sucedido. Se vive por amor, será um fracassado. É uma pena, mas é assim: no mundo, a lei tem êxito, o amor fracassa. Por outro lado, em Deus o amor tem êxito, a lei fracassa. Mas quem se preocupa com Deus?” (Osho Rajneesh).

É preciso renovar nosso compromisso com o Cristo que morreu por amor de nós e ressuscitou para nos salvar. Devemos experimentar esse amor encontrando ali o fundamento e sentido maior de nosso ser e existir nesse mundo. Devemos deixar o exemplo de Jesus tranformar nosso coração e nos fazer ainda mais criaturas solidárias, principalmente com os “pobres de Deus”, aqueles desprovidos de tudo e que não podem nos oferecer nada em troca de nossa ajuda e solidariedade.

Amar do jeito de Jesus vale a pena!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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