Dia: 16 de Março de 2008

Minha “política” é o Evangelho!

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“Aqueles que não gostam da política são governados por aqueles que gostam.” Trata-se de um pensamento que expressa a realidade deturpada daquilo que chamamos de “política”. Palavras como corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, desvio de verbas públicas, cargos comissionados, nepotismo parecem estar associadas ao exercício do poder tantos são os escândalos que vemos todos os dias. No exercício da política, muitos são aqueles que trocam os interesses do povo pelos negócios escusos e sorrateiros dos partidos ou mesmo pessoais. Infelizmente, muitos daqueles que deveriam defender a causa dos pobres acabam traindo-os, quando afugentam dinheiro público em benefício próprio. Compram-se casas, adquirem-se carros, pagam-se viagens, constroem-se hospitais, aumentam-se alqueires de fazendas, inauguram-se contas no exterior “financiadas” por nós, contribuintes. De eleitores, nos transformamos em mantenedores do luxo, das frivolidades e da vida fácil na política, desde a federal à municipal. É triste avaliar, mas, em vários setores governamentais, a política tornou-se sinônimo de corrupção.

Assumir a verdadeira política é uma vocação humana e social visando o bem comum. Antes de pertencer a um determinado partido, muitos políticos deveriam pertencer ao povo que os confia e delega um mandato. Ele é outorgado pela população civil. A história comprova que não poucas vezes por detrás dos títulos de presidente, senador, governador, deputado, prefeito e vereador estão as histórias de tantos Joãos e Marias oprimidos pela fábula do poder, ludibriados pela esperança nas promessas feitas em palanques e massacrados pela pobreza cotidiana que perdura e cresce. Trair a estes pequeninos e se enriquecer às suas custas são o mesmo que ferir o coração do Pai Eterno.

O atual sistema tem feito os ricos cada vez mais ricos e os pobres infinitamente mais pobres, tanto é que, abaixo dos pobres, já existem os “miseráveis”, uma, por assim dizer, “sub-raça” de homens que matam a fome e acabam não vivendo como merecem: pessoas que não têm o que comer, o que vestir nem onde morar. Estes últimos são os filhos diretos da miséria imerecida e das doenças negligenciadas pelo poder público: dengue, febre amarela, cólera, leptospirose, diarréia, desnutrição e malária, capazes de matar 226 brasileiros por dia. Um total de 82,5 mil mortes por ano como conseqüência explícita do abandono e do descaso público em relação à saúde. Muitas das pessoas mais próximas de mim já contraíram dengue. Estou na fila dos que em breve vão começar a sentir estes sintomas do descaso público.

No exercício presbiteral, tenho sofrido com o sofrimento do povo. Pessoas acorrem ao Santuário e partilham suas experiências de dor e de indignação política. Candidatos que tiram o último centavo para fazer um concurso público já previamente definido antes mesmo das provas serem realizadas; usuários vexados com o descaso do transporte coletivo tanto na qualidade quanto na segurança; romeiros que pagam impostos e não têm direito a um ônibus direto para o Santuário; mães e pais de família que suam durante o dia para serem baleados após um dia de serviço. Onde está a segurança pública, a educação, a assistência social, a saúde de qualidade?

No meio disso tudo, me resta uma fresta de esperança. Que as pessoas pensem nas outras! Que o egoísmo seja deixado de lado! Que o bem comum seja colocado como centro das atenções do poder público! Que ninguém aproveite das oportunidades mais sutis para se colocar como “bonzinho” usando a imagem dos que lutam pelo bem comum!

Vamos rezar pelos nossos políticos. A tentação do poder que corrompe e não se traduz em serviço está na alma de todo ser que respira. Até o Cristo foi tentado pelo Diabo! Como não seria com aqueles que estão diante dos oásis financeiros das oportunidades de se enriquecerem facilmente?! Rezemos e não fiquemos calados diante deste mundo sem Deus! Digo com clareza que O EVANGELHO É A MINHA POLÍTICA!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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