Mês: junho 2008

Pai Eterno, Esperança e Salvação!

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Diante dos males que angustiam a pessoa humana, na atualidade, está a perda pelo sentido da vida. Muitos são os indivíduos que dificilmente conseguem questionar as razões mais profundas do ser e do existir no mundo. Trata-se de uma crise, sem precedências, que foi ocasionada pelas promessas vãs de inúmeros sistemas sociais. Estranhamente, alguns acabam se esquecendo de que “o futuro da humanidade está nas mãos daqueles que souberem dar, às gerações de amanhã, razões de viver e de esperar” (Constituição Dogmática Gaudim et Spes n.31). Em uma sociedade conturbada e sem referenciais críveis e sólidos, nos remetemos à origem do existir para proclamarmos a uma só voz: Pai Eterno, vós sois a nossa esperança e salvação!

Na determinação psicológica da palavra ‘esperança’ está imbuído o potencial idealizador da pessoa que se tornará idêntico àquilo que ela espera. Há uma íntima relação entre expectativa e utopia na vivência da esperança. O contrário da esperança é o desespero vivencial diante do sofrimento com suas variadas mazelas, ou seja, a deseperança. Esta pode acontecer de diferentes formas. No entanto, a mais drástica delas é perder a esperança em Deus. Quando a pessoa deixa de esperar no Absoluto de sua existência, ela deixa de crer em si mesma. Desse modo, a razão de existir no mundo perde seu significado e deixa de ter a categoria de valorização.

Toda pessoa espera, na verdade, por algo além de si e aquém do humano. Falaríamos aqui de eternidade. Contudo, é no dia-a-dia que construímos a nossa fé como fundamento da esperança (Hb 11,1). Esperar não é ficar de braços cruzados diante de situações nas quais deveríamos agir como as “mãos de Deus no mundo” (Santo Irineu). Pelo contrário, na raiz da esperança está a experiência da fé no amor de Deus. Tal situação faz com que a nossa vida tenha um norte e a nossa esperança tenha sentido na pessoa de Jesus de Nazaré. Justamente Dele, brota a verdade cristã de que “é na esperança que fomos salvos” (Rm 8,24).

A palavra ‘salvação’ é proveniente do latim ‘salvation’ e a sua gênese cristã expressa que somos salvos no Deus que espera e acredita em nós. “Deus é o fundamento da esperança – não um deus qualquer, mas aquele Deus que possui um rosto humano e que nos amou até ao fim: cada indivíduo e a humanidade no seu conjunto” (Spes Salvi n.31). Deus é a pedra angular e o motivo maior da nossa esperança e salvação! Esperando, nos salvamos; e salvos, esperamos. É um movimento imanente que parte do coração de Deus para atingir as origens históricas do humano. Um Deus que nos cria no amor, espera na fé e salva na misericórdia.

A nós cabe sermos homens e mulheres de esperança. Não podemos deixar de ansiar por uma vida melhor, um mundo mais justo e uma sociedade mais igualitária. Da mesma forma, a nossa esperança deve estar fundamentada no Cristo, para que não se torne mais uma realidade fantasiosa ou uma promessa inútil em um mundo cansado de esperanças vãs. Saibamos nos comportar como pessoas que fazem a utopia se tornar topia: o sonho se transformar em algo verdadeiro. Pessoas de fé lúcida e transparente, aptas a proclamar ao mundo que ainda vale a pena esperar em Deus, porque Ele espera em nós. Pessoas que se fundamentam na verdade cristã para atuarem, como sinais da esperança, na vida daqueles que foram penhorados pelo medo alienante e pelo desespero da inferioridade.

A cada um de nós, também, compete a missão de agirmos como predicados da salvação, uma vez que o sujeito é Cristo. Levamos a salvação porque fizemos a experiência de sermos salvos em Deus. Salvação não é somente pertencer a uma comunidade eclesial, gerar obras de caridade nem atuar em vista de conquistar a ação do Sagrado. Esperar a salvação pelas obras é reduzi-la e desconsiderar a dimensão da fé. Uma não vive sem a outra. A salvação é configurar a vida a Cristo e atualizar sua obra redentora no mundo. Ao permitir que Jesus de Nazaré continue existindo em nós a salvação se faz presente.

A seguir, tanto a esperança quanto a salvação não precisam de advogados, pois a sua força de defesa é o Espírito de Deus. Pelo contrário, a esperança e a salvação ainda estão por aguardar gente que tenha a coragem do Evangelho e o exercício cristão, para orientar na fé todos aqueles que perderam o rumo da vida e o significado da existência em Deus.

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário redentorista, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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