Mês: setembro 2008

O PECADO ORIGINAL E SALVAÇÃO!

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Ao longo do tempo, muitas foram as idéias criadas em torno da doutrina do pecado original. Idéias ambíguas e, algumas outras, libertadoras. Vejamos, em primeiro lugar, o modo como foi realizada a formulação do ensinamento referente ao Pecado Original. Vale ainda ressaltar que tal definição fundamenta-se no princípio da revelação de Deus. A partir da ação da “graça original” do Pai Eterno concebe-se o “pecado original” do humano.

Sabemos pela história, que esta doutrina foi cunhada por Santo Agostinho, no século V, e no período em que houve a luta contra o pelagianismo. Entenda-se por “pelagianismo” a heresia criada pelo monge britânico Pelágio que, defende a inexistência do pecado original, a negação da natureza pecaminosa e a não-necessidade da graça de Deus para a salvação do gênero humano. O que está em jogo na doutrina do pecado original e na heresia do pelagianismo é a salvação do ser humano: um assunto profundamente atual! A dúvida de toda pessoa religiosa é a seguinte: serei ou não serei salvo?

Santo Agostinho, entre os anos 412 e 430, ensinava que os seres humanos nasciam na condição de pecado. Nesta realidade, ninguém é capaz de salvar-se e nem de salvar os outros. Um cego não pode guiar outro cego, um surdo não pode escutar outro surdo nem um mudo pode falar a outra pessoa. Por isso na idéia de pecado sempre está a ausência de algo. Santo Agostinho observou a presença do pecado em sua época e almejou encontrar uma causa deste mal, instituindo a doutrina do pecado original. De acordo com Agostinho “fora da graça de Deus, é impossível que uma pessoa obedeça ou até mesmo busque a Deus. Com o pecado de Adão, houve uma total corrupção na raça humana, de modo que a vontade natural do homem está fatalmente cativa e submissa à nossa condição pecaminosa. Dessa forma, somente a graça de Deus, concedida livremente aos Seus eleitos, é capaz de trazer salvação aos seres humanos” (Michael S. Horton).

Por outro lado, para Pelágio, a pessoa humana era capaz de salvar-se a si mesma, sem a participação da graça divina. Assim a salvação é fruto do agir humano e não de um Ser Externo, fora de nós. Neste esquema Adão passa a ser concebido como um simples “mau exemplo” ao passo que Jesus é apenas um bom exemplo. Acaba se esquecendo da dimensão redentora da vida de Jesus. A salvação não seria doação de Deus, mas auto-salvação. Na verdade, “o que a doutrina tradicional da Igreja sobre o pecado original quer nos mostrar é como seria a nossa situação se não fosse pela redenção e pela graça de Deus. Estaríamos alienados de Deus, atolados numa situação de não-salvação” (Afonso Gárcia Rubio).

Por conseguinte, precisamos reconhecer que somos pecadores. Essa visão não pode fugir da nossa expressão de fé, por mais que ajam correntes de pensamento capazes de afirmar que o humano é perfeito e o pecado seria invenção da religião. No entanto, antes de sermos pecadores, somos filhos do Pai Eterno: antes das trevas, à luz; antes do mal, à bondade divina; antes da maledicência, à benignidade de Deus.

Pela História da Salvação sabe-se que o pecado sempre foi uma atitude de rejeição e fechamento a Deus. Justamente por isso, que o pecado original surgiu durante o processo em que o humano deixou de ser animal e se torna hominal. Em um determinado momento, o humano se fechou em seu próprio interesse, rejeitou o projeto de Deus e aos outros seres humanos. Isso originou o pecado.

Para livrar-se da condição pecaminosa, a comunidade cristã institui o Sacramento do Batismo como: adesão à pessoa de Jesus de Nazaré e seu Evangelho. O Batismo passou a ser reconhecido como sinal da capacidade libertadora de Deus, por meio de Jesus, o Salvador. A Igreja tornou-se, então, sinal desta nova realidade a partir da implantação do Reino de Deus no mundo. Cabe, hoje, aos cristãos dar continuidade à missão redentora de Jesus e a permissão para que Ele continue existindo por meio, das atitudes e palavras, de seus seguidores.

Diante do pecado está também a liberdade de escolha para optar pela salvação. A pessoa humana alcança o ápice de seu desenvolvimento quando é capaz de escolher. Antes da opção não há consciência. Não havendo consciência, não há racionalidade e muito menos liberdade existencial. Sem consciência o humano torna-se irracional e, deste modo não-livre. Mas a partir da liberdade a pessoa pode escolher entre a abertura ou o fechamento. E infelizmente, por muitas vezes, a pessoa escolheu o fechamento ao projeto de amor do Pai Eterno!

Por último, a doutrina do pecado original nos ensina a falar mais da graça original do que do pecado original. Neste sentido, precisamos a aprender a conviver com o mal, sem fazer as pazes com ele, buscando incessantemente o caminho da conversão! No fim devemos exclamar com a liturgia: Ó feliz culpa que nos trouxe um Salvador da condição de Jesus Cristo, para mostrar que a vivência de Deus como Pai, no amor aos irmãos e na implantação do Reino de Deus já é salvadora por si mesma e destruidora do pecado!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

Missa em Barretos-SP

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Devotos do Divino Pai Eterno gravam pequeno momento da missa presidida pelo Pe. Robson de Oliveira e colocam imagem no YouTube. A missa aconteceu nesta segunda-feira, dia 15, na Paróquia São Benedito. Fora da igreja tinha quase o dobro de pessoas… Sucesso geral!

RESPONSABILIDADE E CONSCIÊNCIA POLÍTICA!

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Toda pessoa, consciente de sua respectiva legitimidade social e do sentido da cidadania, é um ser político por natureza. Justamente por isso, é impossível dissociar a política da vida humana. Enganam-se aqueles que a reduzem ao simples ato de votar de dois em dois anos. Seria uma minimização considerá-la a partir das urnas ao passo que a mesma se vincula a todas as esferas da sociedade: família, instituições, religião, saúde, educação, emprego, moradia, recursos hídrico-sanitários e economia, entre outros. Portanto, falar de política é também discorrer sobre as cabais realidades que fecundam e concedem sentido à vida humana, organizada em agrupamentos sociais. Hoje, não é possível mencionar o termo “política” distante das implicações pessoais que sua articulação nos condiciona. É errônea qualquer expressão na qual a pessoa se isenta da vida política, como se esta não lhe tivesse nenhuma conseqüência particular. Aqui, vale o dito do historiador britânico Arnold Toynbee: “O maior castigo para estes que não se interessam por política é que serão governados por quem se interessa”. Acredito que o problema surge ao confundirmos “política” com “politicagem”: palavras derivadas na etimologia, mas completamente diferentes na vivência.

De acordo com a legislação brasileira todas as pessoas entre 18 e 70 anos são obrigadas a votar. Aos abaixo de 18 (até os 16 anos), aos acima de 70 e aos analfabetos o voto é opcional. No entanto, a idade cronológica não pode ser o critério suficiente. Para exercer com discernimento e, por conseguinte, responsabilidade a ato de votar, faz-se necessária a constituição de uma consciência política sadia, madura e crítica. Esta deve ser apreendida desde a mais tenra idade. Caso contrário, são os fatos do cotidiano que nos conduzem à construção da consciência política crível e justa.

Por consciência política compreende-se a pessoa capaz de desempenhar sua cidadania de modo livre, sem condicionamentos previdentes ou mercantis. Trata-se do indivíduo que não coloca os interesses pessoais acima dos interesses da população. Contudo, são muitas as realidades nefastas que deturpam o genuíno sentido da consciência política, acabando por feri-la ou deformá-la na prática, a saber:

1. Fazer do voto um objeto financeiro, desqualificando-o de responsabilidade individual pelo bem ou mal estar da população;
2. Praticar o voto sem analisar a vida do candidato e sua trajetória profissional, humana e religiosa;
3. Subornar o voto de pessoas destituídas de formação profissional qualificada em troca de dinheiro, emprego, cesta básica ou quaisquer tipos de benefícios pessoais;
4. Corromper o sentido do voto por troca de favores para si ou para familiares (nepotismo) e amigos;
5. Fazer da política um carreirismo salarial ou arrimo para a prosperidade pessoal através do desvio de verbas públicas;
6. Utilizar da boa fé do eleitor fazendo promessas puramente “eleitoreiras” que durarão somente o tempo da campanha, uma vez que o município pode não possuir verbas suficientes para tal;
7. Empregar de mecanismos desfalcados ou da formação de psicólogos e publicitários, no intuito de angariar eleitores de forma inconsciente ou de modo falseado e alienado;
8. Buscar a política pela própria política, desmerecendo a participação da população nas grandes decisões municipais além do período de votação;
9. Agredir, por meio de poluição sonora e visual, a cidade e a vida dos eleitores sem adesão ou permissão;
10. Deixar-se influenciar pela beleza do candidato e não por suas propostas políticas e seu planejamento municipal.

Sabemos bem que “todo o poder emana do povo, muito embora pouco dele em seu nome seja exercido” (Gercinaldo Moura). Assim sendo, saibamos valorizar o nosso voto como um ato lícito. Reconheçamo-lo como a oportunidade de mudarmos a vida política de nossos municípios e a estrutura social que nos norteia. Não permitamos vendas, trocas e muito menos a corrupção do ato de votar. Sejamos honestos para elegermos pessoas corretas e íntegras. Se quisermos candidatos éticos no pleito municipal precisamos efetivar a nossa cidadania com ética. Votar por coação é o mesmo que anular o próprio voto. Vale ainda ressaltar que existem duas ferramentas para aqueles que almejam exercer a consciência política: o voto e o impeachment. Pena que este último, na evolução histórica da política brasileira, só foi aplicado ao Chefe de Estado da Nação e do Governo. Se o voto representa a esperança de dias melhores para a população e a renovação das instituições sociais, o impeachment significa que o poder concedido também pode ser negado por dignos parlamentares e, ademais, pela população: início, meio e fim de toda e qualquer gestão política.

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

Missas

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