Mês: novembro 2008

“A MAIOR DOR”

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A maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado. É perder alguém que nos amava e que depois deixou de se importar. É sermos deixado de lado por quem tanto nos apoiava. É constatar que esses são os resultados das nossas negligências.

A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem um cumprimento após uma grande conquista. É não ter um doce e amigo telefonando só prá dizer “olá”. É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração.
O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos sempre muito ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e ajudar a reerguer o nosso espírito.

É quando parece que nas aflições sobramos somente nós nos importando com nossas tristezas. Muitas dores nos afetam, mas isso pode não ser tão pesado se formos mais presentes e atenciosos: Cada um de nós tem um papel para desempenhar no teatro que chamamos vida.

Cada um de nós tem o dever de dizer ao outro que o amamos. Se você não se importa com seus companheiros de jornada, você não será punido: apenas acabará simplesmente ignorado … esquecido …… exatamente como faz com eles …

PS.: As palavras acima foram escritas por uma jovem que cometeu suicídio. Talvez se as pessoas que a rodeavam tivessem demonstrado um pouco de amor e tivessem lhe prestado mais atenção, sua morte poderia ter sido evitada.

Lembremos que podemos perceber nas expressões faciais quando alguém está triste, solitário e até mesmo com pensamentos de suicídio. Precisamos sentir mais profundamente cada pessoa que entra em nossa vida, dividir com ela nossa amizade, ser responsável por ela e dizer-lhe que ela é importante para nós.

Espero que você saiba que sempre estarei aqui. Você é muito importante para mim, mesmo distante. Ainda o nº do telefone é o mesmo, lembra?… e o endereço também.

Que Deus te abençoe!

BASÍLICA: CASA DA HUMANIDADE EM DEUS!

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De acordo com a história, as basílicas surgiram na Pérsia (atual Irã). Eram salas enormes, utilizadas para as audiências proferidas pelo rei, justamente por isso o nome de basileus (casa do rei). Devido à praticidade para reuniões e, por conseguinte, a capacidade em abarcar grande número de pessoas, estas salas foram copiadas pelos gregos. Contrariamente, na Grécia, as basílicas tornaram-se o lugar do encontro oficial de comerciantes mercantis e de autoridades políticas.

Mais adiante, foram os romanos que utilizaram da arquitetura basilical para construir os seus grandes fóruns, onde se administrava a justiça. Nas cidades importantes da Antiga Roma havia as Basílicas do Fórum Romano. Dentre elas se destacaram a Basílica de Júlia, dedicada a Júlio César em 46 a.C.; a Basílica de Emília, considerada um dos mais belos templos antigos, hoje só restam algumas partes e a Basílica de Constantino, reconhecida entre as últimas basílicas civis do fórum romano, erigida por Constantino I após obter a vitória sobre Magêncio, em 312 d.C. Essas basílicas compreendiam os tribunais civis e o local em que se organizava a administração burocrática do Império.

Com a assinatura do Edito de Milão, em 313 d.C., os cristãos deixam de ser perseguidos pelos romanos e ganham o título de religião lícita. Podiam, então, se reunir publicamente, o que antes faziam às escondidas. Em 380 d.C. o Cristianismo torna-se a religião oficial do Império e são muitos os que agora o procuram no intuito de se converter ao Evangelho e uma minoria com o interesse de assumir cargos públicos. Com o aumento do número de convertidos resta à Igreja adotar o estilo das antigas basílicas greco-romanas como arquitetura das novas Igrejas Cristãs. É o caminho paulatino das catacumbas às basílicas.

Etimologicamente a palavra “basílica” tem um caráter universal, mas é proveniente do antigo grego Βασιλική (basiliké) e significa casa do rei ou palácio dos imperadores orientais. No sentido teológico toda a arquitetura basilical deseja ser um resplendor simbólico de Deus no mundo. A Basílica almeja proclamar o Absoluto de Deus na primazia do humano. Ao mesmo tempo, ela não pode ser compreendida como um resquício dos tempos imperiais ou medievais da Igreja, mas, sobretudo como a manifestação da imagem sacral do mundo, das pessoas e da sociedade inteira sob a ótica de Deus.

A beleza das basílicas nos remete à beleza de Deus. Elas fazem parte do tesouro artístico cristão. São um “prolongamento do Mistério da Encarnação, da descida do Divino no criado” (Cláudio Pastro). Diferente das demais Igrejas, as Basílicas estão centradas dentro de uma arquitetura histórica, no valor artístico de seu espaço litúrgico e na peregrinação constante dos devotos. Não é melhor nem pior que as demais comunidades de fé, todavia foi nas basílicas que a arte se transformou em espiritualidade. As peças, os cantos, as formas mosaicas sempre foram a visível proclamação de que ali estava a casa de Deus entre os homens.

Não podemos negar que o fato de termos uma Basílica no coração do Brasil é uma grande confirmação da religiosidade do povo goiano. Sabemos bem que foi a partir da fé de uma família de lavradores e posteriormente de pobres camponeses que a devoção ao Divino Pai Eterno foi alicerçada. Os primeiros missionários do nosso Santuário foram os pobres, os humildes, os simples. Deus acampa primeiro entre os pobres para fazê-los ricos e questionar aqueles que se acham enriquecidos de bens, mas são pobres de amor: “e o amor da Trindade gerou uma família de irmãos e irmãs em Goiás; e tornou-se amor eclesial; e construiu uma Casa de Oração coberta com folhas de buriti para abrigar e acolher essa família; e depois tornou-se santuário; e, hoje, como basílica” (D. Washington Cruz, CP).

No dia 18 de novembro o Santuário de Trindade estará comemorando dois anos de instalação do título de Basílica. Trata-se de uma ocasião de grande júbilo e agradecimento à Santíssima Trindade! Rezemos, portanto, em união de fé e vida, para que continuemos manifestando, em Goiás, a felicidade de ser e viver como filhos amados do Pai Eterno! Tenhamos a coragem do Evangelho e a lucidez histórica para testemunhar, cada vez mais, com atitudes e palavras o amor incondicional do Pai nas sendas históricas desta capital da fé! Celebrar o aniversário deste título é celebrar a fé do povo goiano, que mesmo nos momentos de dificuldades e provações, não deixa de ver no Pai Eterno o sentido de sua vida e o motivo de sua esperança!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

“HERRAR É UMANO OU ERRAR É HUMANO?

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Fomos formados dentro de uma tradição na qual os limites deveriam ser ultrapassados, muitas vezes de forma arbitrária e desumana. Limite sempre foi associado ao pecado, até tornar-se seu sinônimo, e não vinculado a determinadas situações existenciais do humano.

Contraposto ao conceito de limite surgiu o conceito de perfeição. Geralmente fomos educados dentro da escola da perfeição. Esta última foi idealizada e, de várias formas, confundida com santidade. Mas será que somos capazes de ser perfeitos? A reflexão que fazemos por ora é chamada na Filosofia de Antropologia do Limite, na Psicologia de Terapia da Imperfeição e na Teologia de Moral Transcendente. Vejamos as suas implicações em nossa vivência cristã!

Existem situações em nossa vida que não dependem de nós e dificilmente podem mudadas, como por exemplo: a história da infância, a influência do pai e da mãe, os problemas familiares do passado, as insuficiências congênitas e algumas deficiências na personalidade. Há realidades que podem ser mudadas pelo nosso esforço pessoal, outras podem ser transformadas pela graça operante de Deus e algumas jamais poderão ser modificadas. É necessário compreender o nosso limite pessoal, o limite das outras pessoas e por fim o limite da vida, para sermos mais sadios e integrados no Amor. Aquele que não aceita os seus limites não é humano, pode ser um alienígena, menos humano. Diante do conflito preferimos negar nossos limites… E quando o negamos deixamos de ser pessoa, pois o limite está na essência do nosso ser. Passamos a ser homúnculos – definição de Victor Frankl – criador da logoterapia – um ser que não pode ser chamado humano.

Vale ressaltar que se o limite está na ótica de condição existencial, o pecado está centrado na negação a Deus e na negação da potencialidade da pessoa. Limite precisa ser assumido, já o pecado renunciado. Limite se aceita paulatinamente, pecado se deixa processualmente. O limite, quando assumido, nos torna pessoas. Pecado, quando investido, nos torna ególatras do ter, mercenários do poder e idólatras do prazer. O limite gera conversão, pois aí “todo o nosso viver é, em sentido profundo e realíssimo, ser vivido por Deus. O que, ao mesmo tempo, significa que também nós vivemos com a mesma vida de Deus” (André Torres Queiruga). O limite não é condição prévia para permanecer no pecado. Limite é uma categoria humana, o pecado é uma deficiência no caráter filial que Deus impregnou em nós.

O limite se contrapõe à denominativa da perfeição. Sabemos pelo estudo crítico-histórico que a perfeição é uma verdade construída e amplamente difundida pela cultura helênica ou grega, principalmente por Aristóteles. A imperfeição na filosofia aristotélica denota falta de qualidade, falta de excelência, falta de finalidade em um ente. A partir do momento em que o Evangelho passa a ser difundido no mundo grego, o conceito de perfeição adentra a caminhada cristã. É o preço da inculturação, com seus aspectos positivos e negativos. Posteriormente, até mesmo a filosofia de Leibniz, Spinoza e Kant vai se referir ao conceito de perfeição em suas metafísicas e em suas morais.

Precisamos reconhecer que santidade é uma coisa, perfeição é outra. Os santos não foram perfeitos, mas foram santos. Estes homens e mulheres da fé tiveram que lutar a vida inteira contra o pecado, mas, ao mesmo tempo, também souberam conviver com seus limites. Enquanto a santidade é viver de Deus e para Deus, a perfeição é viver de si e para si. Aspirar à perfeição é uma imprudência consigo mesmo. Desejar a santidade é reconhecer o sentido da existência no Amor e as raízes do nosso ser em Deus.

Dos mais variados modos a perfeição foi vinculada a esforços inumanos, pois construiu a visão moral a partir de metas irreais. Na perfeição a vida, a oração e tudo aquilo que nos cerca passa a ser pautado pelos nossos ideais e não pelos nossos limites. E a passagem bíblica de Mt 5,48 que diz: “Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai que estás nos céus”? Pelo estudo da filologia exegética do Segundo Testamento sabe-se que o termo ‘perfeito’ tem um problema na tradução, uma vez que no original aramaico o termo utilizado é hesed ou rehamin. Ambas significam misericórdia: a nossa miséria depositada no coração de Deus. Justamente por isso, a tradução mais fidedigna e literal seria misericórdia no lugar de perfeição.

Contudo, precisamos ter a cautela da fé para não justificar nossos erros pelos limites. Não se explica uma escolha pecaminosa por um limite. Pecado é uma coisa, limite é outra. Assim como santidade e perfeição são realidades amplamente diferentes. O limite nos ensina a dialogar com a realidade mais profunda de nosso ser, não para dominá-la, mas para integrá-la em Deus. “Onde quer que apareça o humano, aparece o limite. Onde se aceita o limite, aparece a humanidade do homem. Onde se recusa o limite, desaparece a humanidade do homem” (Anselm Grün). Que a partir de nossos limites reconheçamos a potencialidade de nossa vida em Deus e cientes de que “uma das coisas mais difíceis é saber perdoar os próprios defeitos e os próprios erros” (Hillesum). Difícil, mas não impossível!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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