Dia: 15 de novembro de 2008

BASÍLICA: CASA DA HUMANIDADE EM DEUS!

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De acordo com a história, as basílicas surgiram na Pérsia (atual Irã). Eram salas enormes, utilizadas para as audiências proferidas pelo rei, justamente por isso o nome de basileus (casa do rei). Devido à praticidade para reuniões e, por conseguinte, a capacidade em abarcar grande número de pessoas, estas salas foram copiadas pelos gregos. Contrariamente, na Grécia, as basílicas tornaram-se o lugar do encontro oficial de comerciantes mercantis e de autoridades políticas.

Mais adiante, foram os romanos que utilizaram da arquitetura basilical para construir os seus grandes fóruns, onde se administrava a justiça. Nas cidades importantes da Antiga Roma havia as Basílicas do Fórum Romano. Dentre elas se destacaram a Basílica de Júlia, dedicada a Júlio César em 46 a.C.; a Basílica de Emília, considerada um dos mais belos templos antigos, hoje só restam algumas partes e a Basílica de Constantino, reconhecida entre as últimas basílicas civis do fórum romano, erigida por Constantino I após obter a vitória sobre Magêncio, em 312 d.C. Essas basílicas compreendiam os tribunais civis e o local em que se organizava a administração burocrática do Império.

Com a assinatura do Edito de Milão, em 313 d.C., os cristãos deixam de ser perseguidos pelos romanos e ganham o título de religião lícita. Podiam, então, se reunir publicamente, o que antes faziam às escondidas. Em 380 d.C. o Cristianismo torna-se a religião oficial do Império e são muitos os que agora o procuram no intuito de se converter ao Evangelho e uma minoria com o interesse de assumir cargos públicos. Com o aumento do número de convertidos resta à Igreja adotar o estilo das antigas basílicas greco-romanas como arquitetura das novas Igrejas Cristãs. É o caminho paulatino das catacumbas às basílicas.

Etimologicamente a palavra “basílica” tem um caráter universal, mas é proveniente do antigo grego Βασιλική (basiliké) e significa casa do rei ou palácio dos imperadores orientais. No sentido teológico toda a arquitetura basilical deseja ser um resplendor simbólico de Deus no mundo. A Basílica almeja proclamar o Absoluto de Deus na primazia do humano. Ao mesmo tempo, ela não pode ser compreendida como um resquício dos tempos imperiais ou medievais da Igreja, mas, sobretudo como a manifestação da imagem sacral do mundo, das pessoas e da sociedade inteira sob a ótica de Deus.

A beleza das basílicas nos remete à beleza de Deus. Elas fazem parte do tesouro artístico cristão. São um “prolongamento do Mistério da Encarnação, da descida do Divino no criado” (Cláudio Pastro). Diferente das demais Igrejas, as Basílicas estão centradas dentro de uma arquitetura histórica, no valor artístico de seu espaço litúrgico e na peregrinação constante dos devotos. Não é melhor nem pior que as demais comunidades de fé, todavia foi nas basílicas que a arte se transformou em espiritualidade. As peças, os cantos, as formas mosaicas sempre foram a visível proclamação de que ali estava a casa de Deus entre os homens.

Não podemos negar que o fato de termos uma Basílica no coração do Brasil é uma grande confirmação da religiosidade do povo goiano. Sabemos bem que foi a partir da fé de uma família de lavradores e posteriormente de pobres camponeses que a devoção ao Divino Pai Eterno foi alicerçada. Os primeiros missionários do nosso Santuário foram os pobres, os humildes, os simples. Deus acampa primeiro entre os pobres para fazê-los ricos e questionar aqueles que se acham enriquecidos de bens, mas são pobres de amor: “e o amor da Trindade gerou uma família de irmãos e irmãs em Goiás; e tornou-se amor eclesial; e construiu uma Casa de Oração coberta com folhas de buriti para abrigar e acolher essa família; e depois tornou-se santuário; e, hoje, como basílica” (D. Washington Cruz, CP).

No dia 18 de novembro o Santuário de Trindade estará comemorando dois anos de instalação do título de Basílica. Trata-se de uma ocasião de grande júbilo e agradecimento à Santíssima Trindade! Rezemos, portanto, em união de fé e vida, para que continuemos manifestando, em Goiás, a felicidade de ser e viver como filhos amados do Pai Eterno! Tenhamos a coragem do Evangelho e a lucidez histórica para testemunhar, cada vez mais, com atitudes e palavras o amor incondicional do Pai nas sendas históricas desta capital da fé! Celebrar o aniversário deste título é celebrar a fé do povo goiano, que mesmo nos momentos de dificuldades e provações, não deixa de ver no Pai Eterno o sentido de sua vida e o motivo de sua esperança!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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