Mês: dezembro 2008

O PAI ETERNO CONFIRMA A NOSSA IDENTIDADE!

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Na imagem da Santíssima Trindade, reverenciada no Santuário, a figura do ‘Pai’ foi a que ganhou maior destaque ao longo destes 168 anos de história da devoção. Justamente por isso, é chamada de imagem do ‘Divino Pai Eterno’. Sabemos que não se trata de um reducionismo devocional, mas, sobretudo, do reconhecimento de que a linguagem paternal é a mais próxima da realidade humana: sedenta de amor e faminta de espiritualidade!

Ao analisar a imagem percebemos que o Pai é representado como uma figura experiente. Têm barbas e cabelos brancos, também é um pouco calvo. Traja um manto vermelho e uma túnica branca com detalhes dourados. Simbolicamente, a calvície não é resultante da hereditariedade, todavia, é uma forma poética de assegurar que o Pai Eterno gastou a vida pelos seus filhos redimidos e o continua até as últimas conseqüências. Os cabelos brancos são o sinal de que podemos confiar em Deus. Ele tem experiência suficiente para nos esclarecer, direcionar e elucidar no amor.

Na história, o vermelho era a cor oficial dos imperadores, denominada de púrpura imperial. A vestimenta do manto vermelho é sinônima apelativa ao poderio, à fortaleza bélica e à conquista territorial. No entanto, o poder do Pai é totalmente diferente daquele dos césares da história. Sua autoridade não é tirana, Sua força não é bélica, Sua história não é sanguinária, Sua conquista não é territorial. A atividade do Pai Eterno só pode ser enfocada na ótica de um amor desinteressado. A veste branca significa a pureza do amor contra toda sujeira putrefata do ódio. Os ornamentos dourados expressam a realeza do Pai, diversa de todo e qualquer poder político. Trata-se de uma realeza mais assemelhada ao poder altruísta do Deus que serve e ama o mundo.
E é neste amor que a vida ganha um norte e a esperança um sentido!

O Deus da Revelação Cristã é eternamente Pai. Trata-se da experiência mais bela e fecunda da fé, pois “nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17,28). “Mostrar aos homens o verdadeiro rosto de Deus, tal como se revelou em Jesus Cristo, é sempre a mais importante tarefa pastoral da Igreja, em todo tempo e lugar” (D. Elias Yanes). No Pai confirmamos a nossa identidade de filhos, somos gerados no amor e integrados no Mistério que nos comunica Seu próprio ser.

Conhecemos o rosto de Deus por meio das palavras e da vida histórica de Jesus de Nazaré. Ele é o sacramento universal do Pai Eterno! Graças à Sua prática e prédica, na Palestina, podemos afirmar que não fomos abandonados à sorte da história nem somos órfãos de paternidade-maternidade existencial. Existe um Deus que nos ama, nos salva e nos cria na incondicionalidade do amor. Por mais que imaginemos estar desamparados economicamente, solitários no curso da vida ou esquecidos por aqueles que amamos, o Pai Eterno afirma: “Sião dizia: ‘Iahweh me abandonou; o Senhor se esqueceu de mim’. Por acaso uma mulher se esquecerá da sua criancinha de peito? Não se compadecerá ela do filho do seu ventre? Ainda que as mulheres se esquecessem eu não me esqueceria de ti. Eis que te gravei nas palmas da mão” (Is 49,14-16a).

Descobrir o amor do Pai essa é a nossa missão. Conhecer o rosto de Deus é o mesmo que tomar consciência da necessidade de amar e ser amado. “Sem jamais nos forçar, mas infinitamente interessado em nosso destino, Deus apóia-nos e acompanha-nos. Alegra-se em nossas alegrias, que são suas; luta em nós e conosco contra nossos fracassos” (Andrés Torres Queiruga). Deus não quis viver sozinho, por isso é comunhão de pessoas no amor ao encontro do humano.

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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