Mês: janeiro 2009

AS MÃOS…

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“Há mãos que sustentam e mãos que abalam.
Mãos que limitam e mãos que ampliam.
Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados.
Mãos que se abrem e mãos que se fecham

Há mãos que afagam e mãos que agridem.
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas.
Mãos que destroem e mãos que edificam.
Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas por outros

Há mãos que apontam e guiam e mãos que desciam.
Mãos que são temidas e mãos que são desejadas e queridas.
Mãos que dão arrogância e mãos que se escondem aos dar.
Mãos que escandalizam e mãos que apagam os escândalos.
Mãos puras e mãos que carregam censuras.

Há mãos que escrevem para promover e mãos que escrevem para ferir.
Mãos que pesam e mãos que aliviam.
Mãos que operam e que curam e mãos que “amarguram”.

Há mãos que se apertam por amizade e mãos que se empurram por ódio.
Mãos furtivas que traficam destruição e mãos amigas que desviam da ruína.
Mãos finas que provam dor e mãos rudes que espalham amor.

Há mãos que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade.
Mãos que oram e imploram e mãos que “devoram” .
Mãos de Caim que matam.
Mãos de Jacó que enganam.
Mãos de Judas que entregam.
Mas há também as mãos de Simão Cirineu, que carregam a cruz,
e as mãos de Verônica, que enxugam o rosto de Jesus.

Onde está a diferença?
Não está nas mãos, mas no coração
É na mente transformada que dirige a mão santificada, delicada.
É a mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça.
Mãos que se levantam para abençoar,
Mãos que baixam para levantar o caído,
Mãos que se estendem para amparar o cansado.
São como as mãos de Deus que criam, que guiam,
que salvam; que nunca faltam.
Existem mãos … e mãos …

As tuas, quais são ?
De quem são ?
Para que são ?”

A GRAÇA: DO PECADO À SALVAÇÃO!

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A vida na graça é um tema polêmico dentro do Cristianismo. Trata-se da experiência fundamental da fé na qual assumimos a vida em Deus como a maior realização do humano. A Graça Divina é um projeto pela plenitude da pessoa, dentro de uma existência mais digna e uma vida mais amorizada, mediante os critérios da verdade. A vivência da graça muda a nossa relação com o Divino e nos torna cada vez mais humanos. Ela é força motora que nos potencializa para enfrentar o cotidiano com dignidade, retidão e justiça.

Graça é uma palavra latina – gratia – e significa agrado. Em sua origem está a relação de pessoalidade com o Sagrado. Deus é reconhecido como Alguém próximo e não como uma realidade distante e aquém de nós. Diante da graça, o Mistério Divino torna-se o companheiro fiel do humano em um mundo cada vez mais desumano: um mundo esquecido de sua origem em Deus.

A graça nos faz assumir um novo modo de vida sob a ótica do amor. Dá-se um basta à tentativa de vitimar-se frente aos problemas, deixamos de lado o desejo infantil de sermos preferidos em tudo, acolhemos o dom da existência como manifestação biográfica do ser, perdoamos fatos dolorosos do passado, minimizamos situações periféricas do cotidiano e evitamos a problematização de determinadas circunstâncias que outrora nos abalariam a vida.

A graça é conduzida pela fé e testemunhada pelas obras. Uma não existe sem a outra. A graça sem fé fica vazia de seu conteúdo fundamental. Já distante das obras, perde a autenticidade defronte o movimento de amizade em relação à obra da criação. A junção da fé com as obras é a síntese da graça.

Pela graça é possível perceber a presença do bem em nós e o modo como temos imprimido o mundo com as marcas de Deus. Diante dela a vida ganha um norte e a esperança passa a ter sentido. Justamente por isso, se faz necessário compreender que a graça não é uma produção do intelecto, não é uma justaposição de ideias e muito menos uma manifestação miraculosa para além da história. Pelo contrário, ela é antes, o comparecimento simples de um Absoluto em nós e para nós. A graça nos faz crer em um Deus que luta e combate em nosso favor. Ferir o humano é dilacerar o coração do Divino: as nossas mágoas, tristezas, as alegrias e esperanças, pela graça, tornam-se a mágoa, a tristeza, a alegria e esperança de Deus. Por meio dela a nossa história é resgatada e torna-se História de Salvação.

A inserção no Mistério de Deus vem através da graça. Não é uma fusão ou uma simbiose, como diria Freud, mas, sobretudo, a doação de um no Outro, o encontro da finitude com o Infinito, do temporal com o Eterno, da vida com a sua Origem. A graça gera a comunhão rompida pelo pecado. “Enquanto que o poder do pecado esfacela o ser da pessoa e, através dele, a finitude se torna algo trágico para a vida, na graça ocorre a resignificação dos conteúdos da vida. Sendo assim, viver a graça de Deus é, em si, um estado no qual a pessoa também é salva das contradições da vida e dela mesma, ao mesmo tempo em que sua teia de relações é restaurada de forma a lhe permitir se afirmar na existência de maneira sadia” (Afrânio Gonçalves Castro). Figuradamente, seria a religação existencial do nosso cordão umbilical com os céus. E aqui está o papel fundamental da religião: fazer com que o humano não se esqueça do seu caso de amor com Deus.

No limiar da graça está a reconciliação “do céu e da terra, de Deus e do homem, do tempo com a eternidade” (Leonardo Boff). Uma reconciliação cósmica e interior de ambas as vidas no amor pela gratuidade, em que a existência “não é tragada pela eternidade, mas a eternidade é antecipada em cada minuto da vida” (Afrânio Gonçalves Castro).

Por fim não podemos enfatizar a graça como sonho utópico dentro de um mundo paradisíaco, sem problemas e totalmente resolvido. Precisamos sim, ressaltá-la como processo plenificador do humano, sabendo dos limites da história. Não somos salvadores da pátria, contudo, podemos nos tornar pessoas mais agraciadas pela verdade e mais íntegras pela justiça. É como diz a canção: Mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei… Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem… Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá. Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar… Tem gente enganando a gente. Veja nossa vida como está, mas eu sei que um dia a gente aprende. […] Quem acredita sempre alcança… […]. Nunca deixe que lhe digam: que não vale a pena acreditar no sonho que se tem ou que seus planos nunca vão dar certo ou que você nunca vai ser alguém… Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar, mas eu sei que um dia a gente aprende. Se você quiser alguém em quem confiar…” (Legião Urbana).

Nossa confiança é no Pai Eterno! Nele e por Ele somos resignificados como filhos e filhas da graça que gerou Jesus de Nazaré, pela força do Espírito Santo!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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