POR UMA EXISTÊNCIA MAIS SAUDÁVEL E ESPIRITUAL

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Atualmente, a espiritualidade tem sido considerada um suporte terapêutico para o tratamento e a cura das mais variadas enfermidades. Trata-se de um dado comprovado pela ciência e ratificado pelas pesquisas mais recentes. Para a medicina moderna, a junção entre ciência e espiritualidade, tem provocado muitas rupturas, principalmente naqueles que relativizam a importância da fé na recuperação dos pacientes. O divórcio entre saúde e espiritualidade foi um dos grandes equívocos da ciência moderna. A separação entre ciência e fé, da prática clínica, provocou a cisão da pessoa humana na sua gênese existencial em Deus.

Casos de estresse agudo, de doenças cardiovasculares, respiratórias, ósseas e musculares, depressão, câncer e Alzheimer foram equilibrados ou sanados devido à prática espiritual. Não falamos de curandeirismo mágico ou comércio da fé, mas, sobretudo, da espiritualidade, na condição de um sistema auto-imune, a partir do próprio organismo. Também não podemos confundir o processo espiritual dos pacientes como a auto-sugestão freudiana, uma vez que não é um apelo externo no influxo do sujeito, contudo, uma manifestação interna da pessoa em questão. Deus é a força operante que age em toda a recuperação. Tanto é que em pesquisa realizada entre idosos de sessenta anos acima o nível de mortalidade diminuiu naqueles que iam à Igreja pelo o menos uma vez por semana. O estudo realizado pela National Health Interview Survey assegurou que: “pessoas que nunca tiveram ou que exerceram prática religiosa irregular apresentavam risco de óbito 1,87 vez maior comparadas àquelas com prática de pelo menos uma vez por semana. Tal associação se traduziu em diferença de cerca de até sete anos adicionais, na expectativa de vida entre os grupos” (Dr. Hélio Penna Guimarães).

Sem nenhum sensacionalismo podemos afirmar que a espiritualidade tem impactado o desenvolvimento de inúmeras doenças degenerativas. Junto à fé também se acrescenta a criação de hábitos alimentares essenciais, o repouso necessário, os exercícios físicos, a amenização do nervosismo, o controle da pressão arterial e até mesmo a redução de óbitos em 25% a 30%. “Estudos […] têm enfatizado o possível incentivo que essas práticas oferecem a hábitos de vida saudável, suporte social, menores taxas de estresse e depressão. Atitudes assistenciais voluntárias ou participação em congregações têm demonstrado associação com redução de mortalidade, provendo suporte e significado de vida, emotividade de aspecto positivo ou ausência de emoções consideradas de aspecto negativo […]” (Dr. Álvaro Avezum).

No entanto, não é somente a espiritualidade que configura uma boa saúde física. Também são necessários outros elementos, que somados à fé, viabilizam aquilo que chamamos de “qualidade de vida”. Os hábitos do cotidiano determinam o nível da nossa saúde ou da nossa doença. Da forma como tratamos o nosso corpo estamos suprindo suas necessidades vitais, ou do contrário, agredindo-o. Justamente por isso, que a prática de atividades ergométricas e esportivas, a ingestão de fibras, cereais, proteínas, soja, leite e derivados, o consumo de líquidos naturais, a higiene pessoal e o repouso são mecanismos para uma vida longeva. O cuidar de si é totalmente contrário à cultura narcisista, intimista e individualista. Saúde física e espiritual é distinta de toda e qualquer tipo de ditadura de beleza imposta pela sociedade. Cuidamos para viver bem e não pela busca desesperada pela fonte da juventude, pois quem se ama, se cuida.

Na verdade, paralela à saúde também estão os fatores de risco capazes de desenvolver doenças graves, a saber: sedentarismo, colesterol alto, tabagismo, diabete, obesidade, estresse, pressão arterial alta, idade avançada e disfunções hereditárias. Todos estes fatores precisam ser eliminados e o primeiro passo é o reconhecimento de que a nossa saúde física e espiritual está intimamente ligada à fé. “Assim como a falta de comida determina uma sensação desagradável de fome física, a falta de Deus determina uma sensação desagradável de fome espiritual, um vazio somente preenchido por Deus. Um prato de alimento sacia a fome do corpo, Deus sacia a fome espiritual. Assim como uma lâmpada só pode acender quando ligada à corrente elétrica adequada, nós só podemos funcionar perfeitamente se estivermos ligados a Deus. Por quê? Porque assim fomos feitos por Deus, nosso criador. Separados dEle, temos problemas e não funcionamos bem. Logo, assim como cuidamos do corpo e da mente, precisamos cuidar do espírito” (Dr. Belmiro d’Arce).

Vejamos bem até que ponto temos dado atenção merecida à nossa espiritualidade. Não façamos da mesma um mecanismo para a cura de forma interesseira, mas como consequência da nossa relação com o Pai Eterno. Estejamos abertos ao Transcendente para que a nossa saúde transfigure o Divino e se torne fonte do Eterno! Bom domingo!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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