Dia: 23 de Março de 2009

LIBERTAÇÃO DOS VÍCIOS E CONDUTAS MÁS!

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Se fizermos uma análise panorâmica da conduta moral que permeia a sociedade veremos a quantidade de vícios que geram as más condutas. Em algumas realidades, a condução errônea da vida acaba gerando os chamados “vícios da vida moderna”, tais como: o consumo alienante, a egolatria ao dinheiro, o caráter compulsivo dos bens, a submissão às obras da carne e a desvalorização dos valores.

Não ficamos imunes às condutas más da sociedade. Tudo o que é feito de bom ou ruim acaba agindo e atuando em nós. A civilização moderna se auto proclama como a mais evoluída sociedade que já existiu na história. No entanto, acaba se esquecendo de que algumas atitudes revelam o seu aspecto mais primitivo, quando a pessoa age pelo instinto e não pela consciência. Muitos comportamentos sociais são vinculados a uma consciência deformada pelo pecado.

Olhemos com sinceridade para o vício da jogatina. Quantas famílias já perderam tudo em mesas de jogos e apostas nos cassinos. Quantos jovens são aliciados para estas casas e, ao mesmo tempo, aquilo que pertencia à ordem do privado, torna-se público e manifesto. Neste caso, a fé não pode reprimir, pois esse não é o seu caráter, mas pode repreender, uma vez que é sua função apresentar os desvios na conduta moral da sociedade. Quando o Governo elabora as proibições o vício vira hipocrisia ao apresentar-se como “proibido”. Assim sendo, o caminho está alicerçado para proteger os jogadores ricos e perseguir os jogadores pobres. No fim das contas, são os proprietários que se enriquecem às custas de arquimilionários ou desprovidos. É algo tão astuto que até mesmo a iluminação das casas de jogos é feita de modo a imprimir a idéia de que o dia se prolonga, enquanto lá fora a noite declina junto com a vida do jogador.

Acoplado à sequência de vícios e condutas más, também encontramos o tabagismo, como uma prática inconsciente no desenvolvimento de doenças e complicações no psiquismo humano. O próprio Estado gasta valores descomunais no tratamento de doenças provocadas pelo consumo diário de tabaco. Contudo, a atitude do Governo não é utilizada em vista do bem da pessoa humana, mas, sobretudo, como redução de gastos na saúde pública. A isso chamaríamos de custo-benefício.

Além disso, temos o álcool na configuração de um problema moral da sociedade, sendo que se trata de um vício cadenciado, gradativo e funesto. O álcool “prejudica as gerações futuras, em nível da idiotia. Promove a indução de grandes crimes. E o único alerta legal a este respeito, do não consumo, é que encontramos bem escondido, empoeirado, no escuro, uma tabuleta, em bares e restaurantes – com os dizeres: ‘Proibido a Venda de Bebidas Alcoólicas a Menores de 18 anos’. Lei que não é cumprida. Propagandas de cervejas e outras nas mídias, associando ao sexo, para engrandecer os princípios imorais, é o que se encontra, em grande moda hoje em dia pelas bandas ocidentais” (Paulo Augusto Lacaz).

Sem assumir uma manifestação retrógrada, precisamos analisar se não estamos construindo uma sociedade permissiva, na qual se faz tudo o que se quer ou se tem vontade. Não podemos alicerçar um padrão social fundamentando-lo no “vai quem quer, assume quem deseja”. Isso seria alienação e fetichismo moral.

Muitos se preocupam com a utilização de toxinas e, dentre elas, destacam-se as drogas e os narcóticos. Contudo, “os técnicos da área da toxicodependência estão a confrontar-se com a emergência de novos vícios sem drogas, como estar ‘agarrado’ à Internet, ao telemóvel, às compras ou ao jogo, chegando mesmo estes doentes a ‘ressacar’ quando não consomem. Embora com implicações muito diferentes das que decorrem do uso de drogas, estas patologias carecem igualmente de tratamento, sob pena do viciado poder viver situações dramáticas” (Alexandre Ribeiro). Já é constátavel o caso de doentes lesionados na musculatura dos dedos, pois permanecem de 18 a 19 horas consecutivas “agarrados ao computador, não importa a fazer o quê, a falar com quem, a consultar o quê” (Luís Patrício).

Por fim, não devemos nos esquecer das chamadas compras, que de tamanho exagero, tornam-se patológicas. “Existe o prazer de comprar, nomeadamente porque há o alívio da tensão do desejo de comprar. A pessoa compra e alivia-se. Compra, não interessa o que for e de que jeito. Muitas vezes não tem dinheiro suficiente para gastar e cria dificuldades no orçamento individual ou no orçamento familiar” (Luís Patrício).

Vale ainda ressaltar que é pelo caminho da fé que seremos libertos de todos e quaisquer tipos de condutas más. Para isso, precisamos resgatar o senso filosófico do existir criando-nos dentro de uma realidade madura, crítica e contemporânea aos dias atuais. Não nos é lícito aceitar tudo o que a sociedade impõem como valorativo. Para tal, se faz necessária a utilização de ferramentas que nos motivem a descobrir o que fundamenta o comportamento moral e social e, a partir de então, escolher entre o bom e o ruim. Uma sociedade discernida e esclarecida é cada vez mais saudável, menos doentia e livre de patologias existenciais!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

www.paieterno.com.br

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