Mês: abril 2009

JESUS CRISTO RESSUSCITOU! ALELUIA!

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“Ressuscitado para a nossa salvação!” (Rm 4,25). Como é salutar contemplar o modo como o Deus de Jesus se manifesta e atua na história! Na feição de pai e com a ternura de mãe Deus vai se fazendo presente no mundo e, muitas vezes, age de forma inesperada. De modo especial, O Pai Eterno operou as suas maravilhas na vida de Jesus de Nazaré para revelar todo o seu amor pelo gênero humano! Desde a encarnação até a ressurreição temos como única síntese a expressão da comunidade joanina: “Deus é amor!” (I Jo 4,8).

 

Em Jesus está a plenitude de tudo aquilo que a pessoa pode ser quando se fundamenta em Deus. O Mestre de Nazaré torna-se humano: carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, história da nossa história com o objetivo de nos salvar a partir da nossa condição existencial. A salvação aqui é totalmente diferente da expiação dos pecados da antiga lei e do desejo de sofrimento sanguinário da parte do Divino. Pelo contrário, por salvação compreendemos a absoluta realização do humano, como uma forma de resgatar o que estava perdido, de desvelar o que está escondido, de aprimorar aquilo que não se tinha consciência!

 

Jesus nasce, vive, cresce, morre e ressuscita a partir da nossa humanidade para nos mostrar como é significante viver de Deus e para Deus. Na vida de Jesus o humano encontra o sentido para a vida ao se potencializar no amor, de forma plena e irrepetível. Entre Jesus e a pessoa humana não há um troca de papéis ou uma inversão de valores, mas, sobretudo, uma entrega cotidiana de duas vidas, que se unem e se assumem em um único caminho rumo ao Coração do Pai Eterno! É em Jesus que nós ultrapassamos as nossas mazelas e nos apropriamos do conteúdo originário da salvação e da ressurreição. “Para isso, com efeito, o Verbo se fez humano e o Filho de Deus se converteu em filho do homem: para que todo aquele que se unir ao verbo de Deus e aceitar a adoção, converta-se em filho de Deus” (Santo Irineu).

 

Em primeiro lugar consideremos a morte de Jesus como uma conseqüência direta do limite das formas políticas e religiosas de seu tempo. Ele foi mal compreendido por um sistema que já havia se sacralizado pela lei. A cruz de Cristo é o resultado explícito da incapacidade humana em não compreender a salvação. No entanto, é na cruz que “o doente, o maltratado, o pobre; […] o caluniado, o incompreendido, o que não consegue ver o fruto de seu trabalho e de seus sonhos; o que recebe em troca incompreensão, abandono ou ódio por causa de sua entrega; o que é torturado ou linchado por esquadrões especiais…: todos eles têm na cruz de Cristo uma força que atua a partir das funduras do ser e da coragem” (Andrés T. Queiruga).

 

Em segundo lugar por trás do ocultamento da realidade está a presença de um Deus que atua no humano e pelo o humano. A isso podemos chamar de início da ressurreição. Ao mesmo tempo em que se apresenta como o fim da vida de Jesus, a ressurreição, também se coloca como o início de sua missão salvadora. Naquilo que denominamos “fim” está o “começo” da ação divina. Muito mais que reanimar um cadáver ou trazer um morto de volta à vida, a ressurreição é o rompimento desta vida humana no coração de Deus! Jesus não volta a esta vida, porque depois da ressurreição, vive-a plenamente no Pai Eterno! Não é um Jesus que sobrevive à morte, todavia, um Jesus que ultrapassa a própria morte porque assume a vida em plenitude.

 

E em terceiro lugar precisamos reconhecer que a ressurreição pela ressurreição, sem implicações na vida humana, não tem sentido. Somos nós os primeiros endereçados da ressurreição. A mensagem de Jesus continua viva e atualizada no mundo a partir de nós. A ressurreição também é uma forma de dizer que o sonho de Jesus não foi esquecido pelos seus discípulos, justamente por isso, que não somos apenas seguidores de Cristo, mas continuadores de sua obra redentora. Cristo continua existindo no mundo em nós e nas nossas atitudes! Temos permitido isso?

 

Por fim, reconheçamos que tanto a salvação quanto a ressurreição não negam o sofrimento na realidade atual. O sofrimento é, portanto, assumido pela ressurreição como uma característica limítrofe da existência e também como algo já vencido pelo poder de Cristo! Diante da ressurreição “a dor não é suprimida, não somos libertados da tentação, nem livrados da morte, pois nada disso foi poupado a Jesus. Não nos é prometido triunfo algum sobre a terra, mas, pelo contrário, é atirado diante de nós o irremediável fracasso da cruz” (Andrés T. Queiruga). Contudo, a dor, o peso da vida, os problemas do cotidiano, as doenças e as tristezas são acolhidas em Deus e envoltas de uma esperança que é o próprio Cristo! Há salvação maior que essa? Deixemos, então, Deus ser Deus em nossa existência e permitamos que o nosso coração se funda no coração de Jesus, para que construamos uma história bela que depende exclusivamente de nós! Jesus de Nazaré é o companheiro de viagem, o amigo fiel que nos ensina a assumir as rédeas da nossa vida, sem culpabilizar a Deus pelos nossos fracassos pessoais. Pela ressurreição nos tornamos a mão de Deus agindo no mundo!

        

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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Amor Apaixonado

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Muitas são as definições de Amor e de Paixão e como estas realidades tão próximas se processam dentro de nós; e também como as expressamos em nossa vida, em nossas relações. Primeiramente, podemos dizer que amor que é amor de verdade não vive de retribuição, mas de uma riqueza tão escassa em nossa realidade chamada RECIPROCIDADE. E reciprocidade vem daquilo que é recíproco, que há correspondência de parte a parte, uma troca equilibrada entre duas pessoas com seus interesses recíprocos. Que é partilhado, sentido ou demonstrado por ambas as partes, como numa amizade recíproca ou num verdadeiro amor.

 

Avançando o sentido do verdadeiro amor, nos deparamos com outro elemento de essencial riqueza: a GRATUIDADE. Esta se faz através de uma relação profunda com Deus, e através dela fugimos das relações comuns que o mundo pratica: de simples troca, materialistas, nas quais nos transformamos – a nós e a nossos semelhantes – em coisas, objetos. E este universo de relação, o da gratuidade, deixa o mundo mergulhado numa incógnita, ou seja, o ser humano sem uma vivência de fé jamais compreenderá. Podemos assim dizer que o que rege o verdadeiro amor, a verdadeira amizade, o que dá um real significado à Paixão é a gratuidade.

 

Celebrando a Semana Santa, somos convidados a refletir sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus; expressão radical de um Apaixonado Amor do Divino Pai Eterno para conosco. Aqui, nos perguntamos: afinal, o que foi que Jesus fez por nós como nosso maior, melhor e verdadeiro AMIGO? O que foi que exigiu em ‘troca’? Qual é o verdadeiro sentido da Santa Semana em nossa vida?

 

Se entre tantas semanas, definimos esta como Santa, foi porque Deus nos amou ao extremo de doar todo Seu Ser até o seu último suspiro, a sua última gota de sangue por causa de um VERDADEIRO AMOR. E todo verdadeiro amor chega aos extremos da loucura, contudo, a ‘loucura santa’ desta Semana Bendita, deste Bendito Ser com seu Supremo Amor nos ensina que o mundo ainda não compreendeu o sentido do Amor Verdadeiro e Apaixonado.

 

     O Amor Verdadeiro é bem diferente das paixões que buscamos e vivemos, maior parte inconseqüentes;

 

       O Amor Verdadeiro é muito diverso dos egoísmos tantos praticados, das vaidades orgulhosamente expostas;

 

       O Amor Verdadeiro atravessa as noites frias rezando e zelando pra que a vida continue sendo MAIS;

 

       O Amor Verdadeiro grita nos lares, nos palanques, nos altares por justiça entre iguais, social e muito mais;

 

       O Amor Verdadeiro cede do necessário para que a fome seja saciada, a miséria erradicada;

 

       O Amor Verdadeiro suporta a dor de perder as riquezas do mundo em prol de valores absolutos nos quais a vida seja respeitada;

 

       O Amor Verdadeiro abandona seguranças tidas como intocáveis pelas seguras aventuras do bem que é ETERNO e que aqui começa, nas relações fraternas;

 

       O Amor Verdadeiro abre os braços pra um abraço apaixonado como fez Jesus, no alto daquela cruz dependurado, naquela Bendita Sexta-feira Santa.

 

Ah…  Se compreendêssemos a riqueza contida nos ricos acontecimentos desta Santa Semana, com suas dores, alegrias e Esperança!!!  As paixões do mundo perderiam todo sentido diante do significado extremo da PAIXÃO DE CRISTO. Os amores apaixonados que o mundo ensina e prega, com tantos desencontros, falsidades e enganos cederiam lugar a um novo e verdadeiro sentido de AMOR.

 

O Verdadeiro e Apaixonado Amor, aquele que Jesus viveu a partir de Sua relação tão íntima com o Divino Pai Eterno em favor de cada um de nós, pela nossa Salvação, pobres pecadores que somos, deve ser experimentado na dor, na gratuidade da entrega, nas renúncias constantes ao que não confere sentido. E, se assim não for, buscado e vivido, deixará de ser verdadeiro, portanto, jamais será experimentado o que nos oferece o Deus RESSUSCITADO, que quer levar consigo cada ser humano por um Amor Apaixonado.

 

Pe. Helder José, Missionário Redentorista no Santuário Basílica  

DESPERTA, PERDOA E RESSUSCITA!

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Neste domingo, cristãos católicos do mundo inteiro se reunirão em suas respectivas Igrejas e Comunidades para iniciar o itinerário tradicional da ‘Semana Santa’. Tradição que não pode tornar-se tradicionalismo. Por tradição, compreende-se o depósito da herança religiosa e cultural repassada de geração em geração, no intuito de continuá-lo no espaço temporal. Tradição é proveniente do latim ‘tradere’ e significa o ato de transmitir, ou seja, comunicar a fé testemunhada pelas primeiras comunidades cristãs. Já o ‘tradicionalismo’ é um conjunto de práticas desempenhadas sem uma fundamentação de consciência pessoal e muitas vezes realizadas sem o conhecimento de um por que.

 

Posteriormente, os cristãos ortodoxos também se reunirão para dar início à ‘Semana da Paixão’ com o término da ‘Grande Quaresma’. Assim, os católicos ocidentais celebrarão a sua Páscoa no dia 12 de abril, ao passo que os católicos ortodoxos a comemorarão, porém, no dia 19 de abril. Em 2010, católicos, ortodoxos e judeus celebrarão a Páscoa na mesma data. A celebração conjunta, em nível de datas, tem o objetivo de mostrar a unidade na História da Salvação, desde o Primeiro até o Segundo Testamento.

 

A Semana Santa teve origem logo após o Concílio de Nicéia, em 325 d. C. Dessa forma, deu-se início, em Jerusalém, à celebração da morte de Jesus, com três dias consecutivos de celebrações. Mais adiante, inúmeras comunidades cristãs deram início à semana que tem o objetivo de ‘trazer à memória’ e ‘atualizar’ a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

 

A semana santa começa sete dias antes da Páscoa com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. É a última semana da Quaresma, na qual a Igreja se prepara, na pedagogia do arrependimento, para rememorar os últimos dias terrenos de Cristo. No Domingo de Ramos celebra-se a entrada gloriosa de Jesus em Jerusalém: “Levaram o jumentinho a Jesus, colocaram os próprios mantos sobre ele, e Jesus montou. E muitas pessoas estenderam seus mantos pelo caminho; outros puseram ramos que haviam apanhado nos campos. Os que iam à frente e os que seguiam gritavam: ‘Hosana! Bendito aquele que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino do nosso pai Davi! Hosana no mais alto do céu!’” (Mc 11,7-10). O povo que o aclama como rei é induzido a condená-lo à cruz, por parte das autoridades políticas e religiosas da época.

 

Na segunda, terça e quarta-santa, que sucedem ao Domingo de Ramos, inúmeras Comunidades realizam orações e apresentações sobre a paixão de Cristo. Na Quinta-feira acontece a celebração de cada Igreja Particular, com o Bispo e todo o povo de Deus, representado pelo clero junto ao Pastor da Diocese. É a celebração da unidade a partir dos óleos do catecúmeno (batismo), do crisma e dos enfermos, que nos consagram a Deus do princípio ao fim da vida.

 

Na tarde desta mesma quinta dá-se início ao Tríduo Pascal, que se estende até o Sábado, na Vigília Pascal. A noite acontece a missa do lava-pés: “Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim’. Do mesmo modo, após a ceia, tomou também o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim’” (I Cor 11,23-25). Na missa da Ceia do Senhor lavamos os pés uns dos outros a exemplo de Jesus de Nazaré. Após a missa há o costume de transladar o Santíssimo Sacramento para a adoração reservada dos fiéis, onde ficará exposto até as vésperas do Sábado Santo.

 

Em seguida, vem a Sexta-Feira da Paixão do Senhor. Trata-se de um dia alitúrgico, ou seja, em que não há celebração da Eucaristia. E muitos cristãos católicos ainda têm o costume de perguntar em que horas será a missa na sexta-feira santa. Uma pena, pois é a data por excelência em que a Comunidade Cristã é convidada a adorar o Mistério da Cruz. “Depois, sabendo Jesus que tudo estava consumado, disse, para que se cumprisse a Escritura ate o fim:” Tenho sede!”Estava ali um vaso cheio de vinagre. Fixando, então, uma esponja embebida de vinagre num ramo de hissopo, levaram-no à sua boca. Quando Jesus tomou o vinagre, disse: ‘Esta consumado!’ E inclinando a cabeça, entregou o espírito” (Jo 19,28-30).

 

No sábado, pela manhã, há a prática salutar em meditar as dores de Maria. Acompanhados pela ternura perpétua da Mãe, rezamos não somente a dor, mas o projeto da Redenção na figura de Maria de Nazaré. À noite, acontece a celebração mais importante para os católicos: a Vigília Pascal! “Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se encontravam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: ‘A Paz esteja com vocês’. Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor” (Jo 20,19-20). Infelizmente, muitos acabam se esquecendo que celebrar a Ressurreição de Jesus é a garantia da nossa ressurreição! É de se constatar Igrejas abarrotadas na Sexta-Feira Santa e minguadas no Sábado. Aquele que não celebra a vida de Cristo desconhece o valor de sua morte e fidelidade ao Pai.

 

Fiquemos com o coração aberto para fazer desta Semana Santa um tempo da graça de Deus em nosso coração. Estejamos atentos para pedir perdão, lavar os pés daqueles que magoamos ou nos magoaram, colocar-nos no lugar de Cristo, experimentarmos Sua morte e vivenciarmos a Sua ressurreição, a partir do nosso testemunho de fé!

 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

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Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
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Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h