DESPERTA, PERDOA E RESSUSCITA!

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Neste domingo, cristãos católicos do mundo inteiro se reunirão em suas respectivas Igrejas e Comunidades para iniciar o itinerário tradicional da ‘Semana Santa’. Tradição que não pode tornar-se tradicionalismo. Por tradição, compreende-se o depósito da herança religiosa e cultural repassada de geração em geração, no intuito de continuá-lo no espaço temporal. Tradição é proveniente do latim ‘tradere’ e significa o ato de transmitir, ou seja, comunicar a fé testemunhada pelas primeiras comunidades cristãs. Já o ‘tradicionalismo’ é um conjunto de práticas desempenhadas sem uma fundamentação de consciência pessoal e muitas vezes realizadas sem o conhecimento de um por que.

 

Posteriormente, os cristãos ortodoxos também se reunirão para dar início à ‘Semana da Paixão’ com o término da ‘Grande Quaresma’. Assim, os católicos ocidentais celebrarão a sua Páscoa no dia 12 de abril, ao passo que os católicos ortodoxos a comemorarão, porém, no dia 19 de abril. Em 2010, católicos, ortodoxos e judeus celebrarão a Páscoa na mesma data. A celebração conjunta, em nível de datas, tem o objetivo de mostrar a unidade na História da Salvação, desde o Primeiro até o Segundo Testamento.

 

A Semana Santa teve origem logo após o Concílio de Nicéia, em 325 d. C. Dessa forma, deu-se início, em Jerusalém, à celebração da morte de Jesus, com três dias consecutivos de celebrações. Mais adiante, inúmeras comunidades cristãs deram início à semana que tem o objetivo de ‘trazer à memória’ e ‘atualizar’ a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

 

A semana santa começa sete dias antes da Páscoa com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. É a última semana da Quaresma, na qual a Igreja se prepara, na pedagogia do arrependimento, para rememorar os últimos dias terrenos de Cristo. No Domingo de Ramos celebra-se a entrada gloriosa de Jesus em Jerusalém: “Levaram o jumentinho a Jesus, colocaram os próprios mantos sobre ele, e Jesus montou. E muitas pessoas estenderam seus mantos pelo caminho; outros puseram ramos que haviam apanhado nos campos. Os que iam à frente e os que seguiam gritavam: ‘Hosana! Bendito aquele que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem, o reino do nosso pai Davi! Hosana no mais alto do céu!’” (Mc 11,7-10). O povo que o aclama como rei é induzido a condená-lo à cruz, por parte das autoridades políticas e religiosas da época.

 

Na segunda, terça e quarta-santa, que sucedem ao Domingo de Ramos, inúmeras Comunidades realizam orações e apresentações sobre a paixão de Cristo. Na Quinta-feira acontece a celebração de cada Igreja Particular, com o Bispo e todo o povo de Deus, representado pelo clero junto ao Pastor da Diocese. É a celebração da unidade a partir dos óleos do catecúmeno (batismo), do crisma e dos enfermos, que nos consagram a Deus do princípio ao fim da vida.

 

Na tarde desta mesma quinta dá-se início ao Tríduo Pascal, que se estende até o Sábado, na Vigília Pascal. A noite acontece a missa do lava-pés: “Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim’. Do mesmo modo, após a ceia, tomou também o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a nova aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim’” (I Cor 11,23-25). Na missa da Ceia do Senhor lavamos os pés uns dos outros a exemplo de Jesus de Nazaré. Após a missa há o costume de transladar o Santíssimo Sacramento para a adoração reservada dos fiéis, onde ficará exposto até as vésperas do Sábado Santo.

 

Em seguida, vem a Sexta-Feira da Paixão do Senhor. Trata-se de um dia alitúrgico, ou seja, em que não há celebração da Eucaristia. E muitos cristãos católicos ainda têm o costume de perguntar em que horas será a missa na sexta-feira santa. Uma pena, pois é a data por excelência em que a Comunidade Cristã é convidada a adorar o Mistério da Cruz. “Depois, sabendo Jesus que tudo estava consumado, disse, para que se cumprisse a Escritura ate o fim:” Tenho sede!”Estava ali um vaso cheio de vinagre. Fixando, então, uma esponja embebida de vinagre num ramo de hissopo, levaram-no à sua boca. Quando Jesus tomou o vinagre, disse: ‘Esta consumado!’ E inclinando a cabeça, entregou o espírito” (Jo 19,28-30).

 

No sábado, pela manhã, há a prática salutar em meditar as dores de Maria. Acompanhados pela ternura perpétua da Mãe, rezamos não somente a dor, mas o projeto da Redenção na figura de Maria de Nazaré. À noite, acontece a celebração mais importante para os católicos: a Vigília Pascal! “Era o primeiro dia da semana. Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se encontravam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: ‘A Paz esteja com vocês’. Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor” (Jo 20,19-20). Infelizmente, muitos acabam se esquecendo que celebrar a Ressurreição de Jesus é a garantia da nossa ressurreição! É de se constatar Igrejas abarrotadas na Sexta-Feira Santa e minguadas no Sábado. Aquele que não celebra a vida de Cristo desconhece o valor de sua morte e fidelidade ao Pai.

 

Fiquemos com o coração aberto para fazer desta Semana Santa um tempo da graça de Deus em nosso coração. Estejamos atentos para pedir perdão, lavar os pés daqueles que magoamos ou nos magoaram, colocar-nos no lugar de Cristo, experimentarmos Sua morte e vivenciarmos a Sua ressurreição, a partir do nosso testemunho de fé!

 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

www.paieterno.com.br

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