Amor Apaixonado

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Muitas são as definições de Amor e de Paixão e como estas realidades tão próximas se processam dentro de nós; e também como as expressamos em nossa vida, em nossas relações. Primeiramente, podemos dizer que amor que é amor de verdade não vive de retribuição, mas de uma riqueza tão escassa em nossa realidade chamada RECIPROCIDADE. E reciprocidade vem daquilo que é recíproco, que há correspondência de parte a parte, uma troca equilibrada entre duas pessoas com seus interesses recíprocos. Que é partilhado, sentido ou demonstrado por ambas as partes, como numa amizade recíproca ou num verdadeiro amor.

 

Avançando o sentido do verdadeiro amor, nos deparamos com outro elemento de essencial riqueza: a GRATUIDADE. Esta se faz através de uma relação profunda com Deus, e através dela fugimos das relações comuns que o mundo pratica: de simples troca, materialistas, nas quais nos transformamos – a nós e a nossos semelhantes – em coisas, objetos. E este universo de relação, o da gratuidade, deixa o mundo mergulhado numa incógnita, ou seja, o ser humano sem uma vivência de fé jamais compreenderá. Podemos assim dizer que o que rege o verdadeiro amor, a verdadeira amizade, o que dá um real significado à Paixão é a gratuidade.

 

Celebrando a Semana Santa, somos convidados a refletir sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus; expressão radical de um Apaixonado Amor do Divino Pai Eterno para conosco. Aqui, nos perguntamos: afinal, o que foi que Jesus fez por nós como nosso maior, melhor e verdadeiro AMIGO? O que foi que exigiu em ‘troca’? Qual é o verdadeiro sentido da Santa Semana em nossa vida?

 

Se entre tantas semanas, definimos esta como Santa, foi porque Deus nos amou ao extremo de doar todo Seu Ser até o seu último suspiro, a sua última gota de sangue por causa de um VERDADEIRO AMOR. E todo verdadeiro amor chega aos extremos da loucura, contudo, a ‘loucura santa’ desta Semana Bendita, deste Bendito Ser com seu Supremo Amor nos ensina que o mundo ainda não compreendeu o sentido do Amor Verdadeiro e Apaixonado.

 

     O Amor Verdadeiro é bem diferente das paixões que buscamos e vivemos, maior parte inconseqüentes;

 

       O Amor Verdadeiro é muito diverso dos egoísmos tantos praticados, das vaidades orgulhosamente expostas;

 

       O Amor Verdadeiro atravessa as noites frias rezando e zelando pra que a vida continue sendo MAIS;

 

       O Amor Verdadeiro grita nos lares, nos palanques, nos altares por justiça entre iguais, social e muito mais;

 

       O Amor Verdadeiro cede do necessário para que a fome seja saciada, a miséria erradicada;

 

       O Amor Verdadeiro suporta a dor de perder as riquezas do mundo em prol de valores absolutos nos quais a vida seja respeitada;

 

       O Amor Verdadeiro abandona seguranças tidas como intocáveis pelas seguras aventuras do bem que é ETERNO e que aqui começa, nas relações fraternas;

 

       O Amor Verdadeiro abre os braços pra um abraço apaixonado como fez Jesus, no alto daquela cruz dependurado, naquela Bendita Sexta-feira Santa.

 

Ah…  Se compreendêssemos a riqueza contida nos ricos acontecimentos desta Santa Semana, com suas dores, alegrias e Esperança!!!  As paixões do mundo perderiam todo sentido diante do significado extremo da PAIXÃO DE CRISTO. Os amores apaixonados que o mundo ensina e prega, com tantos desencontros, falsidades e enganos cederiam lugar a um novo e verdadeiro sentido de AMOR.

 

O Verdadeiro e Apaixonado Amor, aquele que Jesus viveu a partir de Sua relação tão íntima com o Divino Pai Eterno em favor de cada um de nós, pela nossa Salvação, pobres pecadores que somos, deve ser experimentado na dor, na gratuidade da entrega, nas renúncias constantes ao que não confere sentido. E, se assim não for, buscado e vivido, deixará de ser verdadeiro, portanto, jamais será experimentado o que nos oferece o Deus RESSUSCITADO, que quer levar consigo cada ser humano por um Amor Apaixonado.

 

Pe. Helder José, Missionário Redentorista no Santuário Basílica  

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