Dia: 24 de Maio de 2009

ENVIA-NOS PROFETAS, SENHOR!

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Em uma época distante, quando o povo de Deus era oprimido em sua identidade e massacrado em sua cultura apareceram, paulatinamente, os chamados “nabis” ou “homens e mulheres da Palavra”, mais conhecidos como “profetas”.

Perdidos e desolados, os profetas se revestem da Autoridade Divina para defender os pobres e oprimidos. Assim a luz brilha entre a escuridão. A fé é readquirida e partilhada, tornando-se a força motora de um povo que resiste aos massacres do tempo e aos impérios da morte.

A profecia se multiplica na medida em que o povo compreende que a vida está sendo ferida em sua dignidade: a fé ameaçada em seus alicerces, a esperança perdendo o seu norte e a existência esquecida de sentido.

Justamente por isso, há a necessidade da profecia, como um levante de Deus em favor de alguém ou algo. Nela nos encontramos com um Deus companheiro fiel na jornada tenebrosa da vida. Eis o Emmanuel – Deus Conosco! Um Pai incondicional, bom, eterno e próximo de nós, que por meio do simbólico destrói o diabólico. Na profecia nos deparamos com a face de Deus que jamais nos abandonará nem nos deixará órfãos!

Etimologicamente, a palavra profeta é proveniente da transliteração do grego (πρoφήτης) “profétes”. O termo é conhecido desde o séc. V a.C. Diante de uma situação religiosa, social, econômica e cultural o profeta assumia a tarefa de anunciar, comunicar, tornar conhecida publicamente a mensagem Divina.

O profeta não tinha a missão de predizer algo nem podia ser confundido com um adivinho. Cabia a ele assumir-se, ontologicamente, como um proclamador da Palavra. Uma pessoa que vivia “na” e “da” Palavra emanada do coração de Deus.

Não se tratava de um vidente, de um visionário, de um repetidor ou de um milagreiro extraordinário, mas, sobretudo de uma pessoa que falava a partir da Palavra vivida e encarnada na história de um povo. Assim, também deve ser hoje! Os profetas e as profetisas foram pessoas a serviço da mensagem anunciada.

Na atualidade, o mundo carece de profetas! Quantas injustiças e maldades escancaradas e poucos são aqueles que se habilitam a agir em nome de Deus, anunciando um tempo novo e denunciando a miséria imerecida.

Reconheçamos que a mensagem do profeta faz parte de um contexto real e de uma situação que o impele ao anúncio e a denúncia. Suas intervenções não devem ser aleatórias e descontextualizadas, mas, do contrário, devem possuir um alvo e visar circunstâncias concretas. A mensagem do profeta é uma forma de colocar dificuldades a uma sociedade de caráter arbitrário e tirana.

A profecia tem a dimensão de Deus, por isso vai além de profissões de fé, de culturas, de raças e de convicções pessoais.

A postura do profeta faz com que a sua vida seja projeção do Sagrado e um convite à continuidade de seu trabalho. Ele não tem seguidores, mas, sobretudo, continuadores. É uma alguém que por meio das atitudes e só depois das palavras transparece e irradia o próprio Deus. É um evangelho vivo sem alienações, sem arrebatamentos, sem magia, todavia, com concretude histórica e raiz arraigada à realidade.

Por fim, a profecia se configura como uma resposta de um povo constituído por homens e mulheres que se deixam interpelar por Deus. Os profetas atuais não devem opor-se somente a um sistema político injusto, mas a todas as coisas que se utilizam de privilégios para empobrecer os fracos e oprimidos.

O profeta acaba enxergando o mundo sob a ótica de Deus ao perceber na ação do pobre a presença redentora de Cristo. Sua existência é um convite simples e singelo para configurar a obra da criação de volta ao coração do Criador. Eis a profecia como um grito de alerta para que não nos esqueçamos da nossa origem em Deus.

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

www.paieterno.com.br

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