Mês: junho 2009

FICAI CONOSCO, SENHOR!

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Fundamentada na experiência cristã dos discípulos de Emaús e, ao mesmo tempo, no ano catequético, promulgado pela Igreja do Brasil (CNBB), a Festa de Trindade se reúne com comunidade dos continuadores de Jesus de Nazaré para exclamar: “Ficai conosco, Senhor!” (Lc 24,29). Trata-se de uma aclamação memorial da fé, capaz de romper os nossos tímpanos para o grito de confiança no coração do Pai Eterno. Ele é a nossa Divina Companhia tão rica em plenitude à pessoa humana e à obra da criação.

Nos momentos de grandes dificuldades, quando a existência parece perder o valor, quando as provações se sobrepõem às nossas vontades, quando a dor invade a nossa história, quando as intempéries do cotidiano nos afligem, atormentam e amedrontam; somente uma prece ecoa do nosso coração: “Ficai conosco, Senhor!”. Esta petição é o reconhecimento de que em Deus a vida adquira um norte e a esperança passe a ter sentido. Deste modo, a existência ganha a cor e o sabor do céu. O medo, as incertezas, as angústias que antes imperavam, agora são destronadas do nosso coração para que somente Deus reine em nós e por nós.

Ao longo da Festa de Trindade, abençoados pelo Pai Eterno, resgatados por Jesus e acompanhados pelo Espírito Santo, pediremos: “Fica conosco, Senhor e convertei o nosso coração (1º dia), “… fortalecei a nossa fé” (2º dia), “… renovai nossa esperança” (3º dia), “… ensinai-nos a amar” (4º dia), “… e ajudai-nos a viver em comunidade” (5º dia), “… e abençoai nossas famílias” (6º dia), “… e ensinai-nos a ouvir vossa Palavra” (7º dia), “… e ensinai-nos a ser solidários” (8º dia), “… e ajudai-nos a promover a justiça e a paz” (9º dia). No último dia celebraremos a genuína experiência da fé cristã: “Nosso coração arde quando ele fala, explica as Escrituras e parte o pão” (Lc 24,32).

Hoje, cabe a nós atualizar o caminho de Emaús nas trilhas da história humana. Na condição de discípulos e discípulas de Jesus não somos apenas seguidores, mas, sobretudo, continuadores de Sua missão redentora frente um mundo que carece, sente-se desolado e suplica: “Fica conosco, Senhor!”.

Ao término deste artigo me vem à memória uma belíssima oração de São Padre Pio de Pietrelcina. Rezei-a muitas vezes em Roma. Hoje ela me acompanha quando vejo a dor prestes a adentrar as portas do meu coração e da minha vocação a serviço do povo de Deus. Diminuo a quantidade de palavras no artigo e reproduzo a oração logo abaixo, pois daquilo que não podemos falar mais é melhor nos calar e deixar que o mistério fale por si mesmo!

“Fica comigo, Senhor, porque vossa presença me é necessária para não vos esquecer. Bem sabeis quão facilmente vos abandono…

Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso de vossa fortaleza para não cair tantas vezes.

Fica comigo, Senhor, porque és minha vida e sem vós me esmorece o fervor.

Fica comigo, Senhor, porque és minha luz e sem vós me acho em trevas.

Fica comigo, Senhor, para me mostrardes vossa vontade.

Fica comigo, Senhor, para ouvir a vossa voz e seguir-vos.

Fica comigo, Senhor, porque desejo amar-vos muito e estar sempre em vossa companhia.

Fica comigo, Senhor, se quereis que eu vos seja fiel.

Fica comigo, Senhor, porque minha alma, com quanto seja paupérrima, todavia, quer ser para vós um habitáculo de consolação, um ninho de amor.

Fica comigo, Senhor, que entardece e, o dia se vai… isto é, a vida passa… a morte se avizinha…, avizinha-se o juízo, a eternidade… E é mister redobrar minhas forças para não desfalecer no caminho e para tal preciso de vós. Entardece e vem a morte… Inquietam-me as trevas, as tentações, a aridez, as cruzes, as penas, e oh! Como preciso de vós, meu Jesus, nesta noite de exílio.

Fica comigo, Senhor, pois preciso de vós nesta noite da vida e dos perigos. Fazei que eu vos conheça como vos conheceram os discípulos de Emaús ao partir do pão, isto é, que a união eucarística seja a luz que dissipa as trevas, a força que me sustenta e a única felicidade do meu coração.

Fica comigo, Senhor, porque ao chegar à morte, quero estar unido a vós, senão pela Santa Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Fica comigo, Senhor, não vos peço pelo vosso divino consolo, pois não o mereço, mas pelo dom de vossa santíssima presença.

Fica comigo, Senhor, busco somente a vós, o vosso amor, a vossa graça, a vossa vontade, o vosso Espírito, porque vos amo e não peço recompensa alguma, senão aumento de amor. Amor sólido, prático. Amar-vos com perfeição por toda a eternidade. Amém!”

(São Padre Pio de Pietrelcina)

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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