Mês: agosto 2009

Homenagem aos carreiros

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Discurso do Pe. Robson de Oliveira na homenagem em que ele e os carreiros receberam a Comenda Pedro Ludovico Teixeira, maior honraria oferecida pelo Legislativo goiano. Confira o texto na íntegra:

“Senhoras e senhores… É de relevância para mim receber aqui no maior Poder Legislativo do Estado de Goiás a comenda Pedro Ludovico Teixeira e, além de recebê-la, proferir este discurso em nome de todos os homenageados. Sinto-me bastante honrado e lisonjeado neste momento. E não sinto isso somente porque levo para casa uma medalha de grande relevância como é esta que os senhores deputados estão me oferecendo, mas simplesmente por estar aqui em uma homenagem justa e necessária aos carreiros de nosso Estado, principalmente aqueles que seguem a tradição de ir a Trindade ano após ano durante as Romarias.

Já fui convidado para receber títulos e medalhas, inúmeras vezes, ao longo deste período de sacerdócio, que, aliás, tem pouco mais de 10 anos. No entanto, em quase todas as ocasiões, fiz questão de não aceitar ou então enviar representantes para receber em meu lugar por ter plena convicção de que o que desempenho na minha vida consagrada é um desejo e missão confiada pelo Pai à minha pessoa. Assim sendo, é Ele, o Pai Eterno, o merecedor de todas as honras e glórias. Para ele é que devemos oferecer todas as homenagens.

No entanto, tenho de esclarecer que para com esta homenagem, o meu sentimento foi diferente. Não estou aqui porque quero receber homenagens e títulos. Se fosse este o objetivo, já teria aceitado inúmeros outros convites em São Paulo, Minas Gerais e diversos outros estados. Estou aqui simplesmente porque não me considero homenageado, mas sim homenageador.  É isso mesmo! Hoje, venho me juntar aos nobres parlamentares para junto com os senhores homenagear não somente estes que estão aqui, mas todos os carreiros que foram os precursores da Festa de Trindade e, ainda hoje, são os principais atores da Fé ao Divino Pai Eterno.

No passado, o carro de boi era apenas um meio de transporte. Hoje, é tradição, é cultura, é um meio para a devoção! De todas as partes de Goiás, e até mesmo de outros estados, de perto ou de longe, os carreiros não se cansam em repetir todos os anos este gesto singular de ir a Trindade para expressar a sua fé. Na festa deste ano, tive a oportunidade de acompanhar o diálogo de uma jornalista com um carreiro. Ela perguntou: “foram quantos dias de viagem?” Ele respondeu: “sete”. Brincando ela disse: “Vocês não trabalhão não, né? Param mais de sete dias da vida para virem a Trindade?!” Sério, ele respondeu: “Trabalhamos sim. Trabalhamos duro o ano todo para poder, na Festa de Trindade, agradecer ao “Padre Eterno” pelo dom da Vida e do trabalho”.

Gente simples e humilde. Mas pessoas que carregam no peito e na alma o sabor de viver. O desejo de um mundo melhor e o suor de seus esforços. Pessoas que, em muitos casos, não tiveram a oportunidade de estudar. Mas que aprenderam com o afagar da terra, o calo no pé e na mão e a paisagem da estrada a respeitar a história, a respeitar o seu próximo e, acima de tudo, a respeitar, como eles mesmos dizem, o nosso “Divino Padre Eterno”.

É… Cristo já disse que a fé move montanhas. E eles, os carreiros, talvez até mais do que eu que sou padre, sabem disso. Como é emocionante ver inúmeros carreiros juntando as suas coisas para uma peregrinação de fé. Como é bonito ver os carreiros levando esposa e filhos para uma grande experiência de fé. Como é belíssimo ver carreiros e esposas passando para as gerações seguintes a experiência de fé que têm em si.

Ao longo do caminho, eles cantam, rezam e festejam.  No meio da poeira e nas estradas de chão esburacadas, eles controlam com amor e, por que não dizer, exigência os seus animais. No meio do mato e na escuridão, eles montam seus pousos para passar uma noite fria e seguir, com o nascer do sol, o outro dia. No meio do cheiro de gado, eles tocam os seus berrantes e escutam o mugir de seus bois e vacas. No meio da cultura vazia propagada no mundo, eles vivem a cultura de quem sabe que no Céu existe um Deus que é Pai.

Gostaria, portanto, de encerrar este pronunciamento dizendo que sou muito grato a todos vocês carreiros. Sei que são essenciais para que esta devoção ao Pai seja propagada e cultivada nas futuras gerações. Agradeço também todos os deputados desta Casa, em nome do propositor desta homenagem deputado Coronel Queiroz, por acreditarem e valorizarem esta tradição de fé. Agradeço, principalmente, a Deus por me dar mais esta oportunidade de poder mostrar que seguir os princípios de vida da humildade e da simplicidade vale à pena.

Termino fazendo referência à música do cantor Walter José que expressa em poesia o sentimento e o significado, para os carreiros, de ir a Trindade todos os anos.

‘Fico ansioso pra chegar o mês de julho. Quando eu preparo o meu carro pra romaria. Dou um repasso no chumaço na chaveia, olho as cangas e as correias, um reparo no cocão. Olho no pasto minha boiada carreira, vejo perto da porteira o Brioso e o boi Barão. Meu pensamento se eleva ao Deus Divino pra livrar do meu caminho o perigo do estradão. Meu velho carro cantando, transmite amor e alegria. Cortando o chão da estrada, vou a passo lento nesta romaria. E quando chega o quarto dia da viagem, eu já escuto longe os sinos gemer. Traz a certeza que estou perto de Trindade, uma felicidade invade todo meu ser. E quando vejo lá no alto o Santuário imponente, iluminado no seu formato de cruz, dou glória a Deus e também ao Santo Espírito: Louvado seja bendito sempre seu filho Jesus!’.

Parabéns a todos os carreiros e muito obrigado!”

S O L I D Ã O

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“Era uma vez uma palmeira solitária.

Dormia só,

brincava só,

ria só,

rezava só.

Um dia o vento descobriu que poderia acariciá-la e foi então que ele passou a visitá-la todos os dias.

E a palmeira solitária começou então a dormir com o vento,

brincar com o vento,

rir com o vento,

rezar com o vento.

Mas um dia o vento deixou de vir.

E todos julgaram que a palmeira morreria de solidão.

Mas isso não aconteceu.

Durante o tempo que o vento esteve ausente, a palmeira solitária continuou:

dormindo com o  vento,

brincando com o vento,

rindo com o vento,

rezando com o vento.

E foi então que se revelou que a solidão só existe…

quando não mais existe a esperança de começar outra vez…”

Letícia Thompson

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