Mês: setembro 2009

A FÍSICA BUSCANDO A QUÂNTICA DE DEUS

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 Na atualidade, Deus não é assunto centrado somente à religião. Processualmente, a dimensão divina tem norteado os caminhos das ciências. Dentre elas, destaca-se a Mecânica ou Física Quântica. Trata-se da transformação de uma visão material em espiritual. A visão antropocêntrica (que enxerga o homem como centro do universo – do grego άνθρωπος, anthropos, “humano”; e κέντρον, kentron, “centro”) abre espaço para a visão teocêntrica (Deus como centro do mundo – do grego θεóς, theos, “Deus”; e κέντρον, kentron, “centro”).

Muito além da física clássica, a realidade hodierna proclama que há espaço para Deus no campo científico. Desta forma, Ele deixa de ser negado como um simples observador (aquele que analisa e altera a realidade) e passa a ser enfocado não como um problema, mas, sobretudo, como uma solução para o entendimento do mistério do universo. Hoje, reconhece-se que as partículas divinas, impressas nas leis naturais, carecem de explicação pela física.

Se a modernidade nos deixou um legado de que Deus não seria necessário para a evolução do humano, na contemporaneidade é a própria ciência quem admite a existência divina como causa e efeito para a completude da física quântica. Negar o Criador é o mesmo que negar a essência do criado. “A pergunta de como chegamos a conhecer Deus por meio do nosso pensamento e da nossa linguagem, devemos responder que, sozinhos, nós nunca podemos conhecê-lo” (Battista Mondin).

Na verdade, a razão de ser da física quântica está vinculada a pergunta: quem foi o grande responsável pela criação do cosmo? E em seguida vem a consequência da interrogação: “Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrindo novos campos de pesquisa” (Michael Keller). Assim, já não há divisão entre fé e razão. Pelo contrário, uma depende da outra, uma não existe sem a outra. “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado” (Michael Keller).

Diante da física quântica, Deus se apresenta como o elo perdido do Universo. Não se trata de um Ser que vive à distância, passivamente, como um simples observador ou guardião da ordem natural das coisas. Inversamente, Deus é a força propulsora e motora de tudo o que existe (material e imaterial): a explicação lógica da criação! E de qualquer forma fica claro que a nossa realidade não é limitada a demarcação da ciência, contudo, é ampliada pela consciência de Deus que opera e age a partir da evolução do criado.

Não cabe à física quântica negar o mistério de Deus, testemunhado nas partículas do Universo. Aquilo que não se explica e que não é verificável, também não pode ser negado. Nem sempre a ausência de comprovação empírica é sinônima de negação da existência de um ente ou algo. “Se chegarmos a uma teoria completa, com o tempo esta deveria ser compreensível para todos e não só para um pequeno grupo de cientistas. Então, todo mundo poderia tomar parte na discussão sobre por que nós e o Universo existimos… Nesse momento, conheceríamos a mente de Deus” (Stephen Hawking).

Por fim, vale ainda ressaltar que tudo o que existe no universo possui “intenção e consciência” (Paul Davies).  Tal intenção e consciência estão amplamente vinculadas à existência de Deus, na condição de força propulsora do Universo.

Por fim, transcrevo as palavras do jornalista José Augusto Lemos, que rematou muito bem o que evidenciamos acima: “[…] O americano Allan Sandage – um dos astrônomos mais respeitados mundialmente, hoje com 74 anos – considerava-se ateu com todas as letras, até os 50 anos. Sua conversão ao cristianismo veio de repente, provocada pelo ‘simples desespero de não conseguir responder só com a razão perguntas como por que existe algo ao invés de nada? Foi o trabalho que me levou à conclusão de que o mundo é muito mais complicado do que pode ser explicado pela ciência. Só através do sobrenatural consigo entender o mistério da existência, afirma ele. A ciência torna explícita a incrível ordem natural, as interconexões em vários níveis entre as leis da física e as reações químicas encontradas nos processos biológicos da vida. Por que será que os elétrons têm todos a mesma carga e a mesma massa? A ciência só pode responder questões bem específicas, do tipo ‘o que?’, ‘quando?’ e ‘como?’. O seu método de investigação, por mais poderoso que seja, não pode responder ao ‘por que?’.”

 O porquê pertence a Deus!

 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

UMA GRIPE CHARLATÃ!

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Muitas vezes falta à mídia o fundamento crítico e, ao mesmo tempo, a transparência entre as mais variadas notícias. Nem sempre a notícia é notícia. Então, aquilo que deveria informar acaba virando uma contra informação. Dos mais diferentes modos, sabemos que, em determinados momentos, nos tornamos desinformados com o provimento intelectual de pseudo-informações. Eis um caso recente do que afirmamos outrora: a charlatanice da gripe suína. 

 
 A indústria de notícias monopoliza a informação e nos aliena na medida em que não elucida as reais situações em que o vírus H1N1 teve início e evoluiu. Desde o primeiro semestre vemos a mídia bombardear os nossos olhos e aterrorizar a nossa consciência em relação aos efeitos drásticos da gripe suína. A única coisa que se sabe é que a supracitada enfermidade surgiu entre os porcos confinados no México e posteriormente veio a ser transmitida aos seres humanos. No entanto, ficam alguns questionamentos de suma relevância: por quais razões a gripe teve início entre os suínos, sendo ela um derivado da gripe aviária? De que forma houve a mutação do vírus dos porcos aos humanos? O que está por trás da gripe suína e o que nos esconde a Organização Mundial de Saúde?

 Pouco se sabe, mas a gripe suína surgiu a partir do interesse lucrativo da agroindústria no México. Tudo começou no vilarejo de  LaGlória, em Veracruz, no criadouro de porcos pertencentes à Granja Carroll, subsidiária da Multinacional Smithfields Foods. Esta é a maior empresa do mundo em produção, clonagem e comercialização de carne suína e por ser norte-americana não está sujeita as infrações da vigilância sanitária mexicana. A mesma está presente em toda a América do Norte, Europa e China. “Além disso, a multinacional usa dos mais variados mecanismos de pressão e ameaças contra seus funcionários mexicanos para abaixar os salários e aumentar a jornada de trabalho. Também é comum atrasar os salários. Vale-se da prática da demissão sumária ou agressão pura e simples aos operários que filiam-se ao sindicato da categoria. As condições de trabalho são as mais degradantes possível, sem qualquer equipamento de manuseio e de higiene – segundo denúncias publicadas no diário La Jornada, da Universidade Autônoma do México” (José Tafarel). Por isso, a mídia desinformada não assume que a Carroll foi, na verdade, o foco principal de onde surgiu e proliferou-se o vírus H1N1 dos porcos aos humanos.

 A produção anual da Carroll é de aproximadamente um milhão de porcos. Ao todo são 907 trabalhadores, 60 mil porcas e 500 mil porcos criados. A população local é quem sofre os efeitos de tamanha criação desregrada, uma vez que as fezes e as urinas dos animais são colocadas em tanques de oxidação, ao ar livre. A partir daí acumulam-se os dejetos fecais e proliferam-se as moscas. Por conseguinte, o subsolo fica contaminado e a contaminação alastra-se pela água através de riachos e dos lençóis freáticos. Foi desta forma, que a população pobre adquiriu o vírus dos porcos e o repassou do México para o mundo. Chamar a respectiva gripe de suína é só mais uma forma ideológica de acobertar a verdade. “O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal” (Daniel Wagner).

 O mais irônico desta gripe viral é que tanto o seu início quanto a sua cura, por meio de medicamentos, é controlada por grandes multinacionais interessadas em lucros bilionários. Vale ainda ressaltar que “o nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional” – que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial (Daniel Wagner).

 Os verdadeiros criadores desta gripe foram a ganância e o interesse pelo lucro a todo e qualquer custo. É o desrespeito pela dignidade humana. Saibamos que: a vazão da água de poços para expurgar resquícios de suínos, a eliminação imprópria de dejetos próxima às nascentes de água e o ar doente pela presença de amoníaco significam a tapeação e o fortalecimento da “Pandemia do lucro” cínico e camuflado pela mídia mundial e pela Organização Mundial de Saúde. A mídia necessita de conversão!
 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

POLÍTICA DO DINHEIRO!

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Nos últimos dias muito se falou a respeito da expressão “vergonha nacional”. O Brasil ficou vexado pelo resultado que arquivou os processos deferidos contra o Presidente do Senado: José Sarney. Justamente por situações como a supracitada é que grande parte da população deixa de acreditar nos políticos, mas não na política. Na atualidade os crimes de corrupção e as investidas daqueles que praticam o lobby, visando influenciar as decisões do poder público, vêm à tona mediante a indignação dos mais variados setores da sociedade. De forma silenciosa aparecem vozes visando dignificar a política. O objetivo maior é fazê-la transparente na medida em que há a luta pelo bem comum, a priorização da dignidade humana, a defesa dos direitos da população e a capacidade cristã de ouvir o grito dos pobres.

A princípio precisamos reconhecer que o poder político emana da sociedade. Somos nós que conferimos, outorgamos e legitimamos o mandato de nossos representantes, que vão desde a Presidência da República até a câmara municipal. Assim sendo, a política é falseada quando compreendida em si mesma e é ressuscitada, sobretudo no exercício do poder em vista do serviço público. No entanto, não são poucas as realidades em que o poder político se converte no “partido do dinheiro”. Tudo passa a ter uma cotação, os projetos de lei são comprados, o mandato é penhorado pelas multinacionais, a verdade é encoberta, o nepotismo é proliferado e os interesses do povo são substituídos em proveito próprio.

Deturpar a política é ferir a existência da sociedade, pois em sua gênese estão à honestidade e a ética como princípios fundamentais. Vale-nos, portanto, distinguir que a politicagem é negócio, a política é serviço. Politicagem é sinônima de privilégios, política é antônima de regalias pessoais. Politicagem é falsear as promessas eleitorais, a política é batalhar pela participação de todos na eqüidade pública de enriquecimento do país.

Ademais, precisamos decretar o falecimento deste tipo de governo escondido sob o viés da mesquinhez, da falta de escrúpulos e da desonestidade, que erroneamente chamamos de política. O que vêem até nós, através dos meios de comunicação, é uma fraude da política, uma não-política.  Matar o atual modo de fazê-la é anunciar o renascimento da verdadeira política. Nos tempos de outrora e, principalmente nos dias atuais, a política precisa deixar de ser uma profissão, um arrimo familiar, para transformar-se em uma legítima vocação, como nos diz Rubem Alves: “De todas as vocações, a política é a mais nobre […] De todas as profissões, a profissão política é a mais vil”.

É lamentável a decisão de um dito conselho de ética, capaz de arquivar todas as denúncias para salvar uma só pessoa. Acaba-se causando uma crise do institucional que, nos últimos mandatos têm perdido a sua credibilidade com os últimos presidentes do Senado, como por exemplo: Antônio Carlos Magalhães e seus 468 atos secretos, Jader Barbalho e a renúncia para não perder o mandato devido à corrupção, Renan Calheiros e a quebra de decoro parlamentar e agora Sarney.

Por fim, uma política séria necessita de uma boa formação de consciência. Governar não é brincadeira, mas uma causa que modifica histórias e salva vidas. Precisamos sonhar uma “outra sociedade possível” e uma vida “politicamente” justa para todos! Por isso, devemos assumir o Evangelho como um manual do cristão, do político e da libertação no intuito de buscar o Deus revelado por Jesus de Nazaré: o Pai Eterno!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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