UMA GRIPE CHARLATÃ!

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Muitas vezes falta à mídia o fundamento crítico e, ao mesmo tempo, a transparência entre as mais variadas notícias. Nem sempre a notícia é notícia. Então, aquilo que deveria informar acaba virando uma contra informação. Dos mais diferentes modos, sabemos que, em determinados momentos, nos tornamos desinformados com o provimento intelectual de pseudo-informações. Eis um caso recente do que afirmamos outrora: a charlatanice da gripe suína. 

 
 A indústria de notícias monopoliza a informação e nos aliena na medida em que não elucida as reais situações em que o vírus H1N1 teve início e evoluiu. Desde o primeiro semestre vemos a mídia bombardear os nossos olhos e aterrorizar a nossa consciência em relação aos efeitos drásticos da gripe suína. A única coisa que se sabe é que a supracitada enfermidade surgiu entre os porcos confinados no México e posteriormente veio a ser transmitida aos seres humanos. No entanto, ficam alguns questionamentos de suma relevância: por quais razões a gripe teve início entre os suínos, sendo ela um derivado da gripe aviária? De que forma houve a mutação do vírus dos porcos aos humanos? O que está por trás da gripe suína e o que nos esconde a Organização Mundial de Saúde?

 Pouco se sabe, mas a gripe suína surgiu a partir do interesse lucrativo da agroindústria no México. Tudo começou no vilarejo de  LaGlória, em Veracruz, no criadouro de porcos pertencentes à Granja Carroll, subsidiária da Multinacional Smithfields Foods. Esta é a maior empresa do mundo em produção, clonagem e comercialização de carne suína e por ser norte-americana não está sujeita as infrações da vigilância sanitária mexicana. A mesma está presente em toda a América do Norte, Europa e China. “Além disso, a multinacional usa dos mais variados mecanismos de pressão e ameaças contra seus funcionários mexicanos para abaixar os salários e aumentar a jornada de trabalho. Também é comum atrasar os salários. Vale-se da prática da demissão sumária ou agressão pura e simples aos operários que filiam-se ao sindicato da categoria. As condições de trabalho são as mais degradantes possível, sem qualquer equipamento de manuseio e de higiene – segundo denúncias publicadas no diário La Jornada, da Universidade Autônoma do México” (José Tafarel). Por isso, a mídia desinformada não assume que a Carroll foi, na verdade, o foco principal de onde surgiu e proliferou-se o vírus H1N1 dos porcos aos humanos.

 A produção anual da Carroll é de aproximadamente um milhão de porcos. Ao todo são 907 trabalhadores, 60 mil porcas e 500 mil porcos criados. A população local é quem sofre os efeitos de tamanha criação desregrada, uma vez que as fezes e as urinas dos animais são colocadas em tanques de oxidação, ao ar livre. A partir daí acumulam-se os dejetos fecais e proliferam-se as moscas. Por conseguinte, o subsolo fica contaminado e a contaminação alastra-se pela água através de riachos e dos lençóis freáticos. Foi desta forma, que a população pobre adquiriu o vírus dos porcos e o repassou do México para o mundo. Chamar a respectiva gripe de suína é só mais uma forma ideológica de acobertar a verdade. “O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal” (Daniel Wagner).

 O mais irônico desta gripe viral é que tanto o seu início quanto a sua cura, por meio de medicamentos, é controlada por grandes multinacionais interessadas em lucros bilionários. Vale ainda ressaltar que “o nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional” – que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial (Daniel Wagner).

 Os verdadeiros criadores desta gripe foram a ganância e o interesse pelo lucro a todo e qualquer custo. É o desrespeito pela dignidade humana. Saibamos que: a vazão da água de poços para expurgar resquícios de suínos, a eliminação imprópria de dejetos próxima às nascentes de água e o ar doente pela presença de amoníaco significam a tapeação e o fortalecimento da “Pandemia do lucro” cínico e camuflado pela mídia mundial e pela Organização Mundial de Saúde. A mídia necessita de conversão!
 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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