Mês: outubro 2009

FÉ VIVA!

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 “A fé vem pelo ouvir” (Rm 10,17). Dessa forma, que a dureza de muitos corações é quebrantada, os desvios da consciência reorientados, os pecados reavaliados na ótica do Evangelho e os nossos tímpanos abertos para escutar o grito profético da Palavra de Deus clamando por conversão.

 Aquele que creu, confiou e se entregou à fé, precisa ser profundamente evangelizado e não somente catequizado. Caso contrário, a fé não terá raízes concretas e críveis frente a um mundo que anda esquecido de Deus e caduco de verdades. Não se trata somente de apresentar as verdades da fé, de modo doutrinário, mas, sobretudo, de elucidar as razões destas verdades e a necessidade das mesmas na vida do cristão. Na verdade, o que está por trás é a questionamento de o porquê crer em Deus.

 Fé não se prova: vivencia-se! Fé não se esconde: testemunha-se! Fé não se penhora: proclama-se! Fé não é estulta nem inepta: racionaliza-se e pensa-se! Fé não é só informação, mas, também experiência!

 Na medida em que fazemos a experiência de encontro com o amor de Deus é que somos alicerçados no crivo da fé. Contudo, tal experiência deve conferir maturidade ao cristão e não imaturá-lo. Há determinadas manifestações, de uma dita fé, que acaba por alienar, superficializar e até mesmo infantilizar a pessoa em sua capacidade de pensar e agir beneficamente. 

 A fé não é mágica. Em sua gênese está a clareza do que é real e do que é fantasioso. Muito mais que obter favores do céu, a fé se apresenta como a força motora de Deus em nós. Ela nos capacita no amor, elucida na esperança e norteia na graça. Sem fé, a pessoa humana perde o sentido da existência e, ao mesmo tempo, a expectativa de um existir diferente sob a ótica Divina.

 Nos caminhos obscuros da história não podemos brincar de ter fé. A apaticidade faz com que sejamos irresolutos nas atitudes e anêmicos espiritualmente: “Conheço a tua conduta: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, nem frio nem quente, estou para te vomitar de minha boca” (Ap 3,15-16).  Pela fé, adquirimos a coragem e a audácia para deixar que Deus viva em nós, acampe em nossa alma e realize proezas em nosso coração: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo” (Ap 3,20). Eis um Deus que tem fé no humano, que estabelece com ele uma aliança, um casamento existencial, um cuidado eterno e afável de um pelo outro.

 Aqui vale uma premissa: nem toda manifestação, tida como religiosa, é expressão da fé. Em síntese, diríamos que determinadas aparições, revelações e saimentos não estão vinculados ao núcleo da fé. Muitos são aqueles que se apegam ao superficial e acabam esquecendo-se do que é fundante para o seguimento cristão. A fé não vive do que é momentâneo, pois a sua essência é perene, uma vez que esta alicerçada em Deus. Não são pregações públicas, barganhas e demais petições que nos garantirão a vida eterna. Esta começa já: aqui e agora! Nossas atitudes, quando pautadas pelo Evangelho, nos precederão no céu. Antes das obras de caridade, das missões evangelizadoras e dos compromissos devocionais está a pessoa de Jesus de Nazaré. Ele é o mediador por excelência e o único fundamento da fé cristã. Até que ponto temos regulado a nossa vida por Ele e adequado nosso mentalidade ao Evangelho de Jesus e não ao nosso evangelho?

 Das mais variadas formas e dos mais diversos modos, podemos constatar que nem todo cristão o é de fato: “Eu seria cristão, sem dúvida, se os cristãos o fossem vinte e quatro horas por dia” (Gandhi). Ainda há uma grande quantidade de pessoas que se diz cristã sem ao menos conhecer o cerne da fé dentro do Cristianismo. Aumento no número de cristãos não equivale a conhecimento e vivência verdadeira desta fé. Devido a estas situações, o Cristianismo vem sendo negado por aqueles que se denominam cristãos e, por conseguinte, desacredito pelo mundo. Tal realidade propicia uma crise interna, hábil a gerar a morte do Evangelho, ou seja, aqueles que deveriam conhecer a fé fecham-se na ignorância, inviabilizando a amplitude do Evangelho e ainda são capazes de silenciar os profetas e genuínos discípulos de Jesus de Nazaré. 

 Tenhamos a mente e o coração voltados para o fundamento da nossa fé: o Deus de Jesus e reavaliemos as nossas atitudes para descobrir se as mesmas estão em consonância com o Evangelho. Não é de doutrinas vãs que vive a pessoa, todavia, da fé simples, tranquila e serena no autor e consumador do nosso crer: Jesus de Nazaré!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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