Mês: abril 2010

UMA CHAGA NO CORAÇÃO DA IGREJA!

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 Vivemos em uma sociedade ‘reprimida’ e, ao mesmo tempo, ‘erotizada’ em sua sexualidade. Ambas são realidades visíveis na formação da personalidade humana. O modo de viver a sexualidade confere a gênese futura de qualquer indivíduo. Trata-se de um processo que gera a individuação. Realidade, esta, capaz de ampliar ou de aprisionar a consciência.

A sexualidade determina a forma como a pessoa interage com o processo de socialização. São muitas as exigências sociais exercidas pela família e pela cultura. Ambas assumem o viés das instituições sociais que podem libertar para a superação, emancipar para a maturidade ou do contrário, fazer da sexualidade a grande inimiga do humano. 
 A repressão e a erotização possuem o poder de condicionar, manipular, alienar, infringir, somatizar e nos casos mais crônicos, gerar as enfermidades psíquicas.

Por repressão compreende-se o silêncio dos impulsos sexuais de forma intensa, visando anulá-los na essência. O método utilizado é o das interdições, centradas na vergonha e na culpa.  Já a erotização se apresenta como a coisificação do desejo. Neste ponto, o dom da sexualidade é drasticamente reduzido ao extremo. Infelizmente, muitos se esquecem de que a pulsão sexual engloba todas as esferas da vida e está tão presente em nós, que é impossível dissociá-la de qualquer comportamento tido como humano.

 A palavra “erotismo” é proveniente do grego transliterado em “erotikós” e refere-se ao abuso do sensual nas variáveis do vulgar. Assim, a sexualidade é confundida com prazer a todo e qualquer custo. E no prazer pelo prazer nasce o hedonismo. Já não há espaço para as prosaicas restrições ao sexo, pelo contrário, ele é vivenciado até a patologia da libido.

 A sexualidade não deve ser perseguida. Devemos trazê-la para perto e não distanciá-la de nossa convivência subjetiva. É necessário entender sua linguagem e representações. Sexualidade é dom, não pecado; é prazer, não imoralidade; é potência, não maldição! Pelo fato de nos comportarmos como “seres de extremidade” sempre nos pautamos pela repressão ou pela erotização: dois limites que fazem a sexualidade tornar-se doente e débil.
 Com muito respeito e com profunda reverência à fé, acredita-se que a vivência da sexualidade é um problema atual para Igreja. Muitas são as facções que titubeiam na busca da verdade. O que vale é adentrar no campo da “possibilidade” e não agir com determinismo na presente análise.

 Os passados e sempre recentes casos de pedofilia demonstram a ausência de uma educação sexual orientada para a plenitude humana. O pedófilo possui um desvio na personalidade pelo fato de buscar prazer em um corpo não responsável por si. O corpo da criança ainda carece de autonomia pessoal. Ela não está preparada e muito menos formada para o sexo, por mais que haja desejos e impulsos sexuais. Uma coisa é tê-los, outra é exercê-los.
 Sabemos que existem médicos, pastores, empresários, professores e pais pedófilos. Mas porque os padres ficam em tamanha evidência? Isso acontece pelo simbolismo que possuem e pela função social que exercem. O sacerdote não se confinou na sacristia, mas, sobretudo, assumiu a função de verbalizar a experiência do Sagrado. A sacralidade da missão sacerdotal é muito maior do que aquele que o carrega.

 A erotização infantil é um crime contra a alma da Igreja e um delito para a fé dos católicos de todo o mundo.  Por ter a missão de internalizar valores no coração dos fiéis o crime da pedofilia, causado por uma minoria irrisória dos clérigos, deixa os católicos boquiabertos e a mídia feroz pela carnificina da fé. 

 A sexualidade é a potência do amor de Deus agindo no humano. Quando reprimida e erotizada, a sexualidade deixa de ser graça divina e transforma-se em mercadoria.  Não vale a pena estigmatizar os instintos sexuais, mas antes conviver com eles, dialogar com as pulsões e compreender que antes de ser dominada, a sexualidade precisa ser amada e integrada para não gerar vítimas. A pedofilia é um câncer que corrói o mandamento do amor!

 

 

 
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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