Dia: 4 de julho de 2010

FAZER A VONTADE DE DEUS!

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A espiritualidade cristã, fundamentada no altruísmo, tem a missão de unir a vontade humana com a vontade Divina. Por essa via, acontece o retorno à nossa origem existencial, quando não havia separação de vontades, mas unidade de anseios no amor. Antes de existirmos, potencialmente, éramos um com Deus e Ele era tudo em nós. De fato, “a lei divina entra na nossa vontade, a nossa vontade identifica-se com a sua, tornando-se uma única vontade, e assim estamos realmente livres, podemos verdadeiramente fazer o que queremos, porque queremos com Cristo, queremos na verdade e com a verdade” (Bento XVI).

 

 
Fomos nutridos no amor do Pai, sonhados individualmente e amados em elevada ternura. Portanto, todas as nossas atitudes deveriam ser consequência desse amor vital, quando consistíamos em ‘essência’ e não em ‘existência’. Infelizmente, o pecado fez com que perdêssemos o contato direto com a Sagrada voz da consciência. E assim, ficamos confusos na fé, pois era ela quem orientava para a execução da vontade de Deus em nós e por nós. O maior pecado, cometido pelo humano, será o fugir do amor e da vontade Divina que tudo faz pela nossa felicidade.

 
A fé é a testemunha perene de que nossos desejos mais profundos e nossas aspirações mais ocultas tornam-se consonantes a Deus, na medida em que nos abrimos ao Seu amor e nos deixamos conduzir por Ele. Nesse itinerário espiritual moldamos nossos comportamentos de acordo com o Evangelho, amorizamos nossa vivência, canalizamos nossas energias, enraizamos nossa vida na fraternidade e por fim, nos apresentamos como pessoas cativas às Sagradas Escrituras e aos Sacramentos. 

 
Só seremos capazes de compreender a vontade Divina quando nos unirmos a Ela e passarmos a enxergar a vida sob a ótica de Deus. Não se trata de uma vontade tirana nem manipuladora. Pelo contrário, os desígnios do Pai são convites para a plenitude da liberdade humana. Ele quer filhos, não marionetes. Eis um tipo de vontade que se difere das outras ao não exigir uma submissão alienada, mas, sobretudo, uma adesão recíproca. A confiança mútua é o cordão umbilical que  nos liga ao coração do Pai!  

 

 
E aqui são de suma importância alguns questionamentos: temos a Deus, mas será que Deus nos tem? Onde está enraizado nosso pensamento, com seus afetos e emoções? Em que lugar está fundamentada a nossa vida? Na rocha da fé ou na areia da desesperança? Quem é a figura que vem ocupando o lugar primordial de Deus em nós? Estamos nos moldando à imagem e semelhança do Pai ou estamos querendo fazê-Lo à nossa imagem e semelhança? Será que a criatura almeja ocupar o lugar do Criador? Onde nos encontramos? Em Babel ou em Pentecostes? Há quanto tempo temos prolongado a vontade Divina, enfocando-a como irrealizável e impossível? Por que continuamos a antepor o advento do amor realizado pela vivência do agradar a Deus? Sem generalizações, as perguntas supracitadas acima necessitam de uma séria análise para evoluir em conversão.

 
A vontade de Deus solicita sabedoria e discernimento para ser aplicada com afinco. Não são nos grandes feitos que ela concretiza-se, todavia, no cotidiano. É pela vontade Divina que conhecemos o rosto do Pai Eterno que se doa a si mesmo, no amor. Por meio dela descobrimos que a “nossa vida não existe por acaso, não é ocasional. A minha vida é querida por Deus desde a eternidade. Eu sou amado, sou necessário. Deus tem um projeto comigo na totalidade da história; tem um projeto precisamente para mim. O amor eterno criou-me em profundidade e espera por mim” (Bento XVI).

 
Vale ainda ressaltar que a vontade Divina encontra-se junto à prática solícita do bem. O termômetro para sabermos se a estamos realizando é a ocorrência de atitudes benéficas em vista do Reino de Deus e dos irmãos! É assim que o dom do amor maior se consolida e a vida assume a dimensão de plenitude. Dessa forma, somos humanizados e nos tornamos pessoas mais redentoras! A vontade Divina é a forma pela qual permitimos que Deus continue existindo em nós! Falar da vontade do Pai é o mesmo que raciocinar sobre a nossa razão de ser e existir!

 
Que unidos a Jesus de Nazaré possamos exclamar: Pai, “não seja feita a minha vontade, mas a Tua” (Lc 22,42). Que a celebração, desses dez dias de romaria, nos conscientize sobre a real importância de integrar os sonhos de Deus aos nossos sonhos. Que não sejamos conhecidos só pelos nossos nomes, mas, principalmente, pelas nossa adesão contínua ao Evangelho! Que nossas obras deem testemunho de que somos filhos legítimos da vontade do Pai Eterno! Sejam muito bem-vindos à Festa de Trindade 2010!

 

 

 
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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