Mês: agosto 2010

MARIA: A MULHER QUE ANTECIPA A NOSSA RESSURREIÇÃO!

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O seio maternal de Maria é o lugar de encontro do Divino com humano. Neste movimento, sem simbiose, mas de profunda doação e reciprocidade acontece a ‘Plenitude dos Tempos’. Maria é a testemunha histórica de que vale a pena entregar-se, total e absolutamente, ao Pai Eterno. Todo o seu ser tem raízes fincadas no céu. Suas atitudes foram as expressões mais coerentes em amar e em viver a fidelidade ao Evangelho. O ‘sim’ de Maria nos trouxe Deus. Sua vida silenciosa, em Nazaré, santifica o nosso itinerário cristão no mundo. 

 

Pela Revelação Trinitária e pela Tradição Apostólica, sabemos que o nascimento de Jesus, a partir de uma mulher, “constitui o ponto culminante e definitivo da auto-revelação de Deus à humanidade” (João Paulo II). Em Maria, a mulher resgatou a sua vocação e dignidade dentro da Redenção realizada pelo Pai, no Filho, por meio do Espírito Santo.

 

Na imagem do Divino Pai Eterno, reverenciada por milhares de devotos no Brasil e no mundo, Maria está logo abaixo, de forma central, sendo coroada pela Santíssima Trindade. Suas mãos estão postas para manifestar o caráter da mulher orante: experimentada na fé e acostumada a encontrar-se com o sagrado de Deus face a face.  Sua roupa branca expressa a pureza imaculada de viver ‘no’ Pai e ‘para’ o Pai. O manto azul nos abre ao Mistério Divino que está além do celestial.

 

A existência de Maria foi adornada pela presença de Deus, que a fez dom para a humanidade. É por isso que a podemos chamar de agraciada. “Por sua fé e pela sua disponibilidade a Deus, Maria foi se tornando progressivamente cheia da graça do Senhor, a ponto de abandonar-se conscientemente e com toda a liberdade de seu ser, ao plano salvífico que o Pai tinha em mente realizar” (Lina Boff). A graça, pela qual Maria se abre, tem um rosto e um nome. Chama-se Jesus de Nazaré!

Em Maria há um sentimento humano e Divino de mulher, mãe, esposa e discípula! Nela podemos encontrar aquele silêncio interior, fruto das almas maduras e adultas na fé. Arraigada na memória histórica do povo de Israel, “[…] Maria produz fruto e traz o Fruto de seu ventre para doá-lo ao mundo. Esse fruto é a vida de intimidade com Jesus que veio morar na nossa condição de criaturas assumindo-nos em tudo, menos no pecado” (Linha Boff). Portanto, já não nos é estranho afirmar que o Verbo Divino veio ao mundo pela vontade de Deus e pela adesão de Maria. 

 

Foi diante dessa tradição mariológica, desde as primeiras comunidades cristãs, que o Papa Pio XII, por meio da Bula Munificentissimus Deus, proclamou, solenemente, o dogma da Assunção de Maria, em 1950. O dogma não é uma verdade em si nem uma doutrina rígida, mas, sobretudo, um mergulho no mistério de Deus. Trata-se de uma verdade de fé que antecede a nossa própria condição na eternidade, uma vez que a assunção de Maria já evidencia a assunção de todos ao coração do Pai. Dele viemos, Nele somos, nos movemos e existimos, e para Ele haveremos de voltar (Cf. At 17,28).

 

Justamente por isso, é crível que o Dogma da Assunção está a sinalizar o nosso futuro. Maria não subiu aos céus, pois isso seria ascensão, algo que só compete a Cristo. Por conseguinte, após a morte, foi “elevada” à glória celeste. Isso significa uma mudança em seu ser e em seu corpo, assumindo, assim, uma nova condição, junto ao corpo glorioso de seu Filho Jesus. “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que escutam a Palavra de Deus e a cumprem (Cf. Lc 11,28). Estimula-nos a elevar nosso olhar às alturas, onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde serva de Nazaré, já na glória celestial” (João Paulo II).

A assunção de Maria é, em síntese, a antecipação e a participação do gênero humano na Ressurreição de Cristo. Assim sendo, sua presença é a certeza do lugar que todo homem e toda mulher ocupam no coração de Deus.  Contemplá-la é o mesmo que descobrir a nossa origem divina, é encontrar o tesouro perdido, é conceder um rumo santo para histórias desumanizadas pelo pecado. Abramo-nos à Santíssima Trindade e façamos do ‘sim’ de Maria a adesão eterna àquilo que o Pai Eterno sonhou para nós!

 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

LIVRA-NOS DA VITIMIZAÇÃO!

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Das mais variadas formas, sempre nos encontramos com pessoas que parecem ser ‘vítimas do destino’. A história sofrida, com os infindáveis problemas, é sua marca registrada. Uma patente existencial de dor e profundo desamparo. Trata-se de uma pessoa que pede ‘perdão por existir’. Ninguém a compreende, a aceita e a ama como o merecido. Nos relacionamentos e no ambiente de trabalho é possível visualizar várias investidas desse tipo de personalidade naufrágica. Seus comportamentos necrosam qualquer novidade benéfica na convivência diária.

  

As vítimas são imbuídas por um sentimento de culpa acentuado, capaz de fazê-las reclamar, constantemente, e queixar-se da vida, que é enfocada como uma “grande fatalidade’. São inúmeras as lamentações contra si e em depreciação aos outros. Aquele que almeja uma existência madura e integrada deve manter-se longe do chamado ‘espírito de vítima’.  

 

Uma das manifestações patológicas da vitimização é culpar os demais por um erro de sua própria autoria. O objetivo maior é deslocar o mal praticado e vinculá-lo a outrem. Assim, a pessoa se infantiliza por não assumir falhas e não tomar consciência dos erros cometidos.

 

Neste jogo, para encontrar o culpado, nasce à busca pelo proveito pessoal. O intuito maior é tirar vantagem, a partir da situação de sofrimento criado e de impotência latente. “Incompreendido, fracassado e mal-amado. É assim que se define o portador da ‘síndrome de vítima’, esse ser que faz da própria biografia uma novela mexicana e vive em busca de culpados que assinem os seus capítulos” (Marcella Brum). Na identidade da vítima está o desejo maquiavélico em transferir dificuldades e sobrepujá-las sobre aos demais. O outro é o seu bode expiatório!

 

Junto ao sentimento de vítima também é possível encontrar o mania de perseguição. Aqui a vida é concebida dentro de um sistema selvagem, num cenário de trogloditas, em que vence aquele que causar maior clemência.  Neste esquema, aparece a necessidade psicológica de colocar-se como acuado frente um grande vilão. Há a constituição de chantagens emocionais, de pressões para a comoção, de apelo à piedade, de remorso existencial e de lágrimas em busca de atenção. Trata-se de um drama épico, cujo personagem principal sempre será a vítima, que faz dos outros meros coadjuvantes.

 

Ademais, a vítima cria outra forma para enfocar a existência dos fatos. O mundo passa a ser visto com seus indulgentes binóculos lacrimais. Ela “[…] se sente inferior à realidade. É a pessoa que se sente esmagada pelo mundo externo […], é aquela que se acostuma a ver a realidade apenas em seus aspectos negativos” (Antônio Roberto Soares). Tal negatividade é capaz de prejudicar todos aqueles que estão em torno à vítima.

 

O espírito de vitimização é uma ferramenta utilizada pelas pessoas que não aceitam o lado obscuro da vida. Não saber conviver com o conflito e não aceitar os problemas do cotidiano é uma forma de estagnar-se no processo de amadurecimento humano. Dessa forma, fica fácil gerir determinados deslizes, pois o erro será justificado, com frequência. A incompetência jamais será admitida pela vítima. 

 

A fé é o melhor remédio para curar-se dessa síndrome. Por meio dela, nos tornamos capazes de assumir as rédeas de nossa história e não culpabilizar os outros por nossos próprios erros. A fé nos ensina a superar as dificuldades do dia-a-dia e a recomeçar do zero, se necessário for. Crer também é sinônimo de superação! 

 

Portanto, educados na escola da fé, reconhecemos que uma existência adulta deve ser regida pelas seguintes características: paciência, controle emocional, diálogo contínuo, fraternidade duradoura e esperança recíproca. Tal conjunto confere à pessoa aquele distintivo da graça, da sabedoria e da estatura em Deus, assim como aconteceu com Jesus de Nazaré (Cf. Lc 2,52).

 

Por fim, vale ainda mencionar que a vitimização provoca incontáveis sofrimentos, devido à incapacidade de anular o negativo, para focalizar o lado positivo da vida. Omitir a fronteira do mal, que existe em nós, é o caminho mais infantil que podemos trilhar. Infelizmente, a vítima acaba se esquecendo que é ‘vítima’ de si mesmo. 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

 

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