Dia: 15 de agosto de 2010

MARIA: A MULHER QUE ANTECIPA A NOSSA RESSURREIÇÃO!

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O seio maternal de Maria é o lugar de encontro do Divino com humano. Neste movimento, sem simbiose, mas de profunda doação e reciprocidade acontece a ‘Plenitude dos Tempos’. Maria é a testemunha histórica de que vale a pena entregar-se, total e absolutamente, ao Pai Eterno. Todo o seu ser tem raízes fincadas no céu. Suas atitudes foram as expressões mais coerentes em amar e em viver a fidelidade ao Evangelho. O ‘sim’ de Maria nos trouxe Deus. Sua vida silenciosa, em Nazaré, santifica o nosso itinerário cristão no mundo. 

 

Pela Revelação Trinitária e pela Tradição Apostólica, sabemos que o nascimento de Jesus, a partir de uma mulher, “constitui o ponto culminante e definitivo da auto-revelação de Deus à humanidade” (João Paulo II). Em Maria, a mulher resgatou a sua vocação e dignidade dentro da Redenção realizada pelo Pai, no Filho, por meio do Espírito Santo.

 

Na imagem do Divino Pai Eterno, reverenciada por milhares de devotos no Brasil e no mundo, Maria está logo abaixo, de forma central, sendo coroada pela Santíssima Trindade. Suas mãos estão postas para manifestar o caráter da mulher orante: experimentada na fé e acostumada a encontrar-se com o sagrado de Deus face a face.  Sua roupa branca expressa a pureza imaculada de viver ‘no’ Pai e ‘para’ o Pai. O manto azul nos abre ao Mistério Divino que está além do celestial.

 

A existência de Maria foi adornada pela presença de Deus, que a fez dom para a humanidade. É por isso que a podemos chamar de agraciada. “Por sua fé e pela sua disponibilidade a Deus, Maria foi se tornando progressivamente cheia da graça do Senhor, a ponto de abandonar-se conscientemente e com toda a liberdade de seu ser, ao plano salvífico que o Pai tinha em mente realizar” (Lina Boff). A graça, pela qual Maria se abre, tem um rosto e um nome. Chama-se Jesus de Nazaré!

Em Maria há um sentimento humano e Divino de mulher, mãe, esposa e discípula! Nela podemos encontrar aquele silêncio interior, fruto das almas maduras e adultas na fé. Arraigada na memória histórica do povo de Israel, “[…] Maria produz fruto e traz o Fruto de seu ventre para doá-lo ao mundo. Esse fruto é a vida de intimidade com Jesus que veio morar na nossa condição de criaturas assumindo-nos em tudo, menos no pecado” (Linha Boff). Portanto, já não nos é estranho afirmar que o Verbo Divino veio ao mundo pela vontade de Deus e pela adesão de Maria. 

 

Foi diante dessa tradição mariológica, desde as primeiras comunidades cristãs, que o Papa Pio XII, por meio da Bula Munificentissimus Deus, proclamou, solenemente, o dogma da Assunção de Maria, em 1950. O dogma não é uma verdade em si nem uma doutrina rígida, mas, sobretudo, um mergulho no mistério de Deus. Trata-se de uma verdade de fé que antecede a nossa própria condição na eternidade, uma vez que a assunção de Maria já evidencia a assunção de todos ao coração do Pai. Dele viemos, Nele somos, nos movemos e existimos, e para Ele haveremos de voltar (Cf. At 17,28).

 

Justamente por isso, é crível que o Dogma da Assunção está a sinalizar o nosso futuro. Maria não subiu aos céus, pois isso seria ascensão, algo que só compete a Cristo. Por conseguinte, após a morte, foi “elevada” à glória celeste. Isso significa uma mudança em seu ser e em seu corpo, assumindo, assim, uma nova condição, junto ao corpo glorioso de seu Filho Jesus. “Maria Santíssima nos mostra o destino final dos que escutam a Palavra de Deus e a cumprem (Cf. Lc 11,28). Estimula-nos a elevar nosso olhar às alturas, onde se encontra Cristo, sentado à direita do Pai, e onde também está a humilde serva de Nazaré, já na glória celestial” (João Paulo II).

A assunção de Maria é, em síntese, a antecipação e a participação do gênero humano na Ressurreição de Cristo. Assim sendo, sua presença é a certeza do lugar que todo homem e toda mulher ocupam no coração de Deus.  Contemplá-la é o mesmo que descobrir a nossa origem divina, é encontrar o tesouro perdido, é conceder um rumo santo para histórias desumanizadas pelo pecado. Abramo-nos à Santíssima Trindade e façamos do ‘sim’ de Maria a adesão eterna àquilo que o Pai Eterno sonhou para nós!

 

 

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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