Dia: 30 de outubro de 2010

O VOTO É O REFLEXO DE UM POVO!

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Neste domingo, 135.804.433 brasileiros, hábeis a votar, irão às urnas com o objetivo de eleger o novo presidente da República. Isso sem mencionar os oito Estados da Federação, a saber: Goiás, Alagoas, Amapá, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia e Roraima, mais o Distrito Federal: todos com segundo turno. Mais uma vez somos convidados a exercer a consciência democrática no ato do voto, dentro de um conceito gerado pela cidadania política. Abster-se do pleito eleitoral é uma atitude de retrocesso à democracia e de um atraso aos avanços do país.

Na verdade, o voto deve ser considerado como uma conquista da coletividade e, em hipótese alguma, como um mecanismo para defender negócios pessoais, talvez até mesmo escusos. “Sabemos que em geral, para os ricos, as escolhas políticas têm a ver com a manutenção de seus interesses individuais. Para os pobres têm a ver com os benefícios que as políticas atuais lhes proporcionaram” (Ivone Gebara).

Quando votamos, fazemos a difícil e necessária transição do “eu” ao “nós”. Pensamos nos pobres, vítimas da miséria; lembramos dos doentes, enfileirados nos hospitais e tratados com desdém na saúde; recordamo-nos dos analfabetos e dos apoucados à educação que, dificilmente, tiveram acesso ao conhecimento. Mesmo assim, não convém que o voto se confunda com manifestação de caridade, exercida de quatro em quatro anos, mas, sobretudo como uma das ações mais importantes da sociedade. Por ele detemos o olhar naqueles que vivem à mercê da sociedade.

A partir de então, é possível consolidar progressos e garantir estabilidade religioso-cultural, econômico-jurídica e social-trabalhista para todos. Por isso, é tão importante afirmar que ninguém, nem mesmo as instituições sociais, têm o direito de decidir no lugar do eleitor, pois sua consciência é sagrada por natureza: “Na intimidade da consciência, o homem descobre uma lei. Ele não a dá a si mesmo. Mas a ela deve obedecer. No momento oportuno a voz desta lei ressoa no íntimo de seu coração. É uma lei inscrita por Deus no coração do homem. A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa sua voz” (Catecismo da Igreja Católica, § 1776).

Utilizando a linguagem figurada, podemos dizer que o voto funciona com as funções de um espelho: ele é o reflexo direto do povo que elegeu determinado candidato. Isso não quer dizer que a corrupção de alguns demonstra a corrupção de um povo. Contudo, neste caso, houve falha no ato do voto, houve desconhecimento de propostas e principalmente, do histórico de vida do referido candidato, ou seja, não deixou de ser o reflexo de um erro. Foi o que aconteceu com inúmeros eleitores do país que, no primeiro turno, votaram em candidatos com “ficha suja” e agora confiam ao Tribunal Superior Eleitoral o destino destes eleitos.

Alguém que ocupa ou disputa cargo público traz um compromisso muito forte com a sociedade. Qualquer candidato que não tenha esta obrigação deve ser excluído do processo eleitoral e como tal nem deveria se candidatar. Isso por uma questão de honestidade com a nação, pois, se eleito, reduzirá “compromissos” a “promessas”.  Portanto, é fundante resgatar aquele sentido de que o Chefe do Executivo, nacional ou estadual, é enfocado como servidor do povo. Assim, cai por terra todo sistema de corrupção, enriquecimento ilícito, de aumento de cartões corporativos, desvios de verbas públicas, crime político organizado, entre outros.

A honestidade ética dos políticos também é um dado a ser observado ao votar. Tal característica não deve ser sazonal, fruto de momentos ou circunstâncias passageiras, mas, sim, uma virtude de caráter. A impunidade no país já chegou a índices insuportáveis. Quando não é possível criar mecanismos para evitá-la, deve-se ao menos puni-la, inclusive com a perda do cargo, dos poderes políticos e submissão à investigação, à apuração da Controladoria Geral da União, do Ministério Público e da Polícia Federal.

Nunca nos esqueçamos que um verdadeiro projeto político deve colocar o Estado acima do mercado. Nele o que mais importa são os brasileiros e não os banqueiros. Não valem, exclusivamente, os números do produto interno bruto, porém, a quantidade de pessoas que estão melhorando a sua qualidade de vida, dentro de uma revolução social com “transformações capazes de reestruturarem a vida de um pais de maneira consentânea com suas necessidades mais gerais e profundas, e as aspirações da grande massa de sua população… algo que leve a vida do país por um novo rumo” (Caio Prado).

Pensemos bem, neste domingo, 31 de outubro. Dele depende o futuro do nosso país! Boa votação!

 

 
Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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