A GUERRA URBANA NO CORAÇÃO DO CRISTO REDENTOR

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Nos últimos oito dias, o Rio de Janeiro vive um verdadeiro caos. A população está em pânico, trancafiada dentro de casa e isolada das ruas, devido os tiros contínuos e dispersos. Constata-se o drama de crianças traumatizadas, em um cenário de combate às facções criminosas. Escolas municipais fechadas, com 47.000 alunos, sem aula. Pais desesperados e impedidos de entrar nos morros, para salvar seus filhos. Artilharia pesada, fuzileiros navais e tanques de guerras blindados nas principais avenidas do conflito. Ambulâncias do SAMU pelas ruas, atendendo os feridos no confronto, dentre eles: policiais, civis e traficantes. 

Isso sem mencionar os hospitais de campanha, estabelecidos em vastas unidades médicas, cuidando provisoriamente das vítimas, até que tenham condições de serem transportadas para hospitais fixos. Algo assustador para os brasileiros, pois os hospitais de campanha só são utilizados na medicina de guerra ou de catástrofes naturais. Empresas públicas e privadas com expediente diminuído ou liberado. Comércios fechados por falta de clientes ou por proteção contra saques e roubos. Bombeiros espalhados pela região metropolitana da cidade. Cães farejadores em Shoppings, pela ameaça de bomba iminente e constante. Em síntese, um Estado sitiado pela ação esquematizada do narcotráfico.

Infelizmente, os Governos anteriores do Rio de Janeiro se omitiram e foram permissivos à ocupação dos morros, por questões assistenciais e populistas. As políticas públicas e a caridade cristã exigem que se deem residências aos pobres, com moradias planejadas e dignas. Algo que não aconteceu na constituição das favelas. Hoje, chamadas de comunidades, por sua nova configuração social. A realidade dos morros serviu para que delinqüentes e marginais se infiltrassem nos guetos, dominassem a população local e se tornassem mandatários das favelas. É manifesto que o território do morro possui um chefe e todos que ali vivem devem ser submissos a ele. Hoje, são 1242 favelas em todo o Estado. Muitas delas usadas para o reduto do crime, como é o caso do Complexo do Alemão (paraíso e proteção dos narcotraficantes).  

Na origem dessa onda de violência está o tráfico de drogas. Junto ao mercado do crack também se encontra o problema da corrupção entre determinados policiais, a tal ponto que, em alguns cenários, é impossível distingui-los dos traficantes. A troca de armas por drogas e dinheiro é o que mantém o crime armado no Rio de Janeiro. A grande maioria dos policiais são homens honestos, capazes de arriscar a vida, recebendo um salário irrisório. Porém, ainda há uma parte corrompida e mantenedora da delinqüência. 

É inadmissível que traficantes controlem as suas facções, direto dos presídios. Parece que a criminalidade presidiária é a mesma que está solta. A única diferença que a primeira se encontra confinada, mas parece agir da mesma forma. Urge a tarefe de isolar as penitenciárias com tecnologia avançada, vetando o trabalho de agentes desonestos, na carceragem e a entrada de familiares, mal intencionados. Como é possível que um preso tenha celular em uma penitenciária de segurança máxima? Os mandantes da violência no Rio orientaram suas facções por meio de celulares, um dia antes de serem transferidos para Porto Velho (RO).

Muitos especialistas eram contrários à intervenção federal no Rio, sempre acreditando nas forças policiais locais. Contudo, faltavam logística, planejamento e tecnologia para que a polícia estadual pudesse reprimir a marginalidade. Inclusive, muitos aparelhos foram cedidos pelo Ministério da Defesa. Sabe-se que a presença das forças armadas federais é um apoio momentâneo. Uma união operacional foi constituída entre: Polícia Federal, Força Nacional, Batalhão Florestal, Polícia Rodoviária, Militar e Civil, com o objetivo de bloquear as milícias organizadas.  Em algum tempo as forças de segurança pública local precisam retomar o controle do Rio.

Outro agravante é que o crime se beneficia da geografia do Estado. O Rio é cercado por morros. Em alguns pontos é impossível subir com os carros blindados da polícia. Nesta situação o policial é obrigado a se deslocar a pé e acaba se expondo à ação dos criminosos. Eis uma topografia que dificulta o trabalho de ocupação da polícia. 

Os chefes do tráfico governam encastelados. Sabem-se seus nomes, mas desconhecem-se seus rostos. Há uma hierarquia a ser detida até que se chegue a eles. Que o Cristo Redentor, Filho amado do Pai Eterno, seja o referencial de um Estado íntegro e com a capacidade merecida para acolher o final da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Contudo, o mais importante é o cotidiano da população que deve ser conduzido em paz e com segurança! Violência, nunca mais!

 

 Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
www.paieterno.com.br

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