A RELIGIÃO NOS REVELA QUEM SOMOS!

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Todas as pessoas contêm em si as estruturas necessárias para que o dom da fé seja recebido. É a fé que confere espiritualidade ao indivíduo. Já a ausência dela designa aquilo que a mística chama de desolação. Cabe ao processo de conversão ampliar a consciência humana, norteando-a pelo fio condutor, no ato de crer em Deus. Não se trata de uma obrigação, mas, sobretudo, de um preceito existencial pela ressignificação da vida.

Aquele que não crê é acometido por uma profunda ruptura com sentido de sua história. Trata-se de uma experiência assustadora, pois junto à falta de fé está à marca indelével da perda de identidade, da desintegração emocional e por fim da deturpação da própria realidade. A pessoa incrédula fica perdida em um espaço sem limite e sem forma. Neste quadro, pode ser afligida por uma anormalidade espiritual “provocada” e “instalada”, ficando vazia de si e, por conseguinte, do Pai Eterno.

A fé está em profunda consonância com a atividade religiosa. Na verdade, a religião, seguindo o legado da fé, vem operando no mesmo campo da razão, a saber: no comportamento, na afetividade, na linguagem e no pensamento. Muito mais que articuladora de uma linguagem espiritual, a religião é a transmissora da imagem de Deus no consciente das pessoas. Sua missão é doar e guardar o tesouro da fé, trazendo a cada um a imagem do Deus revelado por Jesus: o “Deus cristão como amor sem reservas, que não quer nem permite o mal, mas suporta-o conosco, nos limites da história; que só pensa em nosso bem e em nossa salvação” (Queiruga).

No campo da religião o mais importante é “se deixar conquistar por Deus e não querer conquistá-lo. Devemos nos deixar convencer e não querer convencê-lo. Não pedir-lhe, mas deixar-nos pedir” (Queiruga). A religião não é o cumprimento de uma obrigação ou de um dever canônico, mas um direito da fé pela adesão à pessoa Divina; a religião não é um cativeiro babilônico e muito menos uma prisão de doutrinas, mas uma prática livre e libertadora. Enganam-se aqueles que pensam a religião como peça de museu ou uma mumificação ritual. A religião não é uma regressão histórica a um passado distante, mas um remetimento à fé: uma imersão ao coração do Pai Eterno. A religião tem a bonita missão de nos inserir no amor do Pai e nos comunicar a vida do próprio Pai.

De qualquer forma, se faz necessário retomar aquilo que é genuíno a uma prática saudável de fé. Sabe-se que o termo “religião” é proveniente do latim religare, que significa “ligar outra vez”. Portanto, cabe à religião ser doadora de sentido, de consciência ética, de formação humana e de gênese intelectual.  Seu papel social é de suma importância, ainda mais se tratando de uma instituição que acompanha todas as etapas da vida do indivíduo: do nascimento à morte.

A religião segue o tratado do Amor Maior. Por isto deve alcançar todos àqueles que sofrem com o amontoado de culpas reforçadas, os remorsos continuados ou com as acusações intermináveis. Sem sombra de dúvidas, a religião não persegue, não vigia, não ameaça e também não pune. Antes acolhe na fé, perdoa na esperança e orienta na caridade. Ela vem para fazer com que as pessoas se tornem mais humanas e melhores pacificadas. O Deus da religião atua na afirmação plena do humano e não o nega em hipótese alguma. Nele está “a capacidade para darmos um sentido novo ao que parecia fatalidade, transformando a situação numa realidade nova, criada por nossa ação” (Marilena Chauí).

Toda interpretação de religião “como restritiva da realização humana ou como carga externa sobre a existência acaba sendo, por isso mesmo, falsa” (Queiruga). Assim sendo, a religião tem o bonito caminho de não conduzir o indivíduo para fora de si, porém, ao mais profundo encontro com o grande sentido da vida: o próprio Deus! É Ele o caminho único que nos conduz à felicidade sem fim. Nele está origem do que devemos ser de fato. Ali encontramos o ‘ser’ do Pai inserido em nós. Vale a pena mergulhar nesta história de amor!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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