Mês: março 2011

O DINHEIRO É UMA ILUSÃO!

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Quando pautada pela ética e pelo progresso sustentável, a sociedade se apresenta como um dos principais lugares para a experiência de encontro com o Pai Eterno. Trata-se de um local privilegiado, pois a fé também passa pelo outro. Aqueles que estão a nossa volta são meios para que possamos experimentar a essência do Amor. Porém, sem que percebamos, essa mesma sociedade também nos faz escravos de suas vontades e servos de seus mais variados interesses. Isso acontece quando deixamos de ser vistos como pessoas e somos enfocados como marionetes. Perdemos a essência de sujeitos atuantes e passamos a ser concebidos como coisas. Qualquer vestígio de opinião própria e de identidade nas atitudes é vista como ameaça à ordem. O correto é pensar o que todos pensam e se silenciar quando ideias contrárias ao sistema vierem à mente.

Às vezes somos oprimidos sem observar as reais situações de opressão. É como se tivéssemos tapados, bem como impedidos de pensar por nós mesmos: seguimos orientações que não são nossas, abraçamos verdades que contradizem a nossa fé, assumimos compromissos que traem nossa consciência e, subsequente, perdemos o foco da existência. O mais triste é quando achamos que tudo isso é normal. Nem sempre ‘normalidade’ é fazer o que todos fazem. Para ser normal o primeiro requisito é a autenticidade.

Infelizmente, vivemos em um tempo em que as pessoas valem por aquilo que possuem, principalmente em nível financeiro. Esquecem-se as qualidades. Dão-se valor somente a posses materiais e no acúmulo do dinheiro, a todo e qualquer custo. Algumas conversas são tão centradas na ambição que só é possível ouvir discursos sobre investimentos, rentabilidade financeira, carro do ano, casa nova, aluguéis e o culto ao deus do dinheiro. Sabe-se que o dinheiro exerce uma força de fascínio tão grande que alguns chegam a agir com violência, contra os seus semelhantes, quando não o tem.

O sistema capitalista continua a ressoar em nossos corações aquela voz enraizada no pecado e exposta no início do Gênesis: “se for necessário roubar para ter dinheiro, roube! Se for importante denegrir pessoas para ser promovido e ganhar aumento salarial, denigra-as; se for importante caluniar e fofocar para ganhar vantagens sobre o outro, faça-o, uma vez que o importante é você e não o outro”. É lamentável quando as pessoas esquecem seus próprios valores só para conceder importância exagerada ao poder aquisitivo, fazendo dele um bem de primeira necessidade.

Na verdade, o dinheiro não é nada mais do que um facilitador. Para uns é fruto direto do trabalho, já para outros é resultado da ganância e da ambição pelo ter. Independente de qual lado se esteja, vale a pena pensar se o dinheiro tem manipulado nossas atitudes e corroído nossa alma. Por mais que seja necessário para a nossa sobrevivência, existem realidades que independem do dinheiro. 

Na verdade, certas pessoas se esquecem de responder a seguinte pergunta: “O que é o dinheiro? Nada em si mesmo; ele existe apenas como intermediário para se conseguir outras coisas. Uma definição final de dinheiro nunca foi alcançada pelo simples fato de que, em si mesmo, ele nada significa” (Luís Pelegrini). “O dinheiro é um sonho. As pessoas que consideram o dinheiro como algo real e tangível – como quem direciona sua vida no sentido de acumular milhões de dólares – vivem na ilusão de que sua realidade vai se transformar quando atingirem sua meta. Elas se projetam nesse objetivo e, como ele é apenas uma ilusão, é só isso que vão alcançar: a ilusão de uma transformação pessoal” (Mike Phillips).

Devemos ter a consciência clara de que tudo passa, inclusive o dinheiro. Permitamos que a fé arranque de nosso coração toda espécie de ambição exagerada. Quanto mais gananciosos formos, mais tristes e vazios seremos. Dinheiro não traz felicidade, pelo contrário, às vezes concede mais problemas que soluções.

Tenhamos uma existência livre, pois só assim é possível viver a dignidade da Palavra de Deus: “Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos”. (Rm 12.16). Nunca nos esqueçamos de que o dinheiro é uma transferência, uma base de troca. Não queiramos agarrá-lo, desesperadamente, com as mãos e muito menos trancá-lo em uma caixa. O apego ao dinheiro é o irmão mais próximo do egoísmo e o primo direto da cobiça. Quando exagerado, ele se torna o dono de nossas vidas e nos ilude de que assim é a felicidade!

Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

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