POR UMA MATERNIDADE RESPONSÁVEL!

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 Infelizmente, certa parcela de pessoas tem perdido o cuidado necessário para com o dom da vida. Faz-se da existência uma espécie de mercadoria, segundo a qual, pode se dispor dela como se fosse um objeto. A vida é presente do céu. Ela é participação efetiva no existir do próprio Deus! Viver é vocação suprema e absoluta da natureza do Pai Eterno em nós! Dele viemos, Nele somos, nos movemos e existimos (At 17,28). E para Ele haveremos de voltar.

 A verdade cristã da vida está tanto em sua origem divina quanto em seu fim último: o Coração do Pai! Portanto, ao falarmos da vida humana estamos, ao mesmo tempo, falando da vida de Deus! Cada grito pela existência se apresenta como o clamor da criatura pelo seu Criador. É assim que a vida torna-se a manifestação sagrada do amor do Pai por nós. Por outro lado, o abandono e o possível assassinato de crianças inocentes é a manifestação mais clara e cruenta de que uma cultura de morte está se estabelecendo, dia após dia, em nossa sociedade. Infelizmente, tem se instituído uma realidade que aborta o maior dom que Deus nos deu: a vida!

 Já são inúmeros os casos, noticiados pela imprensa, em que mães colocam seus filhos em latas de lixo ou, então, joga-os do alto das janelas de seus edifícios. Alguns falam de depressão pós-parto, outros justificam que se trata de um transtorno mental, enquanto os demais afirmam que falta respeito, amor e consideração pelo recém-nascido. Independente da causa, o que está em jogo é a dignidade da criança e o seu direito privilegiado de viver. O direito à vida é único e inegável.

 Infelizmente, tem se perdido o significado maior da existência. Essas mães, perversas ou, em último caso, dementes, acabam por esquecer que são apenas doadoras da vida de seus filhos. Em hipótese alguma devem se considerar proprietárias da existência de quem quer que seja. Quando uma mãe cruel se sente dona da vida de seus filhos o mal está formado. Passa-se a conceber o recém-nascido como se ele fosse um objeto: do qual pode se dispor, abandonar e até mesmo jogar fora no lixo. Aqui a vida torna-se descartável e dispensável. É triste constatar que, em alguns casos, as caçambas de entulho tem sido uma nova espécie de aborto, ainda mais grave, pois nele está um misto de abandono, rejeição, desamparo e desprezo público pelo recém-nascido.  

 Quando uma mãe exibe a crueldade de ensacar e jogar seu próprio filho no lixo ou abandoná-lo em córregos ou ainda; atirá-lo no quintal do vizinho, logo após o parto, fica evidente a inversão de valores. Aquela que deveria cuidar, proteger e nutrir; acaba por destituir, abandonar e jogar fora alguém que foi gerado dentro de si, durante nove meses. Cá entre nós, não seria uma afronta chamar a essas pessoas pelo título de mãe? Na verdade, não passam de genitoras. Cederam apenas seu útero para que o feto fosse gerado. Nada mais que isso! Não pode ser chamada de mãe aquela que é capaz de matar lentamente o próprio filho.

 A mãe de verdade é incapaz de matar um ser que saiu de si. Pelo contrário, ela chega a passar fome, a trabalhar doente e a oferecer a vida, se necessário for, pelo bem de seus filhos. A mãe sempre será a figura mais próximo que temos para ilustrar até onde o amor pode ir. Quem é mãe sabe as últimas consequências do amor e só por isso não conhece o cansaço de amar. Mãe que é mãe nunca desiste de seus filhos. Sempre acredita em um futuro melhor, em que terá maiores condições de renda para conceder a eles tudo o que necessitam para viver bem e com dignidade. O amor de mãe é incondicional e eterno! 

 Muitas vezes a mídia centra a sua atenção, exclusivamente, na figura da mãe e se esquece do abalo psicológico da criança. Na verdade, a figura da criança deveria ser a mais levada em consideração, ao passo que a essas mães cabem àquelas medidas socioeducativas da lei ou, em raros casos, o tratamento psiquiátrico. Talvez, seja algo natural, vincular o foco na mãe, uma vez que foi ela a grande responsável pela barbárie. A partir de então, nasce aquele sentimento de indignação e o desejo de que a justiça seja feita às mães que estão aptas a matar. A lei é bem clara ao afirmar que lugar de assassino é atrás das grades.

 A mãe que ensaca seu filho e o atira ao lixo é o exemplo mais horrorizante de uma maternidade irresponsável. Uma sociedade, fundamentada no sexo pelo sexo, tem gerado filhos sem planejamento. Filho não pode ser um acidente, deve ser pensado e sonhado. O primeiro critério para a geração de uma criança não é a necessidade do ato sexual em si, mas a real capacidade financeira, mental e afetiva de educá-la como uma cidadã de bem. Se não há condições, se a realidade é insuficiente e se não há maturidade porque gerá-los? Não seria mais correto buscar a santificação da própria sexualidade, para não cometer uma barbárie nove meses depois.

 Gerar filhos, às escondidas, para depois abandoná-los no lixo, é o pior exemplo que aquela que se diz ‘mãe’ pode conceder a sociedade. Não se abandona aquele é parte de si! Não se remete ao lixo um ser indefeso! Não se cala o grito da vida! É por isso que muitas meninas que, conseguiram sobreviver à perversidade dessas mães, ganham um nome cheio de significado: Vitória! É difícil pensar que a consciência sempre acusará a mãe que abandona e mata, contudo, é a mais pura verdade! Que sejamos mais responsáveis e tratemos com maior dignidade o dom da vida! Que o futuro não nos acuse de termos sido coniventes com a desvalorização da existência. Sejamos capazes de orientar nossas adolescentes para que assumam a maternidade sem medo, com planejamento e de forma saudável. Caso contrário, os lixões continuarão a se transformar em maternidades a céu aberto! Meu Deus, até quando?!

 Um abençoado Dia das Mães a todas aquelas mulheres que são capazes de oferecer a própria vida por amor aos seus filhos!
 
Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

 

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