Mês: junho 2011

“O AMOR NÃO CANSA NEM SE CANSA”

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Sirvo-me das palavras de São João da Cruz para intitular e refletir, junto com você, a importância deste domingo. O dia dos namorados é uma festa profundamente cristã. Tem suas raízes históricas a partir do martírio de São Valentim, no século III, em Roma. Nesta ocasião, o Imperador Cláudio II proibiu os seus súditos de se casarem, pois acreditava que os solteiros seriam seus melhores soldados. Não havendo família seria mais fácil treiná-los e utilizá-los conforme os interesses da guerra.

Desobedecendo as ordens do monarca e contrariando uma lei imposta, São Valentim continuou a celebrar muitos casamentos às escondidas. Quando foi descoberto, acabou sendo preso e martirizado. Foi morto porque não negou a sua fé, no amor do Pai Eterno, presente na união do homem com a mulher: “ambos serão uma só carne” (Gn 2,25).

Muito mais que uma festa comercial, para a troca de presentes, o dia dos namorados é a data específica para colocar em prática o “perdão incondicionado”, o “diálogo contínuo” e a “reciprocidade desinteressada”. Muito mais que brigas, discussões e rixas pessoais é o momento de celebrar a paz. Muito mais importante que esta ou aquela oferta, o fundamental é a fidelidade a todo e qualquer custo.

Ao longo destes anos, atendendo muitos casais, que me procuram para se preparem matrimonialmente, pude perceber que o namoro de hoje é o casamento de amanhã. O modo como cada um administra a época do namoro marca a forma como ambos conduzirão o matrimônio. Se houve seriedade nas escolhas do passado, haverá respeito no futuro. Havendo brincadeira nas opções ocorridas, haverá também uma série de situações conflitivas no casamento. Compromisso é compromisso desde o seu início.

O dia dos namorados também é uma forma de renovar, junto à Igreja, o primeiro amor que uniu determinado casal. Trata-se de trazer à memória o motivo maior que os juntou: Deus, em seu eterno amor de Pai! À medida que o casal esquece o caminho que os vincula à fé o atalho está aberto para a perda de significado da relação.

A fé é o termômetro de um namoro e de seu futuro casamento. Se não há fé ou se ela é menosprezada a união é exaurida de sua fonte, até que a convivência se torna seca, desgastante e sem sentido. Não há mais o prazer de dividir a vida ao lado de alguém, que no passado ou no início foi tão especial.

Diante de um cenário em que a família é enfocada como uma instituição atrasada e obsoleta, celebrar o dia dos namorados é uma forma concreta de gritar ao mundo que vale a pena ser família; que vale a pena amar e se dedicar a alguém; que vale a pena renovar a relação; que vale a pena ser romântico, que vale a pena buscar a fidelidade, que vale a pena ser de Deus!

Os namorados e casais cristãos tem o sublime chamado de atualizar no mundo o amor proveniente do coração do Pai Eterno. Não se trata de um falso conceito de amor, no qual um utiliza o outro conforme seus próprios interesses; mas, sobretudo, de reconhecer a pessoa em sua dignidade e amá-la, independente de gordura, de atitudes, de situações econômicas e bens materiais; porque no fim das contas a afirmação crucial é: ou se ama ou não se ama.

Quando há verdade no amor é possível superar limites e atravessar os mais difíceis desafios, em parceria. Para o amor não há desistências. Um luta pelo sonho do outro. A triste realidade do divórcio é uma ferida na sacralidade do matrimônio. O fato dele já existir denota que a relação não depende só de um, mas de ambos. São os dois, unidos, no diálogo e na fé, os maiores responsáveis pela reconciliação. Mas, às vezes, é impossível lutar sozinho, por isso se fala de relação. Perdendo a reciprocidade, cada um segue a sua história com o coração partido!

Que o dia de hoje não seja celebrado somente no doze de junho. Pelo contrário, o amor deve ser vivido intensamente todos os dias. Que os namorados continuem firmes diante dos desafios atuais que priorizam pelo momentâneo. Que os casais não se esqueçam de que são eternos namorados. E que os futuros apaixonados não se esqueçam de que a felicidade de um deve ser a felicidade do outro.

Na condição de padre, rezo por todos os casais e desejo a eles um abençoado e santo dia dos namorados! Nesta data o melhor presente é o coração sincero, sacramentado na expressão mais bela e fecunda do homem com a mulher e vice-versa: “Eu te amo!”

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

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