Mês: julho 2011

A IGREJA: MÃE E MESTRA!

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Passados 50 anos, vemos a atualidade da Encíclica “Mater et Magistra” (Mãe e Mestra), publicada pelo saudoso Papa João XXIII. Trata-se de um documento do Magistério, bastante contemporâneo e fundamental para compreendermos a Doutrina Social da Igreja. Nela há uma forma concreta de analisar a realidade socioeconômica em suas mais importantes dimensões. A “Mater et Magistra” foi redigida 15 anos após o colapso provocado pela Segunda Guerra Mundial, durante a comemoração dos 70 anos da “Rerum Novarum” (Das Coisas Novas), de autoria do Papa Leão XIII.

É importante verificar que essa Encíclica também serviu de embasamento para vários outros Documentos Pontifícios, escritos posteriormente, como é o caso da: “Pacem in Terris” (Paz na Terra), também de João XXIII ; “Populorum Progressio” (O Progresso dos Povos), de Paulo VI; “Laborem Exercens” (Sobre o Trabalho Humano) e “Sollicitudo Rei Socialis” (A Solicitude Social da Igreja), ambas de João Paulo II e por último “Caritas in Veritate” (A Caridade na Verdade); do nosso atual Papa, Bento XVI. 

A partir desta trajetória histórica constata-se que a Igreja não permanece calada ao grito do pobre, não se omite em Sua missão de defender a dignidade humana, não se silencia frente à violação dos direitos dos pequeninos e por último, não deixa de enfatizar a necessária verdade de que o homem e a mulher estão acima de toda e qualquer estrutura econômica.

A Igreja sempre será a Mãe e a Mestra de todos aqueles que são considerados insignificantes pelo sistema social e monetário. Sua, é a missão de ouvir os apelos dos inaudíveis. Ela é a Voz dos sem vozes. A Igreja vê o sofrimento dos imperceptíveis, porque a ganância de alguns os fez miseráveis. Ela enxerga a dor dos que são vítimas da pobreza espiritual, intelectual e, sobretudo, material. Como fiel Discípula de Jesus, a Igreja vai ao encontro dos que foram diminuídos em sua dignidade, tornando-se a ponte para o antigo abismo que separava os multimilionários dos indigentes.  

O capitalismo carrega sobre si o peso de elevar a uns e menosprezar a outros, principalmente aqueles que já não são mais importantes para o sistema, pelo simples fato de não terem condições financeiras de consumir. Para o capitalismo, saudável é aquele que consome doente e compulsivamente. Eis a realidade na qual, eu e você, valemos pelo que consumimos e não pelo que somos.

Cabe à Igreja a missão de santificar vidas, mas também de formar pessoas éticas e morais. A salvação, trazida por Jesus, engloba todas as esferas da vida humana, pois não há nada que seja humano que não careça de amor e redenção. Neste mesmo pensamento, cabe ao cristão traduzir as leis de mercado pela linguagem do Evangelho. Acima do capital, das taxas de juro, da inflação e da dívida interna do país está a pessoa que, em muitos momentos é explorada no trabalho e escravizada pela economia. A “Excelentíssima Economia” que deveria auxiliar e contribuir com uma vida digna, não raras vezes, oprime e reduz à condição de escravo aqueles que ela mesma deveria servir. A serva torna-se senhora!

Não precisamos ir muito longe para perceber as injustiças sociais provocadas pelos raros privilegiados. Eles vivem na fartura e na ostentação desregrada, enquanto a grande maioria permanece no contraste da pobreza. Ali, vidas são privatizadas e histórias são desumanizadas. Infelizmente, tudo gira em torno do dinheiro abusivo e do lucro desenfreado. Não há nenhum tipo de consideração aos limites traçados pela justiça, quanto dirá da honestidade. O importante é adquirir cada vez mais e se importar, com o outro, cada vez menos.

Tenho a impressão de que existe outra lei a reger o coração de alguns que se deixam mover pela ganância. Chega até parecer que quanto mais desonestos formos, mais felizes seremos. Errada conclusão! Na verdade, as pessoas honestas são capazes de dormir com a consciência tranquila, sabendo que não venderam suas almas para o dinheiro nem para prevaricações. Não adulteraram a sua dignidade de filhos de Deus. Sabem muito bem que tudo o que conseguiram foi com o próprio esforço, sem manipular ou tirar de alguém. O que têm não foi conquistado à custa do empobrecimento alheio.

A vida social só será humanizada quando o sistema vigente começar a olhar para os seus a partir dos critérios da justiça e da igualdade. E não é necessário ser cristão para isso, pois são princípios da ética natural, comum até pessoa bem intencionada e com retidão de vida. É triste que um trabalhador não possua um salário justo, pelo o menos o suficiente para cumprir com as suas responsabilidades familiares.

Olhemos para a “Mater et Magistra” com os olhos de filhos da Igreja. Esta mesma Igreja que não descansará enquanto não houver um equilíbrio entre salários e preços; entre expansão econômica e desenvolvimento dos serviços públicos, como saúde e educação, por exemplo; entre trabalhadores privilegiados, com seus altos salários e trabalhadores explorados, em seu cruel salário: mínimo na condição de vida, mínimo na dignidade, mínimo no respeito, mínimo no desenvolvimento, mínimo no bom senso.

Terminemos como a própria Encíclica nos convida, dando a atenção merecida às palavras do Salmista: “Vou ouvir o que Iahweh Deus diz, porque ele fala de paz ao seu povo e seus fiéis, para que não voltem à insensatez. Sua salvação está próxima dos que o temem, e a Glória habitará em nossa terra. Amor e Verdade se encontram, Justiça e Paz se abraçam; da terra germinará a Verdade, e a Justiça se inclinará do céu. A Justiça caminhará à sua frente e com seus passos traçará um caminho (Sl 84,9ss).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
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Educados pela violência!

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É com o coração entristecido, mas esperançoso que tenho lido e acompanhado o mapa da violência no Brasil. Nos últimos anos ele tem avançado cada vez mais. Não é de hoje, que nas Missas da Visita, com a Imagem Peregrina do Pai Eterno, a população local tem clamado pela paz, no intuito de combater a violência. São mães desesperadas, pais desconsolados, educadores perdidos e peritos divididos: uns lutando pelos direitos humanos, ao defender que a violência é fruto da delinquência social; outros batalhando pela redução da maioridade penal, ao acreditar que os menores infratores são cruéis e devem pagar pelos crimes que cometeram.  Independente da causa o problema precisa ser debatido, com seriedade, em vista da solução.

Hoje, há um saldo incontável de vítimas, não só nas capitais, mas também no interior do país. A violência não é mais um reflexo das grandes metrópoles, mas fruto de contextos sociais, econômicos e culturais. Para compreender a origem da violência, onde ela nasce e é semeada, é necessário analisar o cenário em que a mesma surgiu: agressão física e verbal dentro do ambiente familiar, alcoolismo dos pais, amizades desestruturadas, falta de diálogo na família e ausência da prática da fé. Isso sem mencionar a educação antipedagógica, concedida pelos jogos de luta e morte, bem como pelo lado obscuro da internet.

A violência é um fenômeno que se aprende e se repete. Atualmente, jovens de 12 a 19 anos têm cometido os mais variados crimes, provocados pelo racismo, pelo preconceito e até mesmo pelo fundamentalismo religioso. O alvo é sempre o outro que ameaça e incomoda o agressor. O outro que, muitas vezes, não provocou, não instigou nem disse algo para despertar a fúria desses menores infratores. É uma espécie de agressão gratuita. Agride-se pelo simples fato do outro ser o que é. 

Foi-se o tempo em que havia somente a chamada ‘violência estrutural’, responsável pelos mais variados crimes, espancamentos e assassinatos. Falava-se dos 29 milhões de jovens brasileiros que viviam em condição de miséria total e por esse motivo se tornavam delinquentes.

No presente, há uma diferença que chega a gerar disparidade, pois a delinquência tem sido praticada, principalmente, por menores de classe média alta e baixa. Onde está a consciência social desses jovens? Onde fica o sentimento de tolerância e respeito? Como os movimentos neonazistas e arianos têm retornado? Quem se responsabilizará por esses crimes: o Estado, a família, as escolas ou os próprios jovens? Essas são perguntas que surgem a todo instante e carecem de resposta!

 

Enquanto isso, vemos a violência se alastrar. Não é necessário ir muito longe para encontrar situações de ridicularização pública, de depreciação grupal e de ações humilhantes. Às vezes, a própria violência é instigada em manuais. Basta uma simples pesquisa para constatar o modo como agressões são arquitetadas em páginas de relacionamento social ou colocadas como ferramenta para a organização de um determinado grupo. Meu Deus, como pode a violência ser a causa de uma aliança, quando sua vigência só tende a agredir e denegrir as pessoas? É algo assustador.

 

Infelizmente, tudo aquilo que diverge de uma concepção pré-definida ou de uma ideia estabelecida pode ser alvo de uma perseguição silenciosa. A partir de então está aberto o cenário para a intolerância e o desrespeito à dignidade humana. É urgente a missão dos pais e dos educadores em filtrar os valores negativos que têm influenciado os nossos jovens. A capacidade de colocar limites e de não se deixar intimidar pela violência fragilizada dos filhos também é um bom começo.

A falta de limite é um problema sério. Quando uma criança só entende o ‘sim’ e se rebela contra o ‘não’ uma ferida é instalada no coração da família. Há jovens que se colocam como senhores e mandatários dentro de casa. Acabam por manipular situações e inverter a razão de ser da família, ao se tornarem ‘pais dos próprios pais’. Já não são mais os filhos, pelo contrário, são os pais que devem dar satisfações e explicações aos menores. Não falo de bater nos filhos e muito menos de agredi-los para impor medo. De forma nenhuma. Falo de um mínimo de respeito e consideração: características cada vez mais esquecidas nas famílias.

Talvez, o problema esteja enraizado na dificuldade de educar. É com humildade que alguns precisam reconhecer que sozinhos não conseguirão orientar, corrigir e se responsabilizar pela criação de quem quer que seja. Nem todos têm facilidade para educar e constituir família. É difícil ensinar aquilo que nunca se experimentou. Aqueles que almejam criar seus filhos precisam fazer a experiência da educação pela prática do bem, do respeito pela aquisição da ética, da tolerância pelo reconhecimento do diferente, da reverência à dignidade humana pelo critério da fé. Enquanto xingamentos, provocações verbais, avacalhações e chacotas humilhantes continuarem a fazer parte do ambiente familiar, as famílias poderão se tornar centros divulgadores da violência, da intransigência e do preconceito. Que a educação pela paz supera a educação pela violência!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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OS ATUAIS FARÓIS DE ALEXANDRIA!

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A história clássica sempre trouxe à nossa memória a existência de uma das sete maravilhas da antiguidade. Dentre elas destaca-se o Farol de Alexandria (em grego, ὁ Φάρος της Ἀλεξανδρείας). Uma enorme torre, com 120 metros de altura, equivalente a um prédio de 41 andares. Dentro da nossa realidade, poderíamos dizer que o farol era três vezes maior que a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Foi projetado e construído em 280 a.C. pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido, por determinação do rei grego que governava o Egito, Ptolomeu II. Por ter sido marco referencial da remota arquitetura e edificado na Ilha de Faros todas as demais torres também receberam o nome de ‘farol’. Ele era uma necessidade para um período histórico marcado pelas grandes navegações. Servia de referencial para a entrada do porto e também delimitava a aproximação de terra à vista.

O farol de Alexandria foi edificado com pedras de granito, sendo inteiramente revestido por calcário e mármore. Os blocos de pedra da construção eram ligados por uma forte matéria viscosa de calcário, misturada com chumbo derretido: uma espécie avançada de cimento da antiguidade. Ele tinha o formato de um prédio único, mas com quatro segmentos distintos. A base, o que conhecemos hoje por alicerce, era quadrada e, mais acima, possuía o formato retangular. A torre menor, que servia para acoplar a obra inteira, tinha a dimensão de oito ângulos (octogonal), ao passo que a parte mais alta possuía o formato igual em todo o seu comprimento (cilíndrico).

No interior do ponto mais alto do farol havia uma forte chama que ficava, constantemente, acessa. Era revestida por espelhos, que durante o dia refletiam a luz do sol e a noite a luz das labaredas. A parte luminosa era organizada por cem súditos assalariados e trazida por cerca de trezentas cabeças de gado. Essas carregavam esterco, óleos e, principalmente, madeira. Pela luz do sol ou pelas chamas, os navegantes foram guiados, noite e dia, por longos centenários. Era possível contemplar essa luz a um raio de 50 km. Mas, no final do século XIV, em 1375, um forte terremoto atingiu a Ilha de Faros e destruiu a mais alta estrutura da antiguidade, construída por mãos humanas. O Farol de Alexandria virou pó e ruínas. Aquela maravilha do mundo antigo havia resistido a dois outros terremotos menores, porém sucumbiu ao terceiro.

Se olharmos para a nossa realidade veremos muitas situações que se aproximam da história do Farol de Alexandria. Para que servem os faróis? Eles são referenciais de longa distância. Aquele que está à procura de terra firme fica do alto do navio em busca dos faróis. Onde há um farol há também a garantia do solo, de um povoado, de aconchego e por fim, de descanso; pois por mais que pareça aventura o mar não é o lugar do humano. Com confiança podemos dizer que o mar é mais uma necessidade de trabalho, do que uma vontade natural.
No mundo somos referencias de Deus e sinais da fé. Nossa missão é irradiar a luz e orientar a vida das pessoas: mais pelo exemplo e menos por palavras. Nossas atitudes devem trazer aconchego e tranquilidade para aqueles que vêm ao nosso encontro. Não são poucos o que se aproximam de nós com o objetivo de desembarcar em nossa história e colocar ali a proa dos seus navios existenciais, talvez por um longo tempo. Somos faróis que indicam a pátria definitiva que é o coração do Pai Eterno. Não anunciamos a nós mesmos. Pelo contrário, em nossos faróis devem estar escrita a célebre frase do Evangelho: “Importa que Cristo cresça e eu diminua” (Jo 3,30).
Na condição de cristãos nos tornamos faróis. O fogo a consumir e a iluminar é a vida de Deus em nós. Dom concedido pelo Espírito Santo! A base que firma o nosso farol é a pessoa de Jesus. Nele fundamentamos nossa vida e nos mantemos consolidados na fé.

Por outro lado, há pessoas que são belas, esculturais e magníficas por fora, assim como o Farol de Alexandria o era. Já por dentro não têm luz própria, sugam dos demais, se alimentam da vida e do trabalho de muitos e também refletem aquilo que não possuem. Por mais que se apresentem como fortes e imbatíveis, são frágeis e prestes a ruir a qualquer momento. Quando surpreendidos pelos terremotos da vida acabam por sucumbir, pois não conseguiram permanecer firmes frente às intempéries das dificuldades. Às vezes, a ruína acontece pela perda de um ente querido, pelas dificuldades no matrimônio, pelo vício de um familiar, pela dispensa de um bom emprego, pelo término repentino de um namoro ou ainda por problemas pessoais.

Independente do motivo, quando colocamos pessoas ou situações no lugar de Deus acabamos por desmoronar. Somos precipitados por nossas vãs esperanças, desabados de nossas prepotências e tombados pelo orgulho. Por isso, a integridade moral e a consciência da nossa própria fragilidade são tão importantes. Aquele que tem noção de si sabe que depende de Deus e das outras pessoas se quiser ser feliz e realizado.

Que ao olhar para nosso modo de proceder na vida, as pessoas possam encontrar não a nós, mas, sim àquele que seguimos: o Pai Eterno! Que vejam em nós o rosto do Amor e a fisionomia da santidade. Que nossas atitudes possam apontar para o Grande Farol, para o Luzeiro do mundo que é Cristo Jesus! Nele está o clarão que não se apaga! Nele está a chama que não se extingue! Nele se encontra o norte e o rumo para a nossa existência! Nunca nos esqueçamos de nossa missão: “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (Cf. Mt 5,13-16).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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A NOVA E DEFINITIVA CASA DO PAI

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Há 171 anos o Pai elegeu uma cidade e escolheu um povo para revelar ali a face do seu Amor. Um povoado simples, humilde e temente à Palavra do Pai. Sem muitas posses, mas ricos em caridade. Sem grandes economias, porém animados pela esperança. Essas características são as mais importantes para o alicerce de uma devoção.

Foi em uma família de lavradores que Deus revelou a sua realidade mais íntima e a sua natureza mais concreta. Não foi para os grandes, nem para os astutos e muito menos para aqueles que se sentem tão inteligentes. Pelo contrário, entre Constantino Xavier, Ana Rosa e seus vizinhos foi construído o primeiro Santuário do Divino Pai Eterno!

Os humildes têm a especial capacidade de inverter a ordem das coisas. Valorizam tanto os favores Divinos, porque dependem de Deus e desconhecem o sentimento do orgulho. Não possuem o medo de se arriscar, mesmo nas tribulações, nem de se se entregar nos braços do Pai. Aqueles que vivenciam a simplicidade, enquanto virtude, conhecem a intimidade do coração de Deus. É por esse motivo que eles precederão a muitos no céu.

Foi nessa fé, de carpinteiros e lavradores, que a devoção foi crescendo e conquistando novos corações. Seja em 1840, quando o medalhão foi encontrado; seja em 1912, na construção do Santuário Velho; seja em 1943, época da construção do Santuário Basílica; seja em 02 de julho de 2011, dia do lançamento da Pedra Fundamental do Novo e Definitivo Santuário: há uma única verdade: o Pai Eterno acampou entre nós! O mesmo Deus, anunciado por Jesus, se revelou a nós e, hoje, deseja vir ao seu e ao meu encontro! Ele não descansa até conquistar o coração humano e dar um significado novo a existência!

Na verdade, essa devoção não reduz o mistério do Pai, nem diminui a sua grandeza. Pelo contrário, torna-se a maior proclamação da nossa fé! Porque somos devotos não nos esquecemos de que também somos filhos e cristãos. Refrescamos a nossa memória para aprender a amar os irmãos como o Pai os ama. Sendo devotos não nos deixamos vencer pelo mal. Damos de comer e de beber até aos inimigos, não fazemos acepção de pessoas, conhecemos o dom do perdão, não menosprezamos os necessitados nem nos fazemos surdos aos gritos de um mundo sedento do amor do Pai!

Ao ouvirmos a palavra “devotos”, devemos escutar também o seu eco. Ele continua a ressoar em nossos corações e a dizer: “vivei como filhos”! Primeiro somos filhos; mais adiante, cristãos e só depois, devotos; porque nos colocamos aos pés do Pai, com o objetivo de atualizar, na sociedade e na família, o legado do Seu amor.

Sem obscuridades, mas na simplicidade da fé, o Pai Eterno estabeleceu uma aliança, fundamentando-a na fé de milhares de devotos. Ao olhar para o lançamento da Pedra Fundamental, da Nova e Definitiva Casa do Pai, não devemos nos esquecer também de que nela está a Nova e Definitiva Casa dos Seus filhos. Lá encontraremos repouso, depositaremos nossos problemas e seremos revigorados na esperança. Aprenderemos, junto ao Pai, que somos as Suas mãos agindo no mundo!

Já faz muito tempo que temos podido trabalhar por este lançamento. Ao todo foram mais de cinquenta trabalhadores, em tempo integral e, aproximadamente oitocentos voluntários, em seus mais variados serviços. Desde a limpeza da área, passando pela estrutura e montagem do palco, cuidando da liturgia, da imprensa; até a sinalização pela Rodovia e credenciamento. Dias de serviços árduos para a edificação do nome do Pai, na história de Goiás e do Brasil! 

Hoje é um dia histórico para a devoção ao Divino Pai Eterno. Em sua simplicidade original essa devoção tem tomado proporções cada vez maiores. Não porque planejamos, mas porque é impossível se aproximar do Pai e não ser tocado por Ele. Que diante do Mistério aqui celebrado transformemos as nossas atitudes em comportamentos fundamentados no Amor. Que sejamos conhecidos pelos frutos do Pai agindo em nós! Que o lançamento desta Pedra Fundamental seja o reflexo do nosso amor e do nosso carinho ao Divino Pai Eterno. Pelo o que Ele significa e por tudo aquilo que já nos concedeu, louvemos o Seu nome! Estejamos conscientes daquilo que o próprio Pai inspirou, no livro das Crônicas: “Ele me edificará um Templo; será para mim um filho e eu serei para ele um Pai” (I Cr 22,10).

 

 

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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Missas

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