A NOVA E DEFINITIVA CASA DO PAI

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Há 171 anos o Pai elegeu uma cidade e escolheu um povo para revelar ali a face do seu Amor. Um povoado simples, humilde e temente à Palavra do Pai. Sem muitas posses, mas ricos em caridade. Sem grandes economias, porém animados pela esperança. Essas características são as mais importantes para o alicerce de uma devoção.

Foi em uma família de lavradores que Deus revelou a sua realidade mais íntima e a sua natureza mais concreta. Não foi para os grandes, nem para os astutos e muito menos para aqueles que se sentem tão inteligentes. Pelo contrário, entre Constantino Xavier, Ana Rosa e seus vizinhos foi construído o primeiro Santuário do Divino Pai Eterno!

Os humildes têm a especial capacidade de inverter a ordem das coisas. Valorizam tanto os favores Divinos, porque dependem de Deus e desconhecem o sentimento do orgulho. Não possuem o medo de se arriscar, mesmo nas tribulações, nem de se se entregar nos braços do Pai. Aqueles que vivenciam a simplicidade, enquanto virtude, conhecem a intimidade do coração de Deus. É por esse motivo que eles precederão a muitos no céu.

Foi nessa fé, de carpinteiros e lavradores, que a devoção foi crescendo e conquistando novos corações. Seja em 1840, quando o medalhão foi encontrado; seja em 1912, na construção do Santuário Velho; seja em 1943, época da construção do Santuário Basílica; seja em 02 de julho de 2011, dia do lançamento da Pedra Fundamental do Novo e Definitivo Santuário: há uma única verdade: o Pai Eterno acampou entre nós! O mesmo Deus, anunciado por Jesus, se revelou a nós e, hoje, deseja vir ao seu e ao meu encontro! Ele não descansa até conquistar o coração humano e dar um significado novo a existência!

Na verdade, essa devoção não reduz o mistério do Pai, nem diminui a sua grandeza. Pelo contrário, torna-se a maior proclamação da nossa fé! Porque somos devotos não nos esquecemos de que também somos filhos e cristãos. Refrescamos a nossa memória para aprender a amar os irmãos como o Pai os ama. Sendo devotos não nos deixamos vencer pelo mal. Damos de comer e de beber até aos inimigos, não fazemos acepção de pessoas, conhecemos o dom do perdão, não menosprezamos os necessitados nem nos fazemos surdos aos gritos de um mundo sedento do amor do Pai!

Ao ouvirmos a palavra “devotos”, devemos escutar também o seu eco. Ele continua a ressoar em nossos corações e a dizer: “vivei como filhos”! Primeiro somos filhos; mais adiante, cristãos e só depois, devotos; porque nos colocamos aos pés do Pai, com o objetivo de atualizar, na sociedade e na família, o legado do Seu amor.

Sem obscuridades, mas na simplicidade da fé, o Pai Eterno estabeleceu uma aliança, fundamentando-a na fé de milhares de devotos. Ao olhar para o lançamento da Pedra Fundamental, da Nova e Definitiva Casa do Pai, não devemos nos esquecer também de que nela está a Nova e Definitiva Casa dos Seus filhos. Lá encontraremos repouso, depositaremos nossos problemas e seremos revigorados na esperança. Aprenderemos, junto ao Pai, que somos as Suas mãos agindo no mundo!

Já faz muito tempo que temos podido trabalhar por este lançamento. Ao todo foram mais de cinquenta trabalhadores, em tempo integral e, aproximadamente oitocentos voluntários, em seus mais variados serviços. Desde a limpeza da área, passando pela estrutura e montagem do palco, cuidando da liturgia, da imprensa; até a sinalização pela Rodovia e credenciamento. Dias de serviços árduos para a edificação do nome do Pai, na história de Goiás e do Brasil! 

Hoje é um dia histórico para a devoção ao Divino Pai Eterno. Em sua simplicidade original essa devoção tem tomado proporções cada vez maiores. Não porque planejamos, mas porque é impossível se aproximar do Pai e não ser tocado por Ele. Que diante do Mistério aqui celebrado transformemos as nossas atitudes em comportamentos fundamentados no Amor. Que sejamos conhecidos pelos frutos do Pai agindo em nós! Que o lançamento desta Pedra Fundamental seja o reflexo do nosso amor e do nosso carinho ao Divino Pai Eterno. Pelo o que Ele significa e por tudo aquilo que já nos concedeu, louvemos o Seu nome! Estejamos conscientes daquilo que o próprio Pai inspirou, no livro das Crônicas: “Ele me edificará um Templo; será para mim um filho e eu serei para ele um Pai” (I Cr 22,10).

 

 

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

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