Dia: 13 de julho de 2011

OS ATUAIS FARÓIS DE ALEXANDRIA!

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A história clássica sempre trouxe à nossa memória a existência de uma das sete maravilhas da antiguidade. Dentre elas destaca-se o Farol de Alexandria (em grego, ὁ Φάρος της Ἀλεξανδρείας). Uma enorme torre, com 120 metros de altura, equivalente a um prédio de 41 andares. Dentro da nossa realidade, poderíamos dizer que o farol era três vezes maior que a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Foi projetado e construído em 280 a.C. pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnido, por determinação do rei grego que governava o Egito, Ptolomeu II. Por ter sido marco referencial da remota arquitetura e edificado na Ilha de Faros todas as demais torres também receberam o nome de ‘farol’. Ele era uma necessidade para um período histórico marcado pelas grandes navegações. Servia de referencial para a entrada do porto e também delimitava a aproximação de terra à vista.

O farol de Alexandria foi edificado com pedras de granito, sendo inteiramente revestido por calcário e mármore. Os blocos de pedra da construção eram ligados por uma forte matéria viscosa de calcário, misturada com chumbo derretido: uma espécie avançada de cimento da antiguidade. Ele tinha o formato de um prédio único, mas com quatro segmentos distintos. A base, o que conhecemos hoje por alicerce, era quadrada e, mais acima, possuía o formato retangular. A torre menor, que servia para acoplar a obra inteira, tinha a dimensão de oito ângulos (octogonal), ao passo que a parte mais alta possuía o formato igual em todo o seu comprimento (cilíndrico).

No interior do ponto mais alto do farol havia uma forte chama que ficava, constantemente, acessa. Era revestida por espelhos, que durante o dia refletiam a luz do sol e a noite a luz das labaredas. A parte luminosa era organizada por cem súditos assalariados e trazida por cerca de trezentas cabeças de gado. Essas carregavam esterco, óleos e, principalmente, madeira. Pela luz do sol ou pelas chamas, os navegantes foram guiados, noite e dia, por longos centenários. Era possível contemplar essa luz a um raio de 50 km. Mas, no final do século XIV, em 1375, um forte terremoto atingiu a Ilha de Faros e destruiu a mais alta estrutura da antiguidade, construída por mãos humanas. O Farol de Alexandria virou pó e ruínas. Aquela maravilha do mundo antigo havia resistido a dois outros terremotos menores, porém sucumbiu ao terceiro.

Se olharmos para a nossa realidade veremos muitas situações que se aproximam da história do Farol de Alexandria. Para que servem os faróis? Eles são referenciais de longa distância. Aquele que está à procura de terra firme fica do alto do navio em busca dos faróis. Onde há um farol há também a garantia do solo, de um povoado, de aconchego e por fim, de descanso; pois por mais que pareça aventura o mar não é o lugar do humano. Com confiança podemos dizer que o mar é mais uma necessidade de trabalho, do que uma vontade natural.
No mundo somos referencias de Deus e sinais da fé. Nossa missão é irradiar a luz e orientar a vida das pessoas: mais pelo exemplo e menos por palavras. Nossas atitudes devem trazer aconchego e tranquilidade para aqueles que vêm ao nosso encontro. Não são poucos o que se aproximam de nós com o objetivo de desembarcar em nossa história e colocar ali a proa dos seus navios existenciais, talvez por um longo tempo. Somos faróis que indicam a pátria definitiva que é o coração do Pai Eterno. Não anunciamos a nós mesmos. Pelo contrário, em nossos faróis devem estar escrita a célebre frase do Evangelho: “Importa que Cristo cresça e eu diminua” (Jo 3,30).
Na condição de cristãos nos tornamos faróis. O fogo a consumir e a iluminar é a vida de Deus em nós. Dom concedido pelo Espírito Santo! A base que firma o nosso farol é a pessoa de Jesus. Nele fundamentamos nossa vida e nos mantemos consolidados na fé.

Por outro lado, há pessoas que são belas, esculturais e magníficas por fora, assim como o Farol de Alexandria o era. Já por dentro não têm luz própria, sugam dos demais, se alimentam da vida e do trabalho de muitos e também refletem aquilo que não possuem. Por mais que se apresentem como fortes e imbatíveis, são frágeis e prestes a ruir a qualquer momento. Quando surpreendidos pelos terremotos da vida acabam por sucumbir, pois não conseguiram permanecer firmes frente às intempéries das dificuldades. Às vezes, a ruína acontece pela perda de um ente querido, pelas dificuldades no matrimônio, pelo vício de um familiar, pela dispensa de um bom emprego, pelo término repentino de um namoro ou ainda por problemas pessoais.

Independente do motivo, quando colocamos pessoas ou situações no lugar de Deus acabamos por desmoronar. Somos precipitados por nossas vãs esperanças, desabados de nossas prepotências e tombados pelo orgulho. Por isso, a integridade moral e a consciência da nossa própria fragilidade são tão importantes. Aquele que tem noção de si sabe que depende de Deus e das outras pessoas se quiser ser feliz e realizado.

Que ao olhar para nosso modo de proceder na vida, as pessoas possam encontrar não a nós, mas, sim àquele que seguimos: o Pai Eterno! Que vejam em nós o rosto do Amor e a fisionomia da santidade. Que nossas atitudes possam apontar para o Grande Farol, para o Luzeiro do mundo que é Cristo Jesus! Nele está o clarão que não se apaga! Nele está a chama que não se extingue! Nele se encontra o norte e o rumo para a nossa existência! Nunca nos esqueçamos de nossa missão: “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (Cf. Mt 5,13-16).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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