Mês: setembro 2011

DÊ PREFERÊNCIA À VIDA!

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O Brasil é um país marcado pela violência e pela imprudência no trânsito. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) estamos entre os dez países com a maior taxa de mortalidade, devido à inconsequência na condução de veículos motorizados. Nossas malhas urbanas prestam as contas de 40.000 mortes por dia. Cada vez mais se vê a triste realidade dos acidentes rodoviários. Estes acontecem quando há colisão entre veículos e objetos; entre veículos, pedestres ou animais e também entre dois veículos. A decorrência da insensatez no trânsito tem como resultado o atropelamento, o trauma psicológico, a invalidez permanente e, na maioria dos casos, a perda da própria vida.

Só neste ano já passou de 1 bilhão o número de indenizações por acidentes. Seria muito bom que esses ressarcimentos fossem usados somente para custear o tratamento das vítimas. Porém, eles são utilizados para cobrir o pagamento por morte violenta em rodovias, avenidas e estradas. Até mesmo nessas últimas têm acontecido acidentes, provocados por excesso de velocidade. Nelas são permitidos no máximo 60 km por hora. Após os acidentes é possível verificar que o automóvel trafegava a uma velocidade além do que é autorizado pela legislação. Alguns deles passavam dos 100 km.

Independente de ser durante a semana ou no feriado, os danos causados por acidentes com veículos automotivos é o mesmo. As estatísticas, por mais falhas que tenham, devido à qualidade dos dados, também apresentam um cenário preocupante. Afirma-se que os acidentes matam, anualmente, 1,2 milhões de pessoas no mundo. Isso sem mencionar os feridos que, juntos, chegam ao total de 50 milhões.  Outras pesquisas apontam que 400.000 mil jovens, com idade inferior a 25 anos, morrem ou ficam incapacitados ao ano.

As maiores vítimas dos acidentes são os pedestres. Somados a eles, também se encontram os motociclistas, que possuem quatorze vezes mais chances de fatalidade do que os ocupantes de automóveis. A causa, como sempre é a precipitação dos condutores em seus carros ou em suas motos.

A velocidade concede a sensação de que o condutor tudo pode, inclusive trafegar em via pública sem respeitar faixas, semáforos e estacionamentos. A rapidez exagerada e a pressa sem motivo pode ser o caminho mais curto para um assassinato na próxima esquina ou para a perda da própria vida. Com o velocímetro não se brinca, muito menos com o dom da vida, concedido pelo Pai Eterno. Aqui é importante não se esquecer do valor que rege a nossa existência: ‘Não somos donos de nossa vida. Somos apenas administradores dela!’

É uma pena que muitos não estejam preparados emocionalmente para assumirem a direção de seus veículos ou de suas motocicletas, pelo simples fato de serem vítimas de seus próprios egos.

Além da velocidade excessiva e sem um motivo real, as causas mais comuns para o aumento de acidentes no trânsito são percebidas nas situações em que se dirige alcoolizado ou sob efeito de drogas, na pouca distância referente ao veículo dianteiro e no desrespeito claro à sinalização. Ainda há aquela ideia errônea de que: ‘comigo isso nunca acontecerá. Só com os outros’.

O aumento da frota de veículos é uma conquista social, mas a ausência de uma legislação séria só aumenta o seu risco. O ideal seria educar a partir da conscientização pelo valor da vida e não somente pela coerção da multa. Em alguns contextos a fiscalização também sofre o pecado do dinheiro corrupto. O fato de mexer no bolso é um meio rápido de resolver o problema. Contudo, não deixa de ser um mecanismo imediato, sem muitos resultados na redução de acidentes com vítimas fatais.

É urgente a tarefa de criar, no Código de Trânsito, iniciativas específicas para o treinamento de motociclistas e para a educação dos pedestres. Ao mesmo tempo, cabe ao poder público colocar mais fiscais nas ruas, para proteger os pedestres e conscientizar os motoristas. Obviamente, todas essas medidas não têm sentido se não forem acompanhadas de ações concretas e sistemáticas de fiscalização, visando coibir a condução perigosa e incrementar os níveis de segurança da coletividade nas ruas” (Júlio Waiselfisz).

Que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa reaver a possibilidade de modificar a análise dos acidentes no trânsito, ao transformar os homicídios dolosos (com intenção de matar) em culposos (sem intenção de matar). A gravidade dos fatos está acima de qualquer tipo de intenção e já denuncia que os motoristas, por estarem embriagados, agem com o mesmo intuito de praticar o crime, pelo simples fato de não precaver-se dele. Que o valor da vida evangelize o trânsito do nosso amado Brasil!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

NÃO SOMOS DEUS!

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Na dia a dia é possível encontrar pessoas que querem dominar grande parte das situações cotidianas, principalmente as inesperadas. Eis um hábito que não é saudável, pois se fundamenta na ilusão. Almejam controlar os problemas dos outros, solucionar as próprias dificuldades, criando mais embaraços; sobrecarregam-se de obstáculos, muitas vezes desnecessários. Sonham com uma vida ausente de surpresas desagradáveis, por isso o desejo destrutivo de dominar a tudo e todos. Quando alguma situação não planejada vem à tona essas pessoas se sentem invadidas e amedrontadas. Nasce, assim, a experiência do medo.
O medo é o filho bastardo da insegurança. Nele estão as nossas mais obscuras incertezas. Os segredos não confessados nos deixam vulneráveis diante do medo. O amedrontado perde o controle da situação.

Nos casos mais graves a insegurança é a acompanhada pelo pânico: tido como o medo exagerado e involuntário de coisas, pessoas e circunstâncias. Já ouvi relatos de pessoas que passam mal, diariamente, devido à mudança do dia pela noite. É no fim da tarde que seus batimentos cardíacos aceleram, a tal ponto que elas acham que vão morrer. Eis a moderna síndrome do pânico: uma doença psicológica bastante presente na realidade, inclusive de pessoas religiosas.

Por outro lado há alguns medrosos que se colocam como invencíveis. Apresentam-se fortes, seguros a todo instante e desprovidos de qualquer fatalidade. São exemplos de determinação. Quando questionados assumem o bastão da autoridade e se esforçam para mostrar a que vieram. Porém, na perda de um ente querido; talvez numa tragédia; durante uma crise no casamento, como no caso de traição ou, ainda, atolados em dívidas ou passando necessidade financeira: o mundo desaba para eles.

Se analisarmos, com seriedade, veremos as situações em que assumimos o lugar de Deus ou, então, anulamos a nossa iniciativa, no equívoco de que Ele resolverá todos os problemas que enfrentamos sem a nossa participação. Está aí uma verdade que não gostamos de ouvir, mas necessária: não somos capazes de solucionar as tempestades da vida sozinhos. Sabe por quê? Porque, para alguns, falta o temor a Deus!

Da mesma forma, não convém colocar tudo nas mãos Dele, como se somente o céu fosse responsabilizado por nossos problemas. É dolorido reconhecer, mas há dificuldades que nós mesmos criamos. A vida poderia ser até diferente, se não insistíssemos tanto em problematizá-la. Claro que há algumas situações que independem de nós. Não é mesmo?

O mais importante é assumir, com paciência, as dificuldades, olhando para os problemas com os olhos da solução. Sem sombra de dúvidas, devemos deixar Deus ser Deus em nós. Nada de querer bancar o super-herói. A vida não é nenhuma obra cinematográfica, em um constante duelo entre mocinhos e bandidos. A realidade não tem nada a ver com ‘Alice no país das maravilhas’.
É fundamental estabelecermos uma bonita e significativa parceria com o Pai Eterno para superar nossos medos, sem nos machucarmos por isso. Quando invadidos por tantos problemas, o Pai é o nosso amparo; quando visitados pela dor, é Ele o nosso socorro; quando surpreendidos pelas perturbações da vida, é Ele quem nos consola e nos mostra a Sua face de Pai. Permitamos que Deus cuide de nós e tome conta do nosso coração! Às vezes, faz bem descer do pedestal que construímos para visitar as nossas feridas e lá encontrarmos os braços do Pai a nos sustentar.

Diante da dor não nos vitimemos, ajamos! Frente aos problemas não acusemos, solucionemos! Perante as dificuldades não nos massacremos, pelo contrário, nos reconciliemos e tenhamos emoção-razão em seus devidos lugares. Não enfoquemos o lado crítico da vida como se o mesmo fosse um castigo Divino ou como influência do mal. Nos infantilizamos quando culpabilizamos pelos sofrimentos presentes. Agindo assim, dificilmente, nos tornaremos adultos na fé. 
Quando a tormenta passar e o tempo de paz surgir novamente, reconheceremos que no fim das contas vale aquele positivo lembrete: de todo mal sempre se tira um bem maior. Não nos esqueçamos disso!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

ONDE ESTÃO OS TEUS VALORES?

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Às vezes, a sociedade fundamentada no consumismo, associa a ideia de valor somente ao financeiro. Tudo se pauta pelo lucro e pelo desejo desordenado de beneficiar-se em tudo. Não! De fato, não é desse tipo de valor que almejo lhes falar. Meu objetivo aqui é refletir, junto com vocês, sobre um conceito valorativo que não está no externo. Pelo contrário, encontra-se dentro de nós! Falo daquela realidade esquecida e, em muitos momentos, exilada de nossas vidas.

Lá onde somos inteiramente nós; é lá que estão os nossos valores. Se quisermos encontrá-los, devemos assumir a viagem mais difícil a se fazer: ‘adentrar em nossos sofrimentos, para visitar as profundezas de nossa alma’. Lutemos contra ou não, ali estarão eles, atrelados às nossas atitudes mais profundas. Parafraseando Santo Agostinho, ainda é possível pensar que “os nossos valores são mais íntimos do que a nossa própria intimidade”.

No encontro com os valores a única linguagem a ser utilizada é aquela conferida pela paciência. Somente alguém humanizado pelo Amor é capaz de assumir os seus valores sem o medo histérico de não ser aceito pelas pessoas. É preciso muito coragem para tocar o solo sagrado de sua própria história. Quem é seguro em suas convicções não necessita da ‘aprovação da maioria’. 
Na verdade, passam-se anos, assumimos novos projetos, construímos outros sonhos, horizontes são descobertos; mas os nossos ‘valores fundamentais’ sempre serão os mesmos. A embalagem pode até mudar, porém o conteúdo será o único.

Mesmo que os nossos valores sejam silenciados, esquecidos ou feridos, ainda ouviremos os seus apelos, convidando-nos à prática do bem. Por isso que, discorrer sobre o ‘dom do valor’ é o mesmo que resgatar a origem da nossa história. Eles não surgem naturalmente. Foram doados na fé, ensinados na esperança e assimilados na caridade. Quando agimos conduzidos pelos valores, tornamo-nos íntegros e responsáveis conosco. Agora, quando temos atitudes destituídas de valor, transforma-nos em pessoas infantis, insensatas e, nos piores dos casos, incoerentes.

Não há alguém que menospreze tanto o valor, a ponto não possui-lo. Sempre refletiremos aquilo que acreditamos. Nossos valores são conhecidos a partir das palavras e das atitudes que demonstramos, no cotidiano. Talvez, o grande desafio da existência seja alinhar a vida à exigência de nossos valores. Contudo, alguns ainda se esquecem de que o valor não foi feito para aprisionar. Ele existe para que nos tornemos livres e fiéis ao Pai e também a nós mesmos. Fieis Àquele que nos criou e à nossa própria consciência. Engana-se quem pensa o valor dentro de uma ótica fechada ou moralista. Do contrário, ele é uma condição existencial para o desenvolvimento da maturidade humana. Quando perdemos nossos valores, anulamos um pouco de nós, para assumirmos um personagem. Passamos a usar as pessoas e não as coisas. Assumimos posturas de quem vive tudo ao mesmo tempo, de forma, cada vez mais vazia. Perde-se o entusiamo, o significado e o sentido da vida. A conclusão é bastante lógica: uma vida sem valores não tem valor algum!

Aquele que se esvazia de seus príncipios mais pessoais, perde-se de si mesmo. Deixa de ser quem é. Torna-se uma cópia mal feita de situações momentâneas e efêmeras. Junto aos valores está o critério da nossa própria identidade! O valor salva a nossa individualidade e a protege de alguns que só querem invalidá-la.

Portanto, é urgente a tarefa de visitar os próprios valores, com a frequência merecida, para sabermos se eles ainda existem em nós. Às vezes, pensamos vivenciá-los, sendo que há tempos os deixamos de lado. Talvez, até os excluímos de nossa vida sem tomarmos consciência do ocorrido. As coisas, as amizades, os trabalhos, os relacionamentos, a família têm o valor que concedemos a eles. Infelizmente, algo que valorizávamos pode deixar de ser valorativo de forma sutil. Assim, visitemos, revisemos, nos conscientizemos e cultivemos o que temos de mais fundamental, porque com a perda dos nossos valores, perde-se também a importância da nossa história!

Acordemos para a realidade dos fatos à nossa volta, façamos uma séria revisão e constataremos muitas realidades que pensávamos estar vivas, quando já estão mortas. A oração, somanda à determinação, é o melhor caminho para aquele que deseja ressuscitar seus valores. Na porta do nosso sepulcro existencial está Jesus, o Filho amado do Pai Eterno! Ele insiste e, aos poucos, tem rolado a pedra que nos impede de ouvir a Sua voz e sair do sepulcro do ódio, da mágoa, do desafeto, da fofoca, do nervosismo e também dos xingamentos. Permitamos que o amor do Pai possa ressuscitar em nós tudo aquilo que foi morto, quando permitimos a ‘desvalorização dos nossos próprios valores’. Que o dom da fé nos ensine a superar o mal e a sermos reconhecidos pela vivência verdadeira do valor incondicional.
 

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
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