Dia: 20 de setembro de 2011

NÃO SOMOS DEUS!

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Na dia a dia é possível encontrar pessoas que querem dominar grande parte das situações cotidianas, principalmente as inesperadas. Eis um hábito que não é saudável, pois se fundamenta na ilusão. Almejam controlar os problemas dos outros, solucionar as próprias dificuldades, criando mais embaraços; sobrecarregam-se de obstáculos, muitas vezes desnecessários. Sonham com uma vida ausente de surpresas desagradáveis, por isso o desejo destrutivo de dominar a tudo e todos. Quando alguma situação não planejada vem à tona essas pessoas se sentem invadidas e amedrontadas. Nasce, assim, a experiência do medo.
O medo é o filho bastardo da insegurança. Nele estão as nossas mais obscuras incertezas. Os segredos não confessados nos deixam vulneráveis diante do medo. O amedrontado perde o controle da situação.

Nos casos mais graves a insegurança é a acompanhada pelo pânico: tido como o medo exagerado e involuntário de coisas, pessoas e circunstâncias. Já ouvi relatos de pessoas que passam mal, diariamente, devido à mudança do dia pela noite. É no fim da tarde que seus batimentos cardíacos aceleram, a tal ponto que elas acham que vão morrer. Eis a moderna síndrome do pânico: uma doença psicológica bastante presente na realidade, inclusive de pessoas religiosas.

Por outro lado há alguns medrosos que se colocam como invencíveis. Apresentam-se fortes, seguros a todo instante e desprovidos de qualquer fatalidade. São exemplos de determinação. Quando questionados assumem o bastão da autoridade e se esforçam para mostrar a que vieram. Porém, na perda de um ente querido; talvez numa tragédia; durante uma crise no casamento, como no caso de traição ou, ainda, atolados em dívidas ou passando necessidade financeira: o mundo desaba para eles.

Se analisarmos, com seriedade, veremos as situações em que assumimos o lugar de Deus ou, então, anulamos a nossa iniciativa, no equívoco de que Ele resolverá todos os problemas que enfrentamos sem a nossa participação. Está aí uma verdade que não gostamos de ouvir, mas necessária: não somos capazes de solucionar as tempestades da vida sozinhos. Sabe por quê? Porque, para alguns, falta o temor a Deus!

Da mesma forma, não convém colocar tudo nas mãos Dele, como se somente o céu fosse responsabilizado por nossos problemas. É dolorido reconhecer, mas há dificuldades que nós mesmos criamos. A vida poderia ser até diferente, se não insistíssemos tanto em problematizá-la. Claro que há algumas situações que independem de nós. Não é mesmo?

O mais importante é assumir, com paciência, as dificuldades, olhando para os problemas com os olhos da solução. Sem sombra de dúvidas, devemos deixar Deus ser Deus em nós. Nada de querer bancar o super-herói. A vida não é nenhuma obra cinematográfica, em um constante duelo entre mocinhos e bandidos. A realidade não tem nada a ver com ‘Alice no país das maravilhas’.
É fundamental estabelecermos uma bonita e significativa parceria com o Pai Eterno para superar nossos medos, sem nos machucarmos por isso. Quando invadidos por tantos problemas, o Pai é o nosso amparo; quando visitados pela dor, é Ele o nosso socorro; quando surpreendidos pelas perturbações da vida, é Ele quem nos consola e nos mostra a Sua face de Pai. Permitamos que Deus cuide de nós e tome conta do nosso coração! Às vezes, faz bem descer do pedestal que construímos para visitar as nossas feridas e lá encontrarmos os braços do Pai a nos sustentar.

Diante da dor não nos vitimemos, ajamos! Frente aos problemas não acusemos, solucionemos! Perante as dificuldades não nos massacremos, pelo contrário, nos reconciliemos e tenhamos emoção-razão em seus devidos lugares. Não enfoquemos o lado crítico da vida como se o mesmo fosse um castigo Divino ou como influência do mal. Nos infantilizamos quando culpabilizamos pelos sofrimentos presentes. Agindo assim, dificilmente, nos tornaremos adultos na fé. 
Quando a tormenta passar e o tempo de paz surgir novamente, reconheceremos que no fim das contas vale aquele positivo lembrete: de todo mal sempre se tira um bem maior. Não nos esqueçamos disso!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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