Dia: 29 de setembro de 2011

DÊ PREFERÊNCIA À VIDA!

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O Brasil é um país marcado pela violência e pela imprudência no trânsito. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) estamos entre os dez países com a maior taxa de mortalidade, devido à inconsequência na condução de veículos motorizados. Nossas malhas urbanas prestam as contas de 40.000 mortes por dia. Cada vez mais se vê a triste realidade dos acidentes rodoviários. Estes acontecem quando há colisão entre veículos e objetos; entre veículos, pedestres ou animais e também entre dois veículos. A decorrência da insensatez no trânsito tem como resultado o atropelamento, o trauma psicológico, a invalidez permanente e, na maioria dos casos, a perda da própria vida.

Só neste ano já passou de 1 bilhão o número de indenizações por acidentes. Seria muito bom que esses ressarcimentos fossem usados somente para custear o tratamento das vítimas. Porém, eles são utilizados para cobrir o pagamento por morte violenta em rodovias, avenidas e estradas. Até mesmo nessas últimas têm acontecido acidentes, provocados por excesso de velocidade. Nelas são permitidos no máximo 60 km por hora. Após os acidentes é possível verificar que o automóvel trafegava a uma velocidade além do que é autorizado pela legislação. Alguns deles passavam dos 100 km.

Independente de ser durante a semana ou no feriado, os danos causados por acidentes com veículos automotivos é o mesmo. As estatísticas, por mais falhas que tenham, devido à qualidade dos dados, também apresentam um cenário preocupante. Afirma-se que os acidentes matam, anualmente, 1,2 milhões de pessoas no mundo. Isso sem mencionar os feridos que, juntos, chegam ao total de 50 milhões.  Outras pesquisas apontam que 400.000 mil jovens, com idade inferior a 25 anos, morrem ou ficam incapacitados ao ano.

As maiores vítimas dos acidentes são os pedestres. Somados a eles, também se encontram os motociclistas, que possuem quatorze vezes mais chances de fatalidade do que os ocupantes de automóveis. A causa, como sempre é a precipitação dos condutores em seus carros ou em suas motos.

A velocidade concede a sensação de que o condutor tudo pode, inclusive trafegar em via pública sem respeitar faixas, semáforos e estacionamentos. A rapidez exagerada e a pressa sem motivo pode ser o caminho mais curto para um assassinato na próxima esquina ou para a perda da própria vida. Com o velocímetro não se brinca, muito menos com o dom da vida, concedido pelo Pai Eterno. Aqui é importante não se esquecer do valor que rege a nossa existência: ‘Não somos donos de nossa vida. Somos apenas administradores dela!’

É uma pena que muitos não estejam preparados emocionalmente para assumirem a direção de seus veículos ou de suas motocicletas, pelo simples fato de serem vítimas de seus próprios egos.

Além da velocidade excessiva e sem um motivo real, as causas mais comuns para o aumento de acidentes no trânsito são percebidas nas situações em que se dirige alcoolizado ou sob efeito de drogas, na pouca distância referente ao veículo dianteiro e no desrespeito claro à sinalização. Ainda há aquela ideia errônea de que: ‘comigo isso nunca acontecerá. Só com os outros’.

O aumento da frota de veículos é uma conquista social, mas a ausência de uma legislação séria só aumenta o seu risco. O ideal seria educar a partir da conscientização pelo valor da vida e não somente pela coerção da multa. Em alguns contextos a fiscalização também sofre o pecado do dinheiro corrupto. O fato de mexer no bolso é um meio rápido de resolver o problema. Contudo, não deixa de ser um mecanismo imediato, sem muitos resultados na redução de acidentes com vítimas fatais.

É urgente a tarefa de criar, no Código de Trânsito, iniciativas específicas para o treinamento de motociclistas e para a educação dos pedestres. Ao mesmo tempo, cabe ao poder público colocar mais fiscais nas ruas, para proteger os pedestres e conscientizar os motoristas. Obviamente, todas essas medidas não têm sentido se não forem acompanhadas de ações concretas e sistemáticas de fiscalização, visando coibir a condução perigosa e incrementar os níveis de segurança da coletividade nas ruas” (Júlio Waiselfisz).

Que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa reaver a possibilidade de modificar a análise dos acidentes no trânsito, ao transformar os homicídios dolosos (com intenção de matar) em culposos (sem intenção de matar). A gravidade dos fatos está acima de qualquer tipo de intenção e já denuncia que os motoristas, por estarem embriagados, agem com o mesmo intuito de praticar o crime, pelo simples fato de não precaver-se dele. Que o valor da vida evangelize o trânsito do nosso amado Brasil!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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