REINA QUEM SERVE!

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No dia 20 de novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo, Rei do Universo. Nesta ocasião, tão importante para compreender o coração da mensagem cristã, faz-se necessário refletir sobre o que o reinado de Jesus tem a ensinar aos senhores deste mundo. A vida simples e pobre do Filho amado do Pai Eterno já é contestação a um sistema que busca reinar em detrimento ao outro. Para alguns, o que vale é lutar pelos próprios interesses. É um mundo em que ‘manda quem pode mais’, quando na verdade deveria ser: ‘Manda quem se coloca a serviço’. Olhar para Jesus, como Rei do Universo, é celebrar Aquele que tirou o manto, ‘símbolo do poder’, cingiu a cintura para lavar e beijar a história de seus discípulos: a minha e a sua história.

Precisamos percorrer o Evangelho para verificar, mais e melhor, o reinado do Filho de Deus. Devemos resgatar o significado originário que as primeiras comunidades cristãs concederam à pessoa de Jesus e o sentido que Ele próprio outorgou aos seus seguidores. Não se trata de voltar ao passado, mas, de trazer à tona as raízes da nossa fé e as fontes do ser cristão no mundo. Só assim é possível compreender em que o reinado de Jesus difere dos reinados do passado e do presente. Toda às vezes em que interesses pessoais e financeiros são colocados acima da dignidade humana: nasce uma forma de reinado, no qual as consciências são dominadas e a vida é desvalorizada.

Jesus assume a história do humano a começar por todos aqueles que viviam à margem da sociedade. Seus companheiros eram os pobres, as mulheres, as crianças; bem como as prostitutas, os leprosos, as viúvas, os homens da terra e os cobradores de impostos, convertidos. Ele reina na medida em que serve a estes excluídos.

O Filho de Deus não fez pacto com o pecado e muito menos se alienou pela lei que separava os bons dos maus, os puros dos impuros, os justos dos pecadores (Cf. Mt 5,45). Pelo contrário, sentou à mesa e se tornou um com estes abandonados. Não é ‘um deles’, mas ‘um com eles’. Ele corre ao encontro do humano, pois não veio para condenar, mas para salvar (Cf. Jo 12,47). Veio para reinar por meio do serviço. Se quisermos ser fiéis ao Jesus dos Evangelhos precisamos existir para as mesmas pessoas que Ele existiu e assumir as posições que Ele assumiria se vivesse em nosso tempo.

O serviço sempre foi a marca registrada de Jesus. Assim como o Pai Eterno reina e serve, o Filho também o faz. Aqueles que se tornaram filhos, em Jesus, precisam viver como Ele viveu. Quando pessoa por pessoa, declarar, para si mesma, a responsabilidade cristã que lhe cabe haverá: pão em todas as mesas, perdão dentro dos lares, reconciliação entre os pares, fraternidade entre as religiões e diálogo entre os povos. Eis o Reino de Deus! Eis o reinado de Jesus!

Na fé cristã é assim só tem autoridade quem serve. Serviço não se prova: vivencia-se! Serviço não se esconde: testemunha-se! Serviço não se penhora: proclama-se! Serviço não é só informação, mas, também experiência de Deus!

O Evangelho proclama que Jesus é o nosso único Rei! Assim, proclamar este reinado é reconhecer Sua condição divina, emanada das trilhas históricas de Nazaré e, ao mesmo tempo, vislumbrar Sua dimensão de serviço, testemunhada no lava-pés. Ao olhar para o Rei do Universo não vejamos somente a coroa, mas o jarro, a bacia e a toalha. Nunca nos esqueçamos de que a vida cristã está fundamentada na dimensão do serviço. Por meio dele, somos incorporados ao Senhor. Pelo serviço, formamos a comunidade de fé, capaz de comungar de uma mesma Carne e de um mesmo Sangue para formar um só corpo.

Diante do serviço “a dor não é suprimida, não somos libertados da tentação, nem livrados da morte, pois nada disso foi poupado a Jesus. Não nos é prometido triunfo algum sobre a terra, mas, pelo contrário, é atirado diante de nós o irremediável fracasso da cruz” (Andrés Torres Queiruga). A dor, o peso da vida, os problemas do cotidiano, as doenças e as tristezas são acolhidas em Deus e envolvidas na esperança que é o próprio Cristo! Não há reinado maior do que este. Deixemos, então, Deus ser Deus em nossa existência e permitamos que o nosso coração se funda no coração de Jesus, para que construamos uma história bela, que depende exclusivamente de nós! Jesus de Nazaré é o companheiro de viagem, o amigo fiel que nos ensina a servir se quisermos ser felizes e realizados nesta vida. É servindo que nos tornamos a mão de Deus agindo no mundo!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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