Dia: 28 de novembro de 2011

O TURISMO RELIGIOSO ESTÁ CRESCENDO EM TRINDADE

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Trindade sedia hoje uma das maiores festas religiosas do mundo, a Romaria do Divino Pai Eterno. Este ano recebemos a visita de 2 milhões e 530 mil fiéis. Durante 10 dias entre o final de junho e início de julho, uma multidão tomou as ruas da cidade para louvar a Deus com demonstrações de fé e paixão. Eram peregrinos de Goiânia, do interior, de outros estados e até do exterior. Não podemos deixar de reconhecer a corrente positiva que esses fiéis formam e que dão novo alento à economia do município.

Mas Trindade, apesar de quase centenária (foi fundada em 1920), ainda não está preparada de forma adequada para receber tantos turistas. Mesmo com esforços da prefeitura, governo estadual, Sebrae Goiás e da comunidade local, não temos restaurantes, hotéis e transporte público e privado apropriados. Sem falar na segurança, que também deixa a desejar, principalmente aos finais de semana da festa – os dias mais movimentados.

Parte dos turistas ainda se hospeda em Goiânia e só vem para cá em determinados momentos da romaria. Caravanas de fiéis se espalham em diversas áreas da cidade e fazem refeições de maneira improvisada. É preciso que essas pessoas sejam bem atendidas, até para que possam voltar no ano seguinte e trazer mais amigos e parentes.

Segundo o Ministério do Turismo, mais de 15 milhões de pessoas se deslocam, anualmente, no Brasil em busca de lugares sagrados, eventos e festas religiosas, retiros espirituais, peregrinações, caravanas e romarias. Esse grupo movimenta um volume de cerca de R$ 6 bilhões por ano. Além disso, o país recebe, ao ano, 25 mil turistas estrangeiros que também visitam os nossos destinos religiosos.

Por isso, é necessário, de forma estratégica, aumentar a participação de Trindade e de Goiás nesses números. Temos de consolidar e promover o turismo religioso de maneira sustentável e ao longo de todo o ano.

Só assim vamos garantir a qualidade de vida da população, a satisfação dos visitantes e a preservação da religiosidade. Essas são as chaves do sucesso e passam, necessariamente, pelo envolvimento de comerciantes e empresários da cidade, além da população em geral.

Nesse cenário temos que reconhecer que o Sebrae Goiás vem fazendo sua parte, uma ‘mão na roda’ para a estruturação do município. Desde 2008, após a elaboração do “Planejamento Estratégico do Turismo Religioso de Trindade”, nossos empresários de micro e pequenas empresas estão sendo preparados para dar uma guinada profissional.

Nesses anos, realizamos ações de muito sucesso na cidade, como os cursos de Atendimento ao Turista Peregrino, Censo Hoteleiro e palestras sobre a Lei Geral do Turismo, além de um curso que formou 35 condutores de turismo religioso, capacitação de técnicas operacionais e de gestão para os meios de hospedagem, alimentação fora do lar, implantação do Programa Cama e Café, dentre outras.

Em um município pequeno como o nosso, com pouco mais de 100 mil habitantes, é mais do que necessário estimular o desenvolvimento de negócios relacionados ao turismo religioso. Por meio do associativismo ou cooperativismo, poderemos superar as deficiências na infraestrutura e acomodar de maneira mais organizada os fiéis, sem deixar de preservar nossa identidade religiosa.

A igreja Católica tem dado a sua contribuição para que o fluxo de turistas aumente em Trindade. No meio deste ano, lançamos a pedra fundamental do novo Santuário Basílica, que terá capacidade para acomodar 6 mil pessoas sentadas e até 10 mil fiéis em aglomeração. O novo santuário terá cúpula com 94 metros de altura, equivalente a um prédio de 30 andares.

O novo Santuário será edificado em uma área de 15 alqueires (goianos), há 1 quilômetro do atual Santuário Basílica. Haverá, ainda, espaço para missas campais, com um altar monumental e uma praça elevada, que poderá acolher cerca de 300 mil pessoas. Na praça, será erguida uma torre para conter sinos (campanário) com 110 metros de altura. O início das obras está previsto para o início do próximo ano, com término entre 2018 e 2020.

Dessa forma, vamos fazer de Trindade referência do turismo religioso, não só no Brasil, mas em todo o mundo. E essa mudança será concretizada por meio da implantação do Plano Estratégico dos diversos parceiros envolvidos no desenvolvimento do Turismo Religioso de Trindade.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

ADVENTO: RECOLHIDOS NO PAI À ESPERA DE JESUS!

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O Advento tem a marca registrada da esperança que o Pai deposita em nós, enviando-nos seu Filho, Jesus de Nazaré, por meio do Espírito Santo. “Não é a espera vã de um Deus sem rosto, mas confiança concreta e certa daquele que já nos visitou, do esposo que assinalou com o seu sangue uma aliança eterna com a humanidade” (Beato João Paulo II). Eis um Deus que não se cansa de nos amar nem desiste de nossa conversão, por mais frágeis que somos.

Muito mais que falar de “pecado”, o Advento nos traz a realidade da “graça”, por meio da salvação que nos vem pelo nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus. Somos inseridos novamente na vida de Cristo e Nele emergimos renovados na fé, reconciliados na esperança e fervorosos na caridade, pela verdade!

A fé, polida na espera vigilante, traz em si o dinamismo da expectativa pela vinda do Redentor. Só por isso, somos reconstruídos na identidade de filhos e recuperamos a dignidade cristã, tão esquecida por alguns. Que sejamos capazes de testemunhar a chegada de Jesus com nossa própria vida! Que nossas atitudes, não somente nossas palavras possam dar testemunho do Deus que acreditamos.

A origem da palavra “advento” está no latim Adventus, com dois significados bem parecidos: chegada e vinda. Pela palavra ‘Adventus’, pretendia-se dizer: Deus está aqui, ele não se retirou do mundo, não nos deixou a sós. Embora não possamos vê-lo nem tocá-lo, como acontece com as realidades sensíveis, Ele está aqui e vem visitar-nos em diversos modos” (Bento XVI, Homilia das I Vésperas, 2009). Olhemos para a nossa existência, com a visão de quem crê é lá veremos a visita constante do Pai: que não nos deixou órfãos nem se esqueceu de nós. Nunca estaremos sozinhos, por mais que os problemas insistam em nos dizer o contrário.

Em nível de história, o Advento teve início no final do século VI e se desenvolveu até o século VIII, tanto no Ocidente, quanto no Oriente. Sua importância é tão grande que ele marca o início do ano litúrgico da Igreja, que difere do nosso calendário civil, iniciado somente no dia 01 de janeiro.

A Igreja estabeleceu um período diferente em seu calendário, porque vive no tempo da Graça, mediante as celebrações dos fatos mais importantes da vida de Cristo. É o tempo do Mistério, onde não há espaço nem cronologia. É o momento onde tudo se silencia para contemplar a santidade do Menino Deus, testemunhada na pobreza da gruta de Belém. Eis um Deus que foi pobre por condição e por opção! Em sua simplicidade e Divindade Ele vem nos visitar. A única coisa que ele solicitada de nós é o nosso coração. Nada mais!

Não podemos nos esquecer de que o Advento é a memória celebrada e atualizada da ocasião em que o Divino que se fez Carne em nossa carne e Sangue em nosso sangue, para que nos humanizássemos. É em nossa humanidade que Deus se manifesta em plenitude. Em um mundo tão conturbado, em uma sociedade que os semelhantes exploraram os outros em benefício próprio, em uma realidade na qual a dignidade humana é marginalizada, o Advento é este tempo forte em que Deus nos diz: “Eu acredito nas suas capacidades e jamais deixarei de colocar a minha confiança em você”.

Se nem o Pai desiste de nós, porque desistimos dos outros, principalmente daqueles que nos eram mais importantes? Porque não nos dispomos a recomeçar e ajudar aqueles que não têm mais forças? Reflita junta comigo se você já não teve que ser a força de alguém que já tinha perdido o sentido de viver. A fortaleza não era sua, mas do próprio Deus agindo em você. Não é verdade?

Por fim, o Advento é também o tempo em que a Igreja se deixa evangelizar na espera orante do nascimento de Jesus. “Evangelizadora como é, a Igreja começa por se evangelizar a si mesma. Comunidade de crentes, comunidade de esperança vivida e comunicada, comunidade de amor fraterno, ela tem necessidade de ouvir sem cessar aquilo que ela deve acreditar, as razões da sua esperança e o mandamento novo do amor. Numa palavra, é o mesmo que dizer que ela tem sempre necessidade de ser evangelizada, se quiser conservar frescor, alento e força para anunciar o Evangelho” (Papa Paulo VI, Exortação apostólica Evangelii Nutiandi).

Na condição de quem tem fé repitamos com toda a Igreja: “Maranatha, vem, Senhor Jesus” (1 Cor 16,22): sentimos a Sua falta e ansiamos por Sua presença entre nós! Nosso coração tem fome e sede do Seu amor!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
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