ADVENTO: RECOLHIDOS NO PAI À ESPERA DE JESUS!

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O Advento tem a marca registrada da esperança que o Pai deposita em nós, enviando-nos seu Filho, Jesus de Nazaré, por meio do Espírito Santo. “Não é a espera vã de um Deus sem rosto, mas confiança concreta e certa daquele que já nos visitou, do esposo que assinalou com o seu sangue uma aliança eterna com a humanidade” (Beato João Paulo II). Eis um Deus que não se cansa de nos amar nem desiste de nossa conversão, por mais frágeis que somos.

Muito mais que falar de “pecado”, o Advento nos traz a realidade da “graça”, por meio da salvação que nos vem pelo nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus. Somos inseridos novamente na vida de Cristo e Nele emergimos renovados na fé, reconciliados na esperança e fervorosos na caridade, pela verdade!

A fé, polida na espera vigilante, traz em si o dinamismo da expectativa pela vinda do Redentor. Só por isso, somos reconstruídos na identidade de filhos e recuperamos a dignidade cristã, tão esquecida por alguns. Que sejamos capazes de testemunhar a chegada de Jesus com nossa própria vida! Que nossas atitudes, não somente nossas palavras possam dar testemunho do Deus que acreditamos.

A origem da palavra “advento” está no latim Adventus, com dois significados bem parecidos: chegada e vinda. Pela palavra ‘Adventus’, pretendia-se dizer: Deus está aqui, ele não se retirou do mundo, não nos deixou a sós. Embora não possamos vê-lo nem tocá-lo, como acontece com as realidades sensíveis, Ele está aqui e vem visitar-nos em diversos modos” (Bento XVI, Homilia das I Vésperas, 2009). Olhemos para a nossa existência, com a visão de quem crê é lá veremos a visita constante do Pai: que não nos deixou órfãos nem se esqueceu de nós. Nunca estaremos sozinhos, por mais que os problemas insistam em nos dizer o contrário.

Em nível de história, o Advento teve início no final do século VI e se desenvolveu até o século VIII, tanto no Ocidente, quanto no Oriente. Sua importância é tão grande que ele marca o início do ano litúrgico da Igreja, que difere do nosso calendário civil, iniciado somente no dia 01 de janeiro.

A Igreja estabeleceu um período diferente em seu calendário, porque vive no tempo da Graça, mediante as celebrações dos fatos mais importantes da vida de Cristo. É o tempo do Mistério, onde não há espaço nem cronologia. É o momento onde tudo se silencia para contemplar a santidade do Menino Deus, testemunhada na pobreza da gruta de Belém. Eis um Deus que foi pobre por condição e por opção! Em sua simplicidade e Divindade Ele vem nos visitar. A única coisa que ele solicitada de nós é o nosso coração. Nada mais!

Não podemos nos esquecer de que o Advento é a memória celebrada e atualizada da ocasião em que o Divino que se fez Carne em nossa carne e Sangue em nosso sangue, para que nos humanizássemos. É em nossa humanidade que Deus se manifesta em plenitude. Em um mundo tão conturbado, em uma sociedade que os semelhantes exploraram os outros em benefício próprio, em uma realidade na qual a dignidade humana é marginalizada, o Advento é este tempo forte em que Deus nos diz: “Eu acredito nas suas capacidades e jamais deixarei de colocar a minha confiança em você”.

Se nem o Pai desiste de nós, porque desistimos dos outros, principalmente daqueles que nos eram mais importantes? Porque não nos dispomos a recomeçar e ajudar aqueles que não têm mais forças? Reflita junta comigo se você já não teve que ser a força de alguém que já tinha perdido o sentido de viver. A fortaleza não era sua, mas do próprio Deus agindo em você. Não é verdade?

Por fim, o Advento é também o tempo em que a Igreja se deixa evangelizar na espera orante do nascimento de Jesus. “Evangelizadora como é, a Igreja começa por se evangelizar a si mesma. Comunidade de crentes, comunidade de esperança vivida e comunicada, comunidade de amor fraterno, ela tem necessidade de ouvir sem cessar aquilo que ela deve acreditar, as razões da sua esperança e o mandamento novo do amor. Numa palavra, é o mesmo que dizer que ela tem sempre necessidade de ser evangelizada, se quiser conservar frescor, alento e força para anunciar o Evangelho” (Papa Paulo VI, Exortação apostólica Evangelii Nutiandi).

Na condição de quem tem fé repitamos com toda a Igreja: “Maranatha, vem, Senhor Jesus” (1 Cor 16,22): sentimos a Sua falta e ansiamos por Sua presença entre nós! Nosso coração tem fome e sede do Seu amor!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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