Dia: 30 de dezembro de 2011

A MELHOR PROMESSA PARA 2012!

Comentários: 0

Estabelecer metas para o próximo ano é uma das marcas registradas deste tempo. Mesmo que não sejamos capazes de cumpri-las, lá estão as famosas promessas. Há bonitos desafios propostos por aqueles que sonham parar de fumar ou de beber, pois são atordoados pelo vício. Outros procuram exercer o dom da paciência diante dos sofrimentos da vida, fazendo da dor uma escada para a superação. Também é possível verificar de perto determinadas pessoas, vítimas de transtornos alimentares ou da ansiedade, se comprometendo a emagrecer, com o objetivo de ter uma vida saudável, gerando saúde. Independente do compromisso, o importante é ser coerente no propósito, desde que seja algo bom e edificante.

Neste fim de ano é necessário rever a nossa vida, percebendo de perto se temos sido coerentes com a fé que professamos e com o Deus que acreditamos. Enquanto há vozes destoantes dizendo: “Odeie seu irmão”, nós que cremos, devemos testemunhar: “Amem os seus inimigos e rezem por aqueles que perseguem vocês” (Mt 5,44). Quando muitos estão a falar com raiva: “Não perdoe e se vingue”, temos que colocar o amor em prática demonstrando: “Não paguem a ninguém o mal com o mal; a preocupação de vocês seja fazer o bem a todos os homens. Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber” (Rm 12,17.20).

Se disserem que somos bobos, por não seguirmos o mandamento ditado pela vingança, é aí que estamos sendo sensatos. O Evangelho é visto nas ocasiões em que não nos deixamos vencer pelo mal, mas vencemos o mal com o bem (Cf. Rm 12,21). O cristão perdoa, quando poderia odiar; ama, quando o incitam a se vingar. Visitado pelas dificuldades, prefere orar, ao invés de se jogar aos prantos. Não é frágil, pois sua fortaleza é a fé. Não é tolo, porque vive a sabedoria da Cruz. Não é interesseiro, pelo simples fato de assumir uma existência de gratuidade!

O cristão sabe que acima de todas as determinações, que colocamos sobre nós mesmos, está a meta mais importante para uma vida feliz: o próprio Deus! Ele é a garantia da nossa vitória! A promessa mais eficaz para 2012 é fazer do Pai o fundamento de nossas vidas; a Esperança que tudo contorna; o Amor que compreende, não acusa e dignifica!

Para nós que confiamos, a fidelidade Divina nos ensina a ser fiéis no propósito da fé. A existência terrena é transitória, mas se torna significativa quando vivenciada como peregrinação. Em Deus está a nossa verdadeira morada, o nosso descanso eterno. Graças à fé temos podido reconhecer que nos braços do Pai se encontra o nosso destino último e o sentido do nosso viver. Mesmo que insistamos em procurar outros horizontes, sempre retornaremos Àquele que nos gerou.

No ano que se inicia, guiados pelo exemplo de Santa Maria, Mãe de Deus, procuremos manter os olhos fixos no Pai. Não desistamos de amar, não cedamos lugar ao ódio, não abandonemos nossos valores, não culpemos os familiares, não julguemos os irmãos, não mintamos para os outros nem para nós mesmos. Que a fé seja a nossa guia, a esperança a nossa companheira constante e a caridade o testemunho mais concreto de que vivemos a verdade do Evangelho! Verdade esta que consegue dialogar com o mundo e evangelizar pessoas.

Antes de toda e qualquer promessa para 2012, assumamos o compromisso de renunciar o pecado e acolher a redenção em nós! São as metas espirituais que dão sentido às outras áreas de nossa vida. Uma existência voltada para Deus se torna cheia de sentido e contrária a toda alienação. Tornamo-nos evangelhos vivos!

O Pai Eterno espera a renovação do meu e do seu “SIM”. Que estejamos preparados para juntos evangelizar com atitudes e só depois com as palavras. Nunca nos esqueçamos que antes de ser proclamada, a fé necessita ser vivenciada. Não são as pregações que convencem, mas o testemunho.

Que o Ano Novo não fica restrito somente a confraternizações. Que ele seja reconhecido como um divisor de águas, em vista de tudo aquilo que nos esforçaremos para cumprir diante de Deus! Que em vez de pensar em profecias irreais para o fim de 2012, pensemos no que tem fundamento: o amor do Pai! Se há espaço para algum ‘fim’ que seja para o término do pecado, da maldade e da injustiça no mundo! A fé é dom e quer contar conosco você neste Ano Novo! Desejo a você, meu querido irmão, minha querida irmã, um 2012 abençoado e cheio de conquistas! Felicidades!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

www.paieterno.com.br

NEM OURO, INCENSO OU MIRRA, MAS O NOSSO CORAÇÃO!

Comentários: 0

Pobre por condição e opção! Nascido em uma pátria insignificante. Crescido em uma pequena aldeia. Organizado por algumas dúzias de famílias. Desprovido de condições dignas de vida, devido à carência social da Galileia. Um simples carpinteiro teve que assumir o ofício do pai. Constatou de perto o sofrimento de seu povo no cativeiro da lei e no cativeiro do Império Romano, com seus altos impostos.

Não priorizou a língua dos grandes comerciantes, o grego; nem o idioma religioso da época, o hebraico. Utilizava de um dialeto, o aramaico, para anunciar a mensagem evangelizadora do Reino de Deus. É provável que o grego e o hebraico só tenham sido usados quando extremamente necessários. Em uma época marcada pela pobreza, pela fome, pelo desemprego e pelo endividamento: nasceu o Menino Jesus, sacramento do amor do Pai!

Hoje, bastante diferente da simplicidade do presépio, o Natal tem se tornado uma grande disputa, cada vez mais comercial e menos religiosa. Divididas estão as pessoas entre o Evangelho da Fé e o evangelho do mercado, entre o belo-supérfluo dos presentes e o singelo-necessário do presépio. Vozes e mais vozes ecoam com o ‘Jingle Bells’ e fazem esquecer a ‘Noite Feliz’!

Há uma séria dificuldade em compreender onde tudo começou. Custa para alguns aceitar que o Mestre de Nazaré, nasceu em um estábulo, conhecido, na época, como um lugar para recolher cavalos e o gado em geral. Ali eles dormiam, ficavam protegidos do frio, da chuva e se alimentavam. Isso sem falar da manjedoura. Dentro da realidade da estrebaria, a manjedoura é um cocho, onde se põe comida para os animais e foi lá que Jesus nasceu. Com todo respeito ao ‘bom velhinho’, não convém que o espírito do Natal seja confundido com uma mágica entrega de presentes, que só nos faz mais consumistas e menos espirituais.

A essência do Natal está em um Deus que se fez criança. Ele não nos ameaça em nada. Pelo contrário, necessita de nosso cuidado e dedicação. Só por isso temos podido contemplá-lo. Somos iluminados por Ele: “Para os que habitavam na terra da escuridão uma luz começou a brilhar” (Is 9,1). Esvaziou-se de Si mesmo, exceto de sua condição Divina, para partilhar de nossas dores e pobreza. Conheceu na própria pele as feridas do sofrimento e da extrema pobreza, pois não tinha “onde reclinar a cabeça” (Mt 8,20).

A grande verdade é que “o Verbo se fez carne” (Jo 1,14) e aqui pensamos: “Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e onipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido […]” (Bento XVI). O Natal sempre será a feliz memória de um Deus louco de amor por nós. Ele nos recorda toda a intensidade da fé no Pai Eterno, que não mede condições nem impõe limites para amar.  Para os que não creem isso se parece com a reprodução de insanidades ou de mitos antigos, atualizados pelos cristãos. Não esquentemos a cabeça. O mais importante é que esta Solenidade é celebrada há mais de dois mil anos, independente daqueles que a vivenciam, daqueles que a deturpam e também daqueles que não a compreendem. O Menino Deus nasceu para todos!

Aquele que deposita a fé no Natal, com toda a sua verdade, é capaz de atualizar a encarnação do Amor todos os dias: falando bem, quando os outros o instiga a falar mal; se silenciando, onde a fofoca e a calúnia imperam; dando de comer e de beber aos inimigos, na ocasião em que os magoados o incita a pagar o mal com o mal; falando a verdade, quando também poderia mentir, mas não o fez; sendo taxado de bobo e fraco, em um sociedade que prioriza o ditado de não levar desaforo para casa; compreendendo o limite dos outros, quando poderia agir com egoísmo; utilizando o diálogo para chegar a um denominador comum, frente a desculpa: “Falo tudo o que penso. Sou assim mesmo e não vou mudar”.

Todas às vezes que agimos com ética no trabalho, com respeito à dignidade do outro, com consideração àqueles que estão a nossa volta, com disposição para conviver entre as feridas alheias e, aos poucos, transformá-las pelo amor do Pai: o Verbo se faz carne novamente! Isto serve para os que creem, como também para os ateus e céticos. Independente de ter fé ou não, o que vale é a honestidade pessoal, a retidão nas atitudes e um comportamento coerente de acordo com as suas verdades. Talvez, este seja o maior apelo do Natal, meu querido irmão, minha querida irmã!

Deus se torna humano em Jesus. Este é o mistério da encarnação! Ele nasce para devolver o dom da esperança a cada um de nós. Que, na noite do Natal, possamos renovar a nossa espera confiante, sabendo que “passou o que era velho, eis que tudo se fez novo” (2 Cor 5,17). Não percamos a fé nem deixemos de crer na evangelização, pois “manifestou-se a graça de Deus, que traz a salvação para todos” (Tt 2,11).

Mesmo com toda a importância simbólica do ouro, do incenso e da mirra, o Menino Jesus está a pedir uma única coisa: o meu e o seu coração! Não tenhamos medo desta entrega, pois foi assim que um dia Ele se ofereceu a nós: entre animais, palhoças e na mais absoluta pobreza. Sua única riqueza era o Amor! Algo que o humano procura até hoje, vagando pelo mundo, perdido no vazio existencial, sem rumo e sem paz. Sendo a fé o caminho para o Pai Eterno, não nos esqueçamos de que o presépio é o atalho. Portanto, corramos para Belém. Lá o Amor espera por nós! Feliz Natal!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

www.paieterno.com.br

Missas

De segunda a sexta

Missas: 7h e 19h30

Sábado

Missas: 7h, 10h e 17h30

Domingo

Missas: 5h45, 8h, 10h, 12h, 15h e 17h30

Rede Vida

Segunda, terça, quinta e sexta: 7h Quarta: 9h

Sábado: 7h e 17h30

Domingo: 17h30

TV Anhanguera

Domingo: 5h30

PUC TV

Sábado e domingo: 17h30

TBC

Domingo: 8h

Rede Pai Eterno

Missas Segunda, quarta, quinta e sexta: 7h
Sábado: 7h e 17h30
Domingo: 5h45, 8h e 17h30

Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 4h, 12h e 22h Novena do Perpétuo Socorro Todos os dias: 2h

Rádio Difusora Goiânia

Missas Domingo: 8h Novena dos Filhos do Pai Eterno Todos os dias: 13h