Mês: janeiro 2012

EVANGELIZEMOS NOSSOS SEPULCROS!

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Paremos um pouco para refletirmos, juntos, sobre o significado do sepulcro em nosso ‘eu interior’. Isto mesmo! Muito mais que um túmulo, um jazigo ou uma sepultura, o sepulcro é uma condição existencial. Este é um preceito da espiritualidade dos monges, testemunhado, primeiramente, nos Evangelhos. No sepulcro está o lado obscuro da vida, associado a tudo que nos causa repulsa e, ao mesmo tempo, não é aceito. É o lugar do desconsolo e da insegurança, onde somos privados de nossas próprias defesas.

“Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro estava no túmulo. Jesus começou a chorar. Contendo-se de novo, chegou ao túmulo. Era uma gruta, fechada com uma pedra. Jesus falou: ‘Tirem a pedra’. Marta, irmã do falecido, disse: ‘Senhor, já está cheirando mal. Faz quatro dias’. Então tiraram a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto, gritou bem forte: ‘Lázaro, saia para fora!” O morto saiu. Tinha os braços e as pernas amarradas com panos e o rosto coberto com um sudário. Jesus disse aos presentes: ‘Desamarrem e deixem que ele ande’” (Jo 11,17.35.38-39.41b.43b-44).

O sepulcro é o espelho medonho que reflete nossos piores comportamentos. Ele inspira terror.  Insistimos não olhar para ele, acreditando no conto de que emoções agressivas podem ser esquecidas e até guardadas debaixo de sete chaves. Não reconhecemos que, quanto mais negados, mais fortes os defeitos se apresentam. Muitas vezes, colocamos uma grande pedra no sepulcro de nossa vida e não permitimos que ninguém entre ali, nem nós mesmos. Vamos escondendo sentimentos, que podem se transformam em monstros ferozes, capazes de nos destruir aos poucos. Projeções de nossas hostilidades.

As pessoas têm a tendência de fugirem de si. É o que acontece quando queremos sumir para uma montanha distante e só voltar quando tudo estiver resolvido. Somos vítimas da fuga, pois é doloroso se enfrentar. Dói reconciliar-se com o passado sofrido. É insuportável a aflição de reviver situações de desamparo e abandono; ainda mais por ter que recordar de imagens que preferíamos esquecer. Por causa disso tudo é mais fácil esconder-se, camuflar emoções e impedir que os fantasmas do passado voltem a nos atormentar.

Mas, as situações não resolvidas sempre voltarão à tona. Elas só nos deixarão em paz quando tivermos a coragem de resolvê-las. Se não há diálogo com o ‘eu interior’ fica impossível levar luz às trevas de nossa alma. Esta é a proposta da fé cristã. Precisamos descer ao sepulcro, amparados por Jesus e, junto com Ele, deixar rolar a enorme pedra enorme que lá colocamos.

No sepulcro encontraremos fatos decompostos, que carecem de remissão; descobriremos sentimentos agressivos, que necessitam de salvação; conheceremos problemas negados no trabalho e na família. No fim, seremos mais humanos, já que fomos capazes de tocar nossas próprias feridas, em vista da cura. Confrontar-se e descobrir a inveja. Enfrentar-se e encontrar o ódio latente. Encarar-se, seguindo o apelo de Jesus a dizer, com autoridade: “Saia para fora” (Jo 11,44).

Tudo aquilo que é desconhecido em nós precisa ser admitido, para só depois ser salvo pela fé. Não havendo conhecimento é difícil que as profundezas de nosso ser sejam evangelizadas. O caminho cristão também passa pelo calvário da Cruz, onde estamos sozinhos com Deus. Ali não há falatórios nem reclamações. Estamos desnudos de nossas roupagens, para sermos imersos na vida de Cristo e inseridos na comunidade cristã.

Cada um tem o seu sepulcro. Assim, quanto mais o conhecermos, mais livres seremos. Muitos correm para longe de suas inquietudes. Preferem negar a se contemplar; escolhem sofrer a se libertar; aprofundam feridas e não se lembram de que o bálsamo está logo ao lado, basta ter paciência.

Parece que alguns se transformam nas vítimas mais cruéis de seus sofrimentos. Espinham a si mesmos, sem dó nem piedade. Até quando continuaremos a nos mutilar? Não seria a hora de pegar a estrada da fé e ir à procura do nosso sepulcro, para ali dialogarmos com os sentimentos violentos, que por não serem ouvidos, insistem gritar em nós?

Guardemos no coração: aquele que foge de si está fugindo da face do Pai. Lá onde tudo é estranho, onde muita coisa é negada, onde as trevas passam longe da luz está a melhor realidade para encontrar Deus que nos espera. Nas regiões mais profundas do nosso eu acha-se a experiência Divina da libertação interior. Santo Agostinho falava do Intimo Meo, ao dizer que “Deus é mais íntimo que nossa própria intimidade”. Ele nos sonda e nos conhece!

Envolvidos por Jesus, visitemos nosso sepulcro. Tenhamos a audácia de colocar a casa da vida em ordem. Depois de um longo tempo, escutaremos a voz do Mestre nos chamando para fora. Enfaixados, menos machucados e ressuscitados sairemos livres, pois Jesus estará pronto para nos desamarrar. Ele é o companheiro fiel de toda jornada. Estará conosco até o fim, mesmo que no coração do Pai não exista término para o amor.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

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TODOS LEEM, MENOS LUIZA QUE ESTÁ NO CANADÁ!

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Luiza já está no Brasil e continua sendo um dos assuntos mais comentados da internet nos últimos dias. Mesmo com toda divulgação ainda há pessoas que perguntam: “Quem é essa Luiza? Do que se trata?”. Afinal de contas nem todos precisam saber de tudo o que acontece no mundo virtual. Então, vamos às explicações.

A história teve início a partir de um comercial imobiliário, vinculado no querido estado da Paraíba. Sendo mais preciso na capital, João Pessoa, onde estive em 2010, com a Visita da Imagem Peregrina do Pai Eterno. A cena mostra um pai de família, reunido com a esposa e os filhos, apresentando um luxuoso condomínio. Nada mais natural para oferecer à venda determinados apartamentos, tidos como: familiares, confortáveis e tranquilos. Mas, bastou uma frase para que um viral fosse criado na internet.

Ao se remeter ao empreendimento o pai afirma: “É por isso que eu fiz questão de reunir toda a minha família, menos Luiza, que está no Canadá”. A partir daí o que era apenas um comercial televisivo, se tornou gosto popular. Até o fechamento deste artigo, a frase: “Menos Luiza, que está no Canadá” já havia sido citada no Twitter por mais de 11 mil vezes. Agora que a televisão também assumiu a divulgação da brincadeira, o ocorrido ganhará ainda mais repercussão.

Os especialistas em mídia digital intitulam estas situações como ‘memes’, palavra originada do grego ‘mimese’, que significa ‘imitação’. Todas as vezes que repetimos comportamentos e frases da internet estamos a copiar um ‘meme’, ou então, a reproduzir um viral. No caso da televisão são utilizados os termos jargão e bordão, podendo ser influências negativas ao comportamento das pessoas ou simples expressões. É o que acontece com frases recentes e históricas, como por exemplo: “Que deselegante” (Sandra Annemberg), “Boa noite! Boa sorte!” (Paulo Henrique Amorim), “A gente se vê, com certeza” (Leda Nagle), “E o salário, ó” (Chico Anysio), “Positivo e operante, senhor”, dito por alguns militares e “Peticionei aquela ação”, muito comum entre os advogados.

O fato é que hoje vivemos várias situações ao mesmo tempo e de forma mais acelerada. Talvez por isso, acabamos caindo no ‘instante pelo instante’. Há uma insistência imperativa em “estar antenado”, como os mais jovens costumam falar. Em um cenário tão veloz, precisamos ter a consciência do lugar que ocupamos. A dignidade da vida cristã não deve ser esquecida no mundo da internet.

As redes sociais como: Facebook, Twitter, Myspace, Orkut, entre outras devem ser espaços de diálogo, mas também de cautela. Por uma questão de prudência, faz bem analisar criteriosamente as atualizações de status, saber o que comentar em fotos, ter o discernimento para escolher o que ‘curtir’ e o que não merece ser ‘curtido’, partilhar postagens que façam refletir ou sorrir, sem ferir a dignidade humana. O mais importante é que a comunicação seja, “não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais, uma partilha” (Bento XVI).

A internet é um espaço democrático. Por ser tão livre é fundamental que assumamos posturas maduras, dialogando com opiniões diferentes e tomando o cuidado merecido para não difundir racismos, preconceitos, mentiras e maldades. Intolerância e alienação não nos competem. Já há projetos de lei que visam proteger as vítimas de bullyng e combater o lado mais obscuro que percorre o mundo virtual.

Nós que cremos, temos a bonita tarefa de utilizar a internet, não só, mas também para a evangelização. Os perfis não precisam falar da fé o tempo todo, porém devem ter a marca registrada de alguém que crê. Isso já faz toda diferença. Não é uma questão de carolices, mas há determinados comentários e certas brincadeiras, passadas adiante, bastante contrárias para alguém que se intitula religioso, nas redes sociais.

A internet é um ambiente contraditório. Pode ser escravizante para uns e libertadora para outros. Nela estão luzes e trevas, verdades e mentiras, retidão e perdição: tudo junto e disponível ao toque de apenas um clique. Hoje em dia, a recomendação de cuidado não é só para os mais novos. Já há muitos, em idade adulta, que perdem seus valores e transformam-se na projeção mais assombrosa dos conteúdos que acessam. Fazem do erro uma verdade de vida. Nada mais triste!

Vale o lembrete de que “a presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de amizades, confrontamo-nos com o desafio de sermos autênticos, fiéis a nós mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio perfil público” (Bento XVI).

Portanto, verdade, autenticidade e coerência de vida frente às exposições das redes sociais. Se “Luiza está no Canadá” fez tanto sucesso, não nos esqueçamos de que a nossa “fé está no Pai” e necessita ser testemunhada sempre; não por obrigação, mas por uma escolha pessoal.


Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

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ONDE ESTÃO AS NOSSAS OBRAS, LÁ ESTARÁ TAMBÉM A NOSSA FÉ!

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Dou início a este artigo me remetendo ao poema do saudoso Manuel Bandeira: “Vi ontem um bicho na imundície do pátio, catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa não examinava nem cheirava, engolia com voracidade. O bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem”. Infelizmente, esta composição poética sempre é atualizada na vida de quem é vítima da pobreza. Passam-se anos, décadas, séculos e lá está a miséria, mãe do trabalho escravo; o enriquecimento ilícito, pai da exclusão social e a conduta imoral, irmã mais próxima da corrupção.

Para nós que cremos, a fé é uma imersão na vida Divina e uma inserção de esperança na sociedade. Ela habita o nosso ser, transforma a nossa consciência, evangeliza nossas atitudes, converte o nosso coração, nos fazendo testemunhar no que cremos, de forma concreta; sem discursos, mas na prática. “Meus irmãos, se alguém que diz que tem fé, mas não obras, que adiante isso? Por acaso a fé poderá salvá-lo? Por exemplo: um irmão ou irmã não têm o que vestir e lhes falta o pão de cada dia. Então alguém de vocês diz para eles: ‘Vão em paz, se aqueçam e comam bastante’; no entanto, não lhes dá o necessário para o corpo. Que adiante isso? Assim também é a fé sem as obras, ela está completamente morta. Alguém poderia dizer ainda: ‘Você tem a fé, e eu tenho as obras. Pois bem! Mostre-me a sua fé sem obras, e eu, com as minhas obras, lhe mostrarei a minha fé. Como vocês estão vendo, o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tg 2,14-18.24).

Causa dor e é lamentável a situação de muitos oprimidos, que vivem em regime de trabalho escravo ou semi-escravidão. Dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego afirmam que há 294 infratores, dentre pessoas físicas e jurídicas, responsáveis por situações de serviço degradante, endividamento dos funcionários e jornada de trabalho acima de 16 horas.

Há representantes políticos do agronegócio e das empresas urbanas capazes de afirmar a possibilidade de exageros. Para eles o conceito de trabalho escravo carece de definição no Brasil. Por isto, ainda existe uma grande resistência a aprovação da PEC 438/2001, que autoriza o Governo Federal a apreender terras utilizadas para o trabalho escravo, sem indenização ao proprietário e doadas à reforma agrária. E a escravidão continua…

Pesquisas científicas já comprovam que até 2050 países como o Brasil, a China, a Índia, o México, a Turquia e a Indonésia vão duplicar o valor de suas produções; crescendo acima dos oito países mais ricos e industrializados do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia). A crise imobiliária norte-americana e o descontrole das contas públicas europeias, que têm assolado o mercado mundial, já dão os indicativos desta mudança. E aqui nos cabe perguntar: à custa de quem virá o crescimento econômico?

Pensemos na China que cresce como um gigante (me desculpem a expressão a seguir), explorando seu próprio povo. Não é novidade o caso de funcionários que se suicidam devido à precariedade do salário e a insustentável jornada de trabalho. Não há os sindicatos, defendidos pela Igreja, em sua Doutrina Social e muito menos o direito a greve, sempre que justa e necessária. Atrás de cada Made in China ‘pode’ haver uma situação deflagrada de desumanidade ao trabalhador. No gigante asiático é comum ver as indústrias mudarem de localidade sempre que encontram uma região com o salário mais baixo que a outra. Com isso chegam a lucrar 20% além de toda lucratividade já garantida.

Na mesma direção vem o trabalho infantil. De modo especial, falemos do nosso amado e injustiçado Brasil. Estatísticas já apontam que existem 5,5 milhões de crianças na escravidão. E o que mais entristece: elas começam a trabalhar com apenas 5 anos: carregando caixas, comercializando verduras, aplicando venenos, trabalhando em carvoarias, pisando barro de futuros tijolos. Age com inconsequência quem afirma que criança deve trabalhar cedo para não cair na marginalidade. Acabam se esquecendo de que é a educação quem os livrará do crime, não a exploração.

A justiça social e a honestidade estão a gritar em vários setores da sociedade. Lutam em vão aqueles que tentam silenciá-las. A dignidade humana nos convoca a agir em favor dos que sofrem daquela doença chamada: miséria imerecida. Trabalhadores morrem às traças no campo, impedidos de retornar para suas regiões de origem, enquanto crianças são esmagadas nos lixões, onde se alimentam, brincam e residem. “Não examinava nem cheirava: engolia com voracidade”.

Olhemos sinceramente para a nossa fé e reconheçamos que sem obras ela é ineficaz. Que o dom da caridade e, não o assistencialismo, motive nossas atitudes, junto à consciência social e política. Sem segundas intenções e longe de promoção pessoal ajamos pelos que vivem à margem da sociedade. Pela autenticidade da fé devemos existir para as mesmas pessoas que Jesus existiu em sua época. Ele sentou-se à mesa, junto com os cobradores de impostos; Ele perdoou a prostituta arrependida, que banhou seus pés com lágrimas; Ele curou os leprosos, amaldiçoados e jogados para fora das cidades, por serem considerados impuros. E nós? Para quem temos existido?

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

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“NOVA” E “DEFINITIVA” PORQUE É DO PAI!

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Muito em breve estaremos começando a construção de uma das mais belas e emblemáticas igrejas que Goiás e o Brasil já puderam contemplar. Isso mesmo! Nos próximos meses daremos início à edificação da Nova e Definitiva Casa do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás.

A vivência da fé cristã também é marcada pela construção de Igrejas, Mosteiros e Catedrais. Independente da magnitude ou da simplicidade dos templos, o mais importante é a fé que se experiencia neles. Desde as grandes Basílicas até as Capelas mais simples, um só é o Pai que ali age e realiza as maravilhas do Seu amor.

Desde os primeiros cristãos, sempre houve a necessidade de construir Igrejas, vistas como casas de oração, alicerçadas na Palavra e na Eucaristia. Quando perseguidos, logo após a morte de Jesus, os cristãos se reuniam às escondidas nas catacumbas. Administravam os sacramentos em segredo, nas chamadas Igrejas subterrâneas. Ali eles enterravam os seus mortos e também celebravam o memorial da paixão do Senhor.

Muitos deles eram analfabetos e, por isso, impossibilitados de ler as Sagradas Escrituras. Mesmo assim, foram capazes de compreender o fundamento da fé a ponto de entregar a própria vida. Foi o período dos mártires: época em que assumir-se cristão trazia o risco da perseguição do Império Romano e a possibilidade de ser banhado pelo sangue até a morte. Não deixaram de construir seus templos, nem que fosse embaixo da terra, nas catacumbas. O importante era ter um local reservado para reunir a comunidade dos seguidores de Jesus. Eles não conseguiam viver sem a Eucaristia!

Com o passar do tempo, o número dos cristãos cresceu significativamente e a liberdade da fé foi conquistada. O progresso na participação também exigiu que Igrejas fossem construídas e, com o passar do tempo, ampliadas. Aquelas que não possuíam condições para serem expandidas continuaram a existir e novas Igrejas foram edificadas, com a capacidade maior que a anterior.

Hoje, o mesmo fenômeno se repete em Trindade. Nesta semana foi aprovado na Câmara Municipal de Trindade, com unanimidade dos vereadores, o projeto de lei, que transforma em área urbana o terreno do Novo Santuário. Assim, o uso do solo e o alvará de construção também puderam ser liberados pelo Prefeito Municipal, Ricardo Fortunato. Ao Legislativo e ao Executivo o meu agradecimento!

Foi uma verdadeira conquista, que muito contribuirá para o início das obras, a partir de maio, quando cessa o período chuvoso. A primeira etapa será topográfica, avaliando e preparando o solo para que o mesmo não cause estragos à obra e muito menos a obra a ele.

A edificação da Nova e Definitiva Casa do Pai é o resultado natural do aumento no número de devotos do Divino Pai Eterno. Pelos devotos e não por outro motivo assumi a difícil, mas bonita tarefa de gerir esta construção. Não só eu, mas todos aqueles que evangelizam comigo, serão os responsáveis para que a Casa do Pai seja edificada dentro do prazo avaliado em dez anos. A redução do tempo dependerá exclusivamente da ajuda e da participação de cada um. “Ele me edificará um Templo; será para mim um filho e eu serei para ele um Pai” (I Cr 22,10).

A construção de um novo templo é algo muito trabalhoso e bastante arriscado. Só isso já seria um motivo suficiente para não mexermos com esta construção. Porém, não podemos ficar quietos quando a fé nos convida a agir em vista de um pedido dos próprios fiéis.

Não se trata de um trabalho pessoal ou de uma vontade própria, mas de uma necessidade pastoral, para que os peregrinos sejam acolhidos com a dignidade e o respeito que merecem.  Hoje, o Santuário atual não tem condições de atender a demanda de pessoas que recebe, diariamente, do Brasil e do exterior. Louvemos ao Pai, pois este é o sinal de que estamos evangelizando no caminho certo!

A fé nos move a assumir tão grande missão! Escrevo no plural, pois tomamos parte de uma construção a ser mantida pela família de evangelização dos filhos do Pai Eterno. Que a fé na missão que o Pai nos confia faça da nossa vida uma verdade para o bem dos irmãos, uma biografia de esperança e do seguimento, uma opção radical por Deus! Obrigado a todos que, juntos, estão transformando este sonho em realidade!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

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