TODOS LEEM, MENOS LUIZA QUE ESTÁ NO CANADÁ!

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Luiza já está no Brasil e continua sendo um dos assuntos mais comentados da internet nos últimos dias. Mesmo com toda divulgação ainda há pessoas que perguntam: “Quem é essa Luiza? Do que se trata?”. Afinal de contas nem todos precisam saber de tudo o que acontece no mundo virtual. Então, vamos às explicações.

A história teve início a partir de um comercial imobiliário, vinculado no querido estado da Paraíba. Sendo mais preciso na capital, João Pessoa, onde estive em 2010, com a Visita da Imagem Peregrina do Pai Eterno. A cena mostra um pai de família, reunido com a esposa e os filhos, apresentando um luxuoso condomínio. Nada mais natural para oferecer à venda determinados apartamentos, tidos como: familiares, confortáveis e tranquilos. Mas, bastou uma frase para que um viral fosse criado na internet.

Ao se remeter ao empreendimento o pai afirma: “É por isso que eu fiz questão de reunir toda a minha família, menos Luiza, que está no Canadá”. A partir daí o que era apenas um comercial televisivo, se tornou gosto popular. Até o fechamento deste artigo, a frase: “Menos Luiza, que está no Canadá” já havia sido citada no Twitter por mais de 11 mil vezes. Agora que a televisão também assumiu a divulgação da brincadeira, o ocorrido ganhará ainda mais repercussão.

Os especialistas em mídia digital intitulam estas situações como ‘memes’, palavra originada do grego ‘mimese’, que significa ‘imitação’. Todas as vezes que repetimos comportamentos e frases da internet estamos a copiar um ‘meme’, ou então, a reproduzir um viral. No caso da televisão são utilizados os termos jargão e bordão, podendo ser influências negativas ao comportamento das pessoas ou simples expressões. É o que acontece com frases recentes e históricas, como por exemplo: “Que deselegante” (Sandra Annemberg), “Boa noite! Boa sorte!” (Paulo Henrique Amorim), “A gente se vê, com certeza” (Leda Nagle), “E o salário, ó” (Chico Anysio), “Positivo e operante, senhor”, dito por alguns militares e “Peticionei aquela ação”, muito comum entre os advogados.

O fato é que hoje vivemos várias situações ao mesmo tempo e de forma mais acelerada. Talvez por isso, acabamos caindo no ‘instante pelo instante’. Há uma insistência imperativa em “estar antenado”, como os mais jovens costumam falar. Em um cenário tão veloz, precisamos ter a consciência do lugar que ocupamos. A dignidade da vida cristã não deve ser esquecida no mundo da internet.

As redes sociais como: Facebook, Twitter, Myspace, Orkut, entre outras devem ser espaços de diálogo, mas também de cautela. Por uma questão de prudência, faz bem analisar criteriosamente as atualizações de status, saber o que comentar em fotos, ter o discernimento para escolher o que ‘curtir’ e o que não merece ser ‘curtido’, partilhar postagens que façam refletir ou sorrir, sem ferir a dignidade humana. O mais importante é que a comunicação seja, “não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais, uma partilha” (Bento XVI).

A internet é um espaço democrático. Por ser tão livre é fundamental que assumamos posturas maduras, dialogando com opiniões diferentes e tomando o cuidado merecido para não difundir racismos, preconceitos, mentiras e maldades. Intolerância e alienação não nos competem. Já há projetos de lei que visam proteger as vítimas de bullyng e combater o lado mais obscuro que percorre o mundo virtual.

Nós que cremos, temos a bonita tarefa de utilizar a internet, não só, mas também para a evangelização. Os perfis não precisam falar da fé o tempo todo, porém devem ter a marca registrada de alguém que crê. Isso já faz toda diferença. Não é uma questão de carolices, mas há determinados comentários e certas brincadeiras, passadas adiante, bastante contrárias para alguém que se intitula religioso, nas redes sociais.

A internet é um ambiente contraditório. Pode ser escravizante para uns e libertadora para outros. Nela estão luzes e trevas, verdades e mentiras, retidão e perdição: tudo junto e disponível ao toque de apenas um clique. Hoje em dia, a recomendação de cuidado não é só para os mais novos. Já há muitos, em idade adulta, que perdem seus valores e transformam-se na projeção mais assombrosa dos conteúdos que acessam. Fazem do erro uma verdade de vida. Nada mais triste!

Vale o lembrete de que “a presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de amizades, confrontamo-nos com o desafio de sermos autênticos, fiéis a nós mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio perfil público” (Bento XVI).

Portanto, verdade, autenticidade e coerência de vida frente às exposições das redes sociais. Se “Luiza está no Canadá” fez tanto sucesso, não nos esqueçamos de que a nossa “fé está no Pai” e necessita ser testemunhada sempre; não por obrigação, mas por uma escolha pessoal.


Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

Twitter: @padrerobson

www.paieterno.com.br


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