DEUS É A BÚSSOLA DA NOSSA VIDA!

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Já sei. Alguns pensarão: “O padre está sendo saudosista. Falar de Bússola quando se pode usar a linguagem do GPS?” Sim! Estou a me referir daquela envelhecida caixa, que se vale de uma pequena agulha, para indicar o eixo magnético da Terra. Não faço referência às modernas bússolas, utilizadas para prever terremotos ou mapear profundidades no oceano. Estou a discorrer sobre a antiga mesmo.
Um utensílio naval, responsável pelos grandes descobrimentos da história. Por meio dele é possível encontrar a direção entre Norte-Sul, Leste-Oeste e determinar uma trajetória. ‘Rumo’ e ‘orientação’ são as características mais importantes de uma bússola. No navio ela é conhecida como agulha de marear. Só tem utilidade devido ao seu poder de atração, gerado pelo ferro magnético, em sua seta-guia.
Por outro lado, o GPS (Global Positioning System) é comandado por sinais de satélites e dados matemáticos, capazes de indicar a exata localização de um determinado ponto geográfico. Os satélites estão a uma distância de 20.000 km, percorrendo a órbita do planeta pelo o menos duas vezes ao dia. Já a bússola esta ali, próxima de nossas mãos. O GPS é um receptor, a bússola uma orientadora. O primeiro localiza, o segundo indica. Se um determina, o outro aponta para um norte. Por isso, a linguagem da bússola combina mais com a espiritualidade cristã.
Peregrinando na imensidão de águas azuis está o barco da nossa vida. Uns possuem apenas um remo. Outros têm possantes motores. Cada um cresce com sua embarcação à medida que avança na fé. Em alguns momentos somos conduzidos por ventos leves e calmos. Mas, também há as grandes tempestades em alto mar. Elas podem demorar ou vir rapidamente. Às vezes, são tão velozes que é impossível emitir um alerta. Ninguém nunca nos enganou, dizendo que não haveria temporais na navegação. Comandantes, marinheiros e passageiros sabem muito bem disso. A culpa não é do mar, nem tanto do vento. Talvez, seja consequência de nossas escolhas. Aquela mania constante de não darmos atenção merecida à bússola da nossa vida: o próprio Deus!
Nem sempre, mas em determinados momentos nos comportamos como crianças birrentas e teimosas. Queremos aquilo e pronto, sem ao menos pensar nas implicações de nossas escolhas. Isso é inconsequência. Não correspondemos às prudentes manobras, insistindo em seguir por uma rota perigosa. Arriscamos os frutos do Evangelho em nós. Deixamos à deriva as bagagens que acumulamos, pela insistência de viver a euforia do momento. O navio da vida também encalha e para não naufragar é sustentado pelas mãos do Pai.
Quantas vezes, motivados pelo nervosismo injustificado, ferimos aqueles que estão navegando em nossas embarcações. Carregamos suas vidas, seus sonhos, suas memórias. Não os valorizamos e assim permitimos que, em meio às fortes ondas, estes se tornem desaparecidos de nossa vida. Basta agitar e retirá-los. Quando excluímos pessoas pelo seu jeito de ser e pensar, pela sua cultura e opções, catalogando-as entre puras e impuras, estamos a afogá-las nas águas, jogando-as às feras marinhas. Não nos esqueçamos de que também somos responsáveis pela salvação daqueles que entraram em nossa história. Quem sabe eles não estão ali aguardando o colete salva-vidas que possuímos?
O mar não é um lugar de aventuras. Ele também pode ser traiçoeiro, fazendo com que tenhamos que lutar pela vida: contra a desidratação, a hipotermia (perda de calor) e ao ataque de tubarões. Sobrevivemos quando saímos do naufrágio, causado pelos problemas e pelas grandes dificuldades. Não ficamos perdidos no mar, quando permitimos que Deus seja a direção que nos conduz.
Por mais que a água do oceano da vida tende invadir nosso refúgio seguro, o Pai nos concederá meios concretos para resistirmos às tribulações. Mas, precisamos ter claro de que Ele é a bússola. Nunca assumirá o nosso lugar no comando da existência. Deus não nos infantiliza, pelo contrário, nos emancipa na fé.
Não sei se você que lê este artigo é uma balsa, se está entre caravelas, se é um iate desportivo, um grande navio, uma simples canoa ou um enorme transatlântico, com a vã onipotência de suas rotas oceânicas. Nada disso importa no coração do Pai Eterno. Podemos ser apenas um bote. Independente daquilo que somos, o fundamental é se deixar guiar pela Bússola da nossa fé. Deixar-nos conduzir pelo Amor e não pelo ódio. Viver do apelo Divino e de acordo com a Sua santa vontade. Não por submissão cega, mas por escolha livre e responsável.
Termino com a letra desta bonita e significativa canção: “Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão Deus e vai. Se as tristezas desta vida quiserem te sufocar, segura na mão de Deus e vai. Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus, pois Ela, Ela te sustentará. Não temas, segue adiante e não olhes para trás! Segura na mão de Deus e vai!”.

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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