Dia: 4 de Março de 2012

PARTINDO RUMO À FONTE!

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A existência passa muito rápido. Ela segue as diretrizes traçadas pelo tempo. Seu relógio parece ser acelerado cada dia mais. Naturalmente nascemos, crescemos e morremos. Sem que percebamos o tempo vai se consumindo, como água diluída em nossas mãos. Não há como detê-lo. Ontem estávamos celebrando o Natal, agora já estamos em março, preparando a Quaresma, em vista da Páscoa! Assim é a vida.

Em uma sociedade marcada pela era digital, basta olhar as fotos envelhecidas para nos recordar da velocidade apressada do tempo: retratos de rostos antigos, mais parecidos com pinturas feitas à mão, fixados nas paredes, com os nossos amados avós; álbum de casamento, marcado por amigos e familiares; fotos de formatura, narrando as nossas conquistas; imagens de confraternizações e passeios significativos nas redes sociais. É o tempo sendo sacralizado.

As fotografias são o registro datado de nossa história. É como se ela fosse congelada, em fração de segundos e voltasse ligeiramente ao cursor. Impossível pará-la. Só nos é permitido dar crédito à sua memória. Pelos retratos de um simples flash contemplamos o passado e voltamos a viver as suas emoções no presente. Como é bom olhar para os fatos ocorridos com o coração agradecido e sempre pedir perdão pelas falhas cometidas. Perdoar a nós mesmos e também os que feriram nossa alma.

Só o tempo para dizer se estamos certos ou agimos de forma errada. E a vida segue seu caminho. Pessoas entram em nossa história e, logo em seguida, não estão mais presentes. Outras se mantêm um pouco mais, porém nos são tiradas quando menos esperamos. É a morte dos nossos queridos e também de uma parte de nós. Morremos com aqueles que partem, pois depositamos um pouco de nossa essência em cada coração que nos é conhecido.

Hoje, estamos em um lugar, realizamos planos e amanhã somos convocados a assumir novos desafios. Temos nos tornado indivíduos que não param. Difícil cair na rotina em um mundo tão agitado. É tanto movimento que acabamos por nos perder. E aqui está o problema do tempo, quando ficamos perdidos de nós e daqueles que amamos.

Há alguns que o vivem mal. Não dão atenção merecida aos problemas que dependem somente deles para serem solucionados. Trocam de pessoas como se substitui um objeto quebrado por outro. Não se tem mais tempo a perder consertando relacionamentos. Deixam de lado a dimensão do cuidado e partem para a aventura seguinte. “Que venha o próximo ou a próxima” é o pensamento que rege algumas pessoas. O importante é viver o momento. Mas, nem só de temporadas vive o humano. Quando o coração cria raízes chegamos à lucidez da revisão de vida. E aí teremos que nos enfrentar como num espelho. Veremos nossos comportamentos sendo refletivos diante de nós.

Fico a pensar no quanto desperdiçamos tempo. Gastamos energia com situações que não mereciam tanto nervosismo. Ficamos chateados, nos deixamos dominar pelo desânimo, nos mantemos atados às mágoas. Basta ficar em um atendimento para perceber como as pessoas se irritam com ou sem razão. Independente do ocorrido, viver com os nervos a flor da pele não compensa. Só nos prejudica a alma, inclusive criando problemas cardíacos. Nem todos passam por isso, mas há casos de pressão alta provocados pela raiva contínua.

As palavras mais atuais nos dicionários da vida têm sido: afobação, ansiedade, inquietude, preocupação, pânico, abatimento e depressão. Todas vêm à tona quando falta esperança. Por isto, é tão importante olhar a própria história com os olhos de quem crê. Não para nos iludirmos, mas para vermos a existência em profundidade, sem sermos superficiais. Aquele que tem fé é capaz de colocar Deus como o eixo que fundamenta o relógio de sua vida. Mesmo na dúvida, continua crendo; ao contrário de quem vive de confianças passageiras. Quem confia segue adiante.

Respeitemos o tempo, pois o Pai Eterno o plenificou quando inseriu seu Filho amado na história. Por isto, unidos à pessoa de Jesus, conduzamos nossa vida com a dignidade que ela merece. Demos depoimento Daquele que cremos, não somente por palavras, mas com atitudes concretas. Ninguém irá crer sem ver nossas obras. Se não fazemos diferença, assumindo a evangelização e sinalizando a vida para Deus há algum distanciamento do Evangelho que professamos. Fé e prática são lados de uma mesma espada.

Demos testemunho do tempo presente, para que assim ele também dê testemunho de nós. Assim, quando chegarmos ao término desta existência e partirmos rumo à Fonte de nossa vida, que é Deus, seguiremos com a consciência do dever cumprido, sem obrigações, mas por escolha livre e responsável!

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.
Twitter: @padrerobson
www.paieterno.com.br

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